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Perispírito
1. ALGUMAS DEFINIÇÕES DO PERISPÍRITO
     1) Perispírito — Invólucro semi-material do Espírito. Nos encarnados, serve de laço intermediário entre o Espírito e a matéria; nos Espíritos errantes, constitui o corpo fluídico do Espírito. (Kardec, s. d. p., p. 374)
     2) O Espírito é envolvido por uma substância que é vaporosa para os encarnados, mas ainda bastante grosseira para os desencarnados; suficientemente vaporosa, entretanto, para que ele possa elevar-se na atmosfera e transportar-se para onde quiser. Como a semente de um fruto é envolvida pelo perisperma, o Espírito propriamente dito é revestido de um envoltório que, por comparação, se pode chamar Perispírito. (Kardec, 1995, pergunta 93).
     3) O Perispírito é o Princípio intermediário entre a matéria e o Espírito, cuja finalidade é tríplice: — manter indestrutível e intacta a individualidade; — servir de substrato ao corpo físico, durante encarnação ; — constituir o laço de união entre o Espírito e o corpo físico, para a transmissão recíproca das sensações de um e das ordens do outro. (Freire, 1992, p. 29 e 30)
     4) O Espírito Emmanuel, designa o Perispírito como “campo eletro-magnético, em circuito fechado, composto de gases rarefeitos” (gases que se desfazem ou diminuem de intensidade).
2. DENOMINAÇÕES DO PERISPÍRITO
     Há inúmeras, em várias épocas, conforme a Filosofia: nas eras primitivas, Corpo-Sombra; para os indianos, Liga Sharira; no antigo Egito, Ká; para a Teosofia, Corpo Astral; segundo Paulo de Tarso, Corpo Celeste; para a Filosofia do Século XIX, Mediador Plástico; e, finalmente para o Espiritismo, é o Perispírito.
3. ORIGEM DO PERISPÍRITO
     A origem do perispírito está no fluido universal. O ponto de partida do fluido universal é a pureza absoluta, da qual nada nos pode dar idéia; o ponto oposto é a sua transformação em matéria tangível, adquirindo diversos graus de condensação. O perispírito é uma dessas transformações, mas sob a forma de matéria quintessenciada, ou seja, não perceptível aos olhos carnais. Assim, o perispírito, ou corpo fluídico dos Espíritos, é um dos mais importantes produtos do fluido cósmico; é uma condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência ou alma. O corpo carnal também tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível. No perispírito, a transformação molecular se opera diferentemente, porquanto o fluido conserva a sua imponderabilidade e suas qualidades etéreas. A natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito. (Kardec, 1975, cap. XIV, item 7)
4. NATUREZA E CONSTITUIÇÃO DO PERISPÍRITO
    A natureza do perispírito está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito. Os Espíritos inferiores não podem mudar de envoltório a seu bel-prazer, pelo que não podem passar, à vontade de um mundo para o outro. Os Espíritos superiores, ao contrário, podem vir aos mundos inferiores, e, até, encarnar neles. Quando o Espírito encarna em um globo, ele extrai do fluido cósmico desse globo os elementos necessários para a formação do seu perispírito. Assim, conforme seja mais ou menos depurado o Espírito, seu perispírito se formará das partes mais puras ou das mais grosseiras do fluido peculiar ao mundo onde ele encarna. Resulta disso que a constituição íntima do perispírito não é idêntica em todos os Espíritos encarnados e desencarnados que povoam a Terra ou o espaço que a circunda. O mesmo já não se dá com o corpo carnal, que se forma dos mesmos elementos, qualquer que seja a superioridade ou inferioridade do Espírito. (Kardec, 1975, cap. XIV, item 9)
5. PROPRIEDADES DO PERISPÍRITO
    Flexibilidade e expansibilidade são as duas principais propriedades do perispírito. O perispírito não está preso ao corpo, sem poder desprender-se. Em Obras Póstumas, no capítulo sobre manifestações dos Espíritos, 1.ª parte, item 11, lemos: "O Perispírito não está encerrado nos limites do corpo como numa caixa. É expansível por sua natureza fluídica; irradia-se e forma, em torno do corpo, uma espécie de atmosfera que o pensamento e a força de vontade podem ampliar mais ou menos". Baseando-se neste texto, o Dr. Ari Lex acha que não há necessidade de usarmos a palavra "aura". O termo atmosfera fluídica seria uma noção mais simples e cristalina.
6. FUNÇÕES DO PERISPÍRITO
     6.1. ORGANIZADOR BIOLÓGICO
            O perispírito é o molde fluídico, a "idéia diretriz" , o "esqueleto astral" ou o "modelo organizador biológico" do corpo carnal.
Sabemos que o Espírito acompanhado de seu perispírito começa a se ligar ao corpo físico do reencarnante desde o começo da vida embrionária. Como esboço fluídico que é, o Perispírito vai orientando a divisão celular, ou seja, a sua união com o princípio vito-material do germe. Como campo eletromagnético que é, pode, por isso, ser comparado ao campo do ímã, quando orienta a disposição da limalha de ferro. (Lex, 1993, p. 49 a 54)
     6.2. INTERMEDIÁRIO ENTRE O CORPO E O ESPÍRITO
            O Perispírito é órgão transmissor, funcionando como um transformador elétrico, no qual a corrente entra com certa voltagem e sai com voltagem diferente. O corpo recebe a impressão, o Perispírito a transmite e o Espírito, sensível e inteligente, a recebe, analisa e incorpora. Mas podemos ter um trajeto inverso. Quando há iniciativa que vem do Espírito, como ordem para o corpo executar, o Perispírito a transmite para o sistema nervoso, que a define como um impulso motor. Essa ordem vai, através dos nervos motores, aos músculos, que se contraem, obedecendo à ordem recebida. Surgem, assim, os movimentos: locomoção, fala, gestos da mímica, canto, salto etc. Alguns movimentos são automáticos, como os da respiração, do bombeamento do sangue pelo coração e, mais profundamente inconscientes, as contrações peristálticas do intestino. Também, nesse caso, a atuação do Perispírito é inegável. (Lex, 1993, p. 57 a 61)
     6.3. ATUAÇÃO NAS COMUNICAÇÕES MEDIÚNICAS
            As bilocações dos Espíritos são os fatos marcantes que atestam o desprendimento do Perispírito. Kardec, em Obras Póstumas, diz: "Fica, pois, demonstrado que uma pessoa viva pode aparecer simultaneamente em dois pontos diferentes; num, com o corpo real; em outro, com o Perispírito condensado, momentaneamente, sob a aparência de suas formas materiais". (Lex, 1993, p. 62 a 74)
Em todo o ato mediúnico, o Espírito aproxima-se do médium e o envolve nas suas vibrações espirituais. Essas vibrações irradiam-se do seu corpo espiritual, atingindo o corpo espiritual do médium. A esse toque vibratório semelhante a um brando choque elétrico reage o perispírito do médium.
7. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
FREIRE, A. J. Ciência e Espiritismo: da Sabedoria Antiga à Época Contemporânea. 3. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1992.
KARDEC, A. A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. 17. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1975.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed., São Paulo, FEESP, 1995.
KARDEC, A. O Livro dos Médiuns ou Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores. São Paulo, Lake, s.d.p.
KARDEC, A. Obras Póstumas. 15. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1975.
LEX, A. Do Sistema Nervos à Mediunidade. São Paulo, FEESP, 1993.
(Org. por Sérgio Biagi Gregório)
Fonte:
Centro Espírita Ismael
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Perispírito e Desencarne
PERISPÍRITO APÓS A MORTE
     Tão arrojada é a tentativa de transmitir informes sobre a questão aos encarnados, quão difícil se faria esclarecer à lagarta com respeito ao que será ela depois de vencer a inércia da crisálida.
     Colado ao chão ou à folhagem, arrastando-se, pesadamente, o inseto não desconfia que transporta consigo os germes das próprias asas.
     O perispírito é, ainda, corpo organizado que, representando o molde fundamental da existência para o homem, subsiste, além do sepulcro, demorando-se na região que lhe é própria, de conformidade com o seu peso específico.
     Formado por substâncias químicas que transcendem a série_estequiogenética conhecida até agora pela ciência terrena, é aparelhagem de matéria rarefeita, alterando-se, de acordo com o padrão vibratório do campo interno. (Ver: Desintegração)
     Organismo delicado, com extremo poder plástico, modifica-se sob o comando do pensamento. É necessário, porém, acentuar que o poder apenas existe onde prevaleçam a agilidade e a habilitação que só a experiência consegue conferir.
     Nas mentes primitivas, ignorantes e ociosas, semelhante vestidura se caracteriza pela feição pastosa, verdadeira continuação do corpo físico, ainda animalizado ou enfermiço.
     O progresso mental é o grande doador de renovação ao equipamento do espírito em qualquer plano de evolução.
     O perispírito, quanto à forma somática, obedece a leis de gravidade, no plano a que se afina.
     Nossos impulsos, emoções, paixões e virtudes nele se expressam fielmente. Por isso mesmo, durante séculos e séculos nos demoraremos nas esferas da luta carnal ou nas regiões que lhes são fronteiriças, purificando a nossa indumentária e embelezando-a, a fim de preparar, segundo o ensinamento de Jesus, a nossa veste nupcial para o banquete do serviço divino.
     Em suma, o psicossoma é ainda corpo de duração variável, segundo o equilíbrio emotivo e o avanço cultural daqueles que o governam, além do carro fisiológico, apresentando algumas transformações fundamentais, depois_da_morte_carnal, principalmente no centro_gástrico, pela diferenciação dos alimentos de que se provê, e no centro genésico, quando há sublimação do amor, na comunhão das almas que se reúnem no matrimônio divino das próprias forças, gerando novas fórmulas de aperfeiçoamento e progresso para o reino do espírito.
     O corpo_espiritual, que evolve e se aprimora nas experiências de ação_e_reação, no plano terrestre e nas regiões_espirituais que lhe são fronteiriças, é suscetível de sofrer alterações múltiplas, com alicerces na adinamia proveniente da nossa queda mental no remorso, ou na hiperdinamia imposta pelos delírios da imaginação, a se responsabilizarem por disfunções inúmeras da alma, nascidas do estado de hipo e hipertensão no movimento circulatório das forças que lhe mantém o organismo sutil, e pode também desgastar-se, na esfera imediata à esfera física, para nela se refazer, através do renascimento, segundo o molde_mental preexistente, ou ainda restringir-se a fim de se reconstituir de novo, no vaso uterino, para a recapitulação dos ensinamentos e experiências de que se mostre necessitado, de acordo com as falhas da consciência perante a Lei.
     Outros aspectos do psicossoma examinaremos quando as circunstâncias nos induzam a apreciar-lhe o comportamento nas regiões espirituais vizinhas da Terra, dentro das sociedades afins, em que as almas se reúnem conforme os ideais e as tarefas lies que abraçam, ou segundo as culpas dilacerantes ou tendências inferiores em que se sintonizam, geralmente preparando novos eventos, alusivos às necessidades e problemas que lhes são peculiares nos domínios da reencarnação imprescindível.
     O perispírito é o molde fluídico no qual a matéria se incorpora durante a vida; é ele que, sob a impulsão da força vital, mantém o tipo específico e individual. O perispírito não se destrói após a morte, se conserva intacto em meio a desorganização da matéria, e é nele que se encontra gravado as aquisições (conhecimentos e experiências) da alma, que pode assim recordar o passado.
Principais métodos usados na espiritualidade para o tratamento das lesões do corpo espiritual
     Na Espiritualidade, os servidores da medicina penetram, com mais segurança, na história do enfermo para estudar, com o êxito possível, os mecanismos da doença que lhe são particulares.
     Aí, os exames nos tecidos psicossomáticos com aparelhos de precisão, correspondendo às inspeções instrumentais e laboratoriais em voga na Terra, podem ser enriquecidos com a ficha cármica do paciente, a qual determina quanto à reversibilidade ou irreversibilidade da moléstia, antes de nova reencarnação, motivo por que numerosos doentes são tratáveis, mas somente curáveis mediante longas ou curtas internações no campo físico, a fim de que as causas profundas do mal sejam extirpadas da mente pelo contato direto com as lutas em que se configuraram.
     Curial, portanto, é que o médico espiritual se utilize ainda, de certa maneira, da medicação que vos é conhecida, no socorro aos desencarnados_em_sofrimento, porque, mesmo no mundo, todo remédio da farmacopéia humana, até certo ponto, é projeção de elementos quimioelétricos sobre agregações celulares, estimulando-lhes as funções ou corrigindo-as, segundo as disposições do desequilíbrio em que a enfermidade se expresse.
     Contudo, é imperioso reconhecer que na Esfera Superior o médico não se ergue apenas com o pedestal da cultura acadêmica, qual ocorre freqüentemente entre os homens, mas sim também com as qualidades morais que lhe confiram valor e ponderação, humildade e devotamento, visto que a psicoterapia e o magnetismo, largamente usados no plano extrafísico, exigem dele grandeza de caráter e pureza de coração.
Quaisquer sinais morfológicos se modificam na pauta das ordenações mentais.
     Isso ocorre, habitualmente, na própria Terra dos Homens, quando a ciência, sem maiores dificuldades, modifica os implementos da máquina_genésica da criatura, de acordo com os impulsos psicológicos que a criatura apresente, harmonizando o binômio corpo-alma. Além disso, não nos será lícito esquecer os serviços multiformes da plástica cirúrgica, que consegue efetuar prodigios no envoltório carnal das pessoas, quando essas pessoas mereçam as melhoras com que a ciência terrestre lhes acena, generosa e otimista.
Perispírito de almas doentes. Muitos padeciam desequilíbrios mentais visíveis...
     O perispírito de todos os que aí se enclausuravam, pacientes e expectadores, mostrava a mesma opacidade do corpo_físico. Os estigmas da velhice, da moléstia e do desencanto, que perseguem a experiência humana, ali triunfavam, perfeitos...
Fonte:
GUIA - HEU (Homem/Espírito/Universo)
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Perispírito e Corpo físico
     Segundo os dados da vossa fisiologia, a célula primitiva é comum a todos os seres vertebrados e espanta ao embriólogo a lei organogênica que estabelece a idéia diretora do desenvolvimento fetal, desde_a_união_do_espermatozoário_ao_óvulo, especificando os elementos amorfos do protoplasma; nos domínios da vida, essa idéia diretriz conserva-se inacessível até hoje aos vossos processos de indagação e de análise, porquanto esse_desenho_invisível não está subordinado a nenhuma determinação físico-química, porém, unicamente ao corpo espiritual preexistente, em cujo molde se realizam todas as ações plásticas da organização, e sob cuja influência se efetuam todos os fenômenos endosmóticos.
     O organismo_fluídico, caracterizado por seus elementos imutáveis, é o assimilador das forças protoplásmicas, o mantenedor da aglutinação molecular que organiza as configurações típicas de cada espécie, incorporando-se, átomo por átomo, à matéria do germe e dirigindo-a, segundo a sua natureza particular.
     Algumas objeções científicas têm sido apresentadas à teoria irrefutável do corpo espiritual preexistente, destacando-se entre elas, por mais digna de exame, a hereditariedade, a qual somente deve ser ponderável sob o ponto de vista fisiológico. Todos os tipos do reino mineral, vegetal, animal, incluindo-se o hominal, organizam-se segundo as disposições dos seus precedentes ancestrais, dos quais herdam, naturalmente, pela lei das afinidades, a sua sanidade ou os seus defeitos de origem orgânica, unicamente.
     De todos os estudos referentes ao assunto, em vossa época, salienta-se a teoria_darwiniana das gêmulas, corpúsculos infinitesimais que se transmitem pela vida seminal aos elementos geradores, contendo na matéria embrionária disposição de todas as moléculas do corpo, as quais se reproduzem dentro de cada espécie. A maioria das moléstias, inclusive a dipsomania, são transmissíveis; porém, isso não implica um fatalismo biológico que engendre o infortúnio dos seres, porque inúmeros Espíritos, em traçando_o_mapa_do_seu_destino, buscam, com o escolher determinado_instrumento, alargar as suas possibilidades de triunfo sobre a matéria, como um fato decorrente das severas leis morais, que, como no ambiente terrestre, prevalecem no mundo espiritual, o que não nos cabe discutir neste estudo.
     Não obstante a preponderância dos fatores físicos nas funções procriadoras, é totalmente inaceitável e descabido o atavismo psicológico, hipótese aventada pelos desconhecedores da profunda independência da individualidade espiritual, hipótese que reveste a matéria de poderes que nunca ela possuiu em sua condição de passividade característica. (Ver: Epigenética)
     Reconhecendo-se, pois, a veracidade da argumentação de quantos aceitam a hereditariedade fisiológica nos fenômenos da procriação, representando cada ser o organismo de que provém por filiação, afastemos a hipótese da hereditariedade psicológica, porquanto, espiritualmente, temos a considerar, apenas, ao lado da influência ambiente, a afinidade sentimental.
     O citoplasma, que é, no fundo, o elemento intersticial de vinculação das forças fisiopsicossomáticas (corpo físico e perispírito), obriga as células ao trabalho de que necessita para expressar-se, trabalho este que, à custa de repetições quase infinitas, se torna perfeitamente automático para as unidades celulares que se renovam, de maneira incessante, na execução das tarefas que a vida lhes assinala.
     Cada proteína funcional em nosso corpo é uma “imagem” complementar de um sinal do ambiente. Se não houvesse um sinal para complementá-las elas não teriam função. Isso significa que cada proteína em nosso organismo é um complemento físico-eletromagnético de algo no ambiente. Como somos máquinas de proteína, por definição somos feitos à imagem do ambiente, seja ele o chamado universo ou, como muitos preferem chamá-lo, o próprio Deus.
     O organismo fluídico, caracterizado por seus elementos imutáveis, é o assimilador das forças protoplásmicas, o mantenedor da aglutinação molecular que organiza as configurações_típicas_de_cada_espécie, incorporando-se, átomo por átomo, à matéria do germe e dirigindo-a, segundo a sua natureza particular.
Fonte:
GUIA - HEU (Homem/Espírito/Universo)
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Perispírito e Reencarnação
     Determinado Espírito, tendo sofrido, por longo tempo, o trauma perispirítico do remorso, por haver incendiado o corpo do próprio pai, nutriu em si mesmo estranhas labaredas mentais que o castigaram intensamente além-túmulo... Renasceu, por isso, com a epiderme atormentada por vibrações calcinantes que, desde cedo, se lhe expressaram na nova forma_física por eczema de mau caráter... Semelhante moléstia, em face da dívida em que se empenhou, deveria cobrir-lhe todo o corpo, durante muitos e angustiosos lustros de sofrimento, mas, pelos méritos que ele vai adquirindo, a enfermidade não tomou proporções que o impeçam de aprender e trabalhar, porquanto granjeou a ventura de continuar a servir, pelo seu impulso espontâneo na plantação constante do bem.
     Dedicando-se de alma e corpo à sua renovação com o Cristo, recolheu como filhos adotivos dois cúmplices de parricídio tremendo.
     ... Eis o pai ofendido que, enjeitado pelo coração materno que ainda não mereceu, vem ao encontro do filho regenerado! Tomado de alegria, para ele inexplicável, abraçou o pequerrucho com espontâneo gesto de amor e, após conchegá-lo de encontro ao peito, voltou para dentro, gritando jubiloso: Meu filho!... meu filho!...
     ... Como é fácil de reconhecer, nosso irmão, através da responsabilidade espírita-cristã, corretamente sentida e vivida, conquistou a felicidade de reencontrar os laços do pretérito criminoso para o necessário reajuste, ao passo que, se houvesse desertado da luta pela irreflexão da companheira ou se tivesse cerrado a porta do coração a dois meninos infelizes, teria adiado para futuros séculos o lie trabalho que está fazendo agora...
     Ainda pela utilidade que sabe imprimir aos seus dias, mereceu a limitação da enfermidade congenial de que é portador.
     ... De volta à Mansão, prosseguiu nosso amável mentor tecendo brilhantes comentários em torno do
"amor que cobre a multidão dos pecados", como ensinou o Apóstolo.
Fonte:
GUIA - HEU (Homem/Espírito/Universo)
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Perispírito e Remorso
     "Todo o campo nervoso da criatura constitui a representação das potências perispiríticas, vagarosamente conquistadas pelo ser, através de milênios e milênios. Em renascendo entre as formas perecíveis, nosso corpo sutil (perispírito), que se caracteriza, em nossa esfera menos densa, por extrema leveza e extraordinária plasticidade, submete-se, no plano da Crosta,
às leis de recapitulação, hereditariedade e desenvolvimento fisiológico, em conformidade com o mérito ou demérito que trazemos e com a missão ou o aprendizado necessários."
     Pode ocorrer que desde muito ou semanas, o reencarnante inicie o processo de ligação fluídica direta com os futuros pais, ajudado por outros espíritos.
À medida que se intensifica semelhante aproximação, ele vai perdendo os pontos de contato com os veículos que consolidou no plano espiritual, através da assimilação dos elementos deste plano. Semelhante operação é necessária para que o organismo perispiritual possa retomar a plasticidade que lhe é característica e, dependendo do estágio em que se encontra o reencarnante, o serviço impõe-lhe sofrimentos.
     O organismo perispiritual é o mesmo que ele trouxe da Crosta, ao desencarnar pela última vez. Tem a mesma identidade essencial; todavia, com o curso do tempo, em vista de nova alimentação e novos hábitos em meio muito diverso, incorporou determinados elementos dos círculos de vida no plano espiritual, dos quais é necessário se desfaça a fim de poder penetrar, com êxito, a corrente da vida carnal. Para isto, as lutas das ligações fluídicas primordiais com as emoções que lhes são conseqüentes desgastam-lhe as resistências dessa natureza, salientando-se que, nos momentos próximos à reencarnação, os colaboradores espirituais fazem a parte restante do serviço, mobilizando, em auxílio do reencarnante, seus recursos magnéticos.
     ... Para o instante da reencarnação, torna-se indispensável que o espírito mantenha o pensamento puro, levado de todos os detritos...
Fonte:
GUIA - HEU (Homem/Espírito/Universo)
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Perispírito - Provas
Provas da existência do perispírito:
     1-OBJETIVAS:
         a)
MATERIALIZAÇÃO
         b)
DESDOBRAMENTO
         c)
FOTOGRAFIA TRANSCENDENTE
         d)
TRANSFOTO
         e) EXTERIORIZAÇÃO DA SENSIBILIADE
     2-SUBJETIVAS:
         a) SENSAÇÃO DE INTEGRIDADE
         b) PERCEPÇÃO EXTRACORPÓREA
         c)
VIDÊNCIA
Fonte:
GUIA - HEU (Homem/Espírito/Universo)
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Propriedades do Perispírito
ASSIMILAÇÃO (propriedade do perispírito)
     Há um princípio que, estou certo, todos os espíritas admitem, é que os semelhantes atuam com seus semelhantes. O vosso perispírito e o nosso procedem do mesmo meio, são de natureza idêntica, são semelhantes. Possuem uma propriedade de assimilação mais ou menos desenvolvida, de magnetização mais ou menos vigorosa, que nos permite a nós, Espíritos desencarnados e encamados, pormo-nos muito pronta e facilmente em comunicação. Enfim, o que é peculiar aos médiuns, o que é da essência mesma da individualidade deles, é uma afinidade especial e, ao mesmo tempo, uma força de expansão particular, que lhes suprimem toda refratariedade e estabelecem, entre eles e nós, uma espécie de corrente, uma espécie de fusão, que nos facilita as comunicações. E, em suma, essa refratariedade da matéria que se opõe ao desenvolvimento da mediunidade, na maior parte dos que não são médiuns.
Bicorporeidade (propriedade do Perispírito)
     Termo criado por Kardec, que se relaciona ao fenômeno de desdobramento.
     De certa forma, expressão mais adiantada da expansibilidade.
[1 - página 53]
     Isolado do corpo, o Espírito de um vivo pode, como o de um morto, mostrar-se com todas as aparências da realidade. Demais, pelas mesmas causas que hemos exposto, pode adquirir momentânea tangibilidade. Este fenômeno, conhecido pelo nome de bicorporeidade, foi que deu lugar às histórias de homens duplos, isto é, de Indivíduos cuja presença simultânea em dois lugares diferentes se chegou a comprovar.
     Aqui vão dois exemplos, tirados, não das lendas populares, mas da história eclesiástica:
    
Santo Afonso Maria de Liguori foi canonizado antes do tempo prescrito, por se haver mostrado simultaneamente em dois sítios diversos, o que passou por milagre.
    
Santo Antônio de Pádua estava pregando na Itália (vide Nota Especial), quando seu pai, em Lisboa, ia ser supliciado, sob a acusação de haver cometido um assassínio. No momento da execução, Santo Antônio aparece e demonstra a inocência do acusado. Comprovou-se que, naquele instante, Santo Antônio pregava na Itália, na cidade de Pádua.
NOTA ESPECIAL da Editora (FEB) à 59ª edição, em 1991.
     O fato histórico acima, está correto. No entanto, no original francês, foi ele narrado por Kardec sob a versão seguinte: "Santo Antônio de Pádua achava-se na Espanha e, no instante em que predicava, seu pai, que estava em Pádua, era levado ao suplício sob a acusação de homicídio. Nesse momento, Santo Antônio aparece, demonstra a inocência de seu pai e revela o verdadeiro criminoso, mais tarde punido. Comprovou-se que nesse momento Santo Antônio não havia deixado a Espanha."
    
Kardec louvou-se em compêndio de autor que evidentemente se equivocou, como a outros escritores, relativamente a esse fato, sucedeu à sua época. (O livro Antônio de Pádua - Sua Vida de Milagres e Prodígios, de Almerindo Martins de Castro, 7ª edição, FEB, 1987, esclarece devidamente o fenômeno referido no texto kardequiano.)
     Por nós evocado e interrogado, acerca do fato acima,
Santo Afonso respondeu do seguinte modo:
         lª Poderias explicar-nos esse fenômeno?
           "Perfeitamente. Quando o homem, por suas virtudes, chegou a desmaterializar-se completamente; quando conseguiu elevar sua alma para Deus, pode aparecer em dois lugares ao mesmo tempo. Eis como: o Espírito encarnado, ao sentir que lhe vem o sono, pode pedir a Deus lhe seja permitido transportar-se a um lugar qualquer. Seu Espírito, ou sua alma, como quiseres, abandona então o corpo, acompanhado de uma parte do seu perispírito, e deixa a matéria imunda num estado próximo do da morte. Digo próximo do da morte, porque no corpo ficou um laço que liga o perispírito e a alma à matéria, laço este que não pode ser definido. O corpo aparece, então, no lugar desejado. Creio ser isto o que queres saber."
         2ª Isso não nos dá a explicação da visibilidade e da tangibilidade do perispírito.
   "Achando-se desprendido da matéria, conformemente ao grau de sua elevação, pode o Espírito tornar-se tangível à matéria."
         3ª Será indispensável o sono do corpo, para que o Espírito apareça noutros lugares?
           "A alma pode dividir-se, quando se sinta atraída para lugar diferente daquele onde se acha seu corpo. Pode acontecer que o corpo não se ache adormecido, se bem seja isto muito raro; mas, em todo caso, não se encontrará num estado perfeitamente normal; será sempre um estado mais ou menos extático."
             NOTA. A alma não se divide, no sentido literal do termo: irradia-se para diversos lados e pode assim manifestar-se em muitos pontos, sem se haver fracionado. Dá-se o que se dá com a luz, que pode refletir-se simultaneamente em muitos espelhos.
         4ª Que sucederia se, estando o homem a dormir, enquanto seu Espírito se mostra noutra parte, alguém de súbito o despertasse?
           "Isso não se verificaria, porque, se alguém tivesse a intenção de o despertar, o Espírito retornaria ao corpo, prevendo a intenção, porquanto o Espírito lê os pensamentos."
             NOTA. Explicação inteiramente idêntica nos deram, muitas vezes, Espíritos de pessoas mortas, ou vivas. Santo Afonso explica o fato da dupla presença, mas não a teoria da visibilidade e da tangibilidade.
[17b- Capítulo VII - item 119]
Atos [16]:9 - 10
6 - Atravessaram a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na ásia;
7 - e tendo chegado diante da Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu.
8 - Então, passando pela Mísia, desceram a Trôade.
9 - De noite apareceu a Paulo esta visão: estava ali em pé um homem da Macedônia, que lhe rogava: Passa à Macedônia e ajuda-nos.
10 - E quando ele teve esta visão, procurávamos logo partir para a Macedônia, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciarmos o evangelho.
Um Espírito não pode encarnar a um tempo em dois corpos diferentes. O Espírito é indivisível e não pode animar simultaneamente dois seres distintos.
(Ver, em O Livro dos Médiuns, o capítulo VII, "Da bicorporeidade e da transfiguração.")
[9a- página 135 questão 137]
     Sabemos que durante o sono o Espírito readquire parte da sua liberdade, isto é, isola-se do corpo e é nesse estado que, em muitas ocasiões, se tem ensejo de observá-lo. Mas, o Espírito, quer o homem esteja vivo, quer morto, traz sempre o envoltório_semimaterial que, pelas mesmas causas de que já tratamos, pode tornar-se visível e tangível.
[17b- página 152 item 114]
     O corpo pode viver, enquanto está ausente o Espírito. Poderíamos dizer que o corpo vive a vida orgânica, que independe do Espírito, e a prova é que as plantas vivem e não têm Espírito. Mas, precisamos acrescentar que, durante a vida, nunca o Espírito se acha completamente separado do corpo. Do mesmo modo que alguns médiuns_videntes, os Espíritos reconhecem o Espírito de uma pessoa viva, por um rastro_luminoso, que termina no corpo, fenômeno que absolutamente não se dá quando este está morto, porque, então, a separação é completa. Por meio dessa comunicação, entre o Espírito e o corpo, é que aquele recebe aviso, qualquer que seja a distância a que se ache do segundo, da necessidade que este possa experimentar da sua presença, caso em que volta ao seu invólucro com a rapidez do relâmpago. Daí resulta que o corpo não pode morrer durante a ausência do Espírito e que não pode acontecer que este, ao regressar, encontre fechada a porta, conforme hão dito alguns romancistas, em histórias compostas para recrear. ( O Livro dos Espíritos, ns. 400 e seguintes.)
[17b- página 156 item 118]
     Materializações e bicorporeidade
     Entre os fenômenos de materialização e bicorporeidade ocorridos no Brasil, são notáveis os produzidos pelo médium Eurípedes Barsanulfo, em Sacramento, Minas Gerais. O médium possuía a faculdade de fazer curas em desdobramento_espiritual, inclusive materializando-se para conversar e manipular curas em seus pacientes, conservando seu corpo físico no Colégio Allan Kardec, onde lecionava.
Consciência espírita
A bilocação é um fenômeno bastante antigo e autores clássicos a ela já faziam referência.
Suetônio em seu livro A Vida dos doze Césares e Tácito nos Anais falam em pessoas que foram vistas em dois lugares ao mesmo tempo.
No seio da Igreja Católica também se verificaram vários exemplos de pessoas duplas. Os mais conhecidos são os de:
Antônio de Pádua (1195-1231),
Francisco Xavier (1560-1663),
Maria de Jesus Agreda (1603-1665)
e Santo Afonso Maria de Liguori (1696-1787).
Pessoas Duplas
Relato de aparições de pessoas vivas
     A mulher de um dos amigos de Allan Kardec viu repetidas vezes entrar no seu quarto, durante a noite, houvesse ou não luz, uma vendedora de frutas que ela conhecia de vista, residente nas cercanias, mas com quem jamais falara. Grande terror lhe causou essa aparição, não só porque, na época em que se deu, ela ainda nada conhecia do Espiritismo, como também porque se produzia com muita freqüência. Ora, a vendedora de frutas estava perfeitamente viva e, àquelas horas, provavelmente dormia. Assim, enquanto, na sua casa, seu corpo material repousava, seu Espírito, com o respectivo_corpo_fluídico, ia à casa da senhora em questão. Por que motivo? é o que se não sabe.
     Diante de fato de tal natureza, um espírita, iniciado nessa espécie de fenômenos, ter-lho-ia perguntado; disso, porém, nenhuma idéia teve a senhora. De todas as vezes, a aparição se eclipsava, sem que ela soubesse como, e, de todas igualmente, após a desaparição, cuidou de se certificar de que as portas estavam bem fechadas, de modo a não poder ninguém penetrar-lhe no aposento. Esta precaução lhe deu a prova de estar sempre completamente acordada na ocasião e de não haver sido joguete de um sonho.
     De outras vezes, viu, da mesma maneira, um homem que lhe era desconhecido e, certo dia, viu seu próprio irmão, que se achava na Califórnia. Este se lhe apresentou com a aparência tão perfeita de uma pessoa real, que, no primeiro momento, acreditou que ele houvesse regressado e quis dirigir-lhe a palavra. Logo, entretanto, o vulto desapareceu, sem lhe dar tempo a isso. Uma carta, que posteriormente lhe chegou, trouxe-lhe a prova de que o
irmão, que ela vira, não morrera. Essa senhora era o que se pode chamar um médium vidente natural. Mas, então, como acima dissemos, ainda nunca ouvira falar em médiuns.
[17b - página 153 item 115]
     Outra senhora, residente na província, estando gravemente enferma, viu certa noite, por volta das dez horas, um senhor idoso, que residia na mesma cidade e com quem ela se encontrava às vezes na sociedade, mas sem que existissem relações estreitas entre ambos. Viu-o perto de sua cama, sentado numa poltrona e a tomar, de quando em quando, uma pitada de rapé. Tinha ares de vigiá-la. Surpreendida com semelhante visita a tais horas, quis perguntar-lhe por que motivo ali estava, mas o senhor lhe fez sinal que não falasse e tratasse de dormir. De todas as vezes que ela intentou dirigir-lhe a palavra, o mesmo gesto a impediu de fazê-lo. A senhora acabou por adormecer. Passados alguns dias, tendo-se restabelecido, recebeu a visita do dito senhor, mas em hora mais própria, sendo que dessa vez era ele realmente quem lá 'estava. Trazia a mesma roupa, a mesma caixa de rapé e os modos eram os mesmos. Persuadida de que ele a visitara durante sua enfermidade, agradeceu-lhe o incômodo a que se dera. O homem, muito espantado, declarou que havia longo tempo não tinha a satisfação de vê-la. A senhora, conhecedora que era dos fenômenos_espíritas, compreendeu o de que se tratava: mas, não querendo entrar em explicações, limitou-se a dizer que provavelmente fora um sonho.
[17b - página 154 item 116]
     Eis aqui agora outro fato ainda mais característico e grande curiosidade teríamos de ver como poderiam explicá-lo unicamente por meio da imaginação. Trata-se de um senhor provinciano, que jamais quisera casar-se, mau grado às instâncias de sua família, que muito insistira notadamente a favor de uma moça residente em cidade próxima e que ele jamais vira. Um dia, estando no seu quarto, teve a enorme surpresa de se ver em presença de uma donzela vestida de branco e com a cabeça ornada por uma coroa de flores. Disse-lhe que era sua noiva, estendeu-lhe a mão, que ele tomou nas suas, vendo-lhe num dos dedos um anel. Ao cabo de alguns instantes, desapareceu tudo. Surpreendido com aquela aparição, depois de se haver certificado de estar perfeitamente acordado, inquiriu se alguém lá estivera durante o dia. Responderam-lhe que na casa pessoa alguma fora vista. Decorrido um ano, cedendo a novas solicitações de uma parenta, resolveu-se a ir ver a moça que lhe propunham. Chegou à cidade onde ela morava, no dia da festa de Corpus-Christi. Voltaram todos da procissão e uma das primeiras pessoas que lhe surgiram ante os olhos, ao entrar ele na casa aonde ia, foi uma moça que lhe não custou reconhecer como a mesma que lhe aparecera. Trajava tal qual a aparição, porquanto esta se verificara também num dia de Corpus-Christi. Ficou atônito e a mocinha, por seu lado, soltou um grito e sentiu-se mal. Voltando a si, disse já ter visto aquele senhor, um ano antes, em dia igual ao em que estavam. Realizou-se o casamento. Isso ocorreu em 1835, época em que ainda se não cogitava de Espíritos, acrescendo que ambos os protagonistas do episódio são extremamente positivistas e possuidores da imaginação menos exaltada que há no mundo.
     Dirão talvez que ambos tinham o espírito despertado pela idéia da união proposta e que essa preocupação determinou uma alucinação. Importa, porém, não esquecer que o marido se conservara tão indiferente a isso, que deixou passar um ano sem ir ver a sua pretendida. Mesmo, todavia, que se admita esta hipótese, ainda ficaria pendendo de explicação a aparição dupla, a coincidência do vestuário com o do dia de Corpus-Christi e, por fim, o reconhecimento físico, reciprocamente ocorrido entre pessoas que nunca se viram, circunstâncias que não podem ser produto da imaginação.
Transfiguração
Transfiguração [do latim transfiguratione]
1. Transformação, metamorfose, mudança radical na aparência, no caráter e na forma.
2. Fenômeno em que o médium sofre mudança de fisionomia e de expressão por envolvimento fluídico do Espírito manifestante.
http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/vocabulario/letra-t.html
     Este fenômeno consiste na mudança do aspecto de um corpo vivo. Aqui está um fato dessa natureza cuja perfeita autenticidade podemos garantir, ocorrido durante os anos de 1858 e 1859, nos arredores de Saint-Etienne.
     Uma mocinha, de mais ou menos quinze anos, gozava da singular faculdade de se transfigurar, isto é, de tomar, em dados momentos, todas as aparências de certas pessoas mortas. Tão completa era a ilusão, que os que assistiam ao fenômeno julgavam ter diante de si a própria pessoa, cuja aparência ela tomava, tal a semelhança dos traços fisionômicos, do olhar, do som da voz e, até, da maneira particular de falar. Esse fenômeno se repetiu centenas de vezes sem que a vontade da mocinha ali interferisse. Tomou, em várias ocasiões, a aparência de seu irmão, que morrera alguns anos antes. Reproduzia-lhe não somente o semblante, mas também o porte e a corpulência. Um médico do lugar, testemunha que fora, muitas vezes, desses estranhos efeitos, querendo certificar-se de que não havia naquilo ilusionismo, fez a experiência que vamos relatar.
     Conhecemos os fatos, pelo que nos referiram ele próprio, o pai da moça e diversas outras testemunhas oculares, muito honradas e dignas de crédito. Veio a esse médico a idéia de pesar a moça no seu estado normal e de fazer-lhe o mesmo no de transfiguração, quando apresentava a aparência do irmão, que contava, ao morrer, vinte e tantos anos, e era mais alto do que ela e de compleição mais forte. Pois bem! verificou que, no segundo estado, o peso da moça era quase duplo do seu peso normal. Concludente se mostra a experiência, tornando impossível atribuir-se aquela aparência a uma simples ilusão de ótica.
     Tentemos explicar esse fato, que noutro tempo teria sido qualificado de milagre e a que hoje chamamos muito simplesmente fenômeno.
[17b - página 159 item 122]
     Quanto ao fenômeno em si, não afirmamos nem a sua possibilidade, nem a sua impossibilidade. Dado, entretanto, que ocorra, a circunstância de se lhe não oferecer uma solução satisfatória de nenhum modo o infirmaria. Importa se não esqueça que nos achamos nos primórdios da ciência e que ela está longe de haver dito a última palavra sobre esse ponto, como sobre muitos outros. Aliás, as partes excedentes poderiam ser perfeitamente tornadas invisíveis.
[17b - página 161 item 124]
     A transfiguração, em certos casos, pode originar-se de uma simples contração muscular, capaz de dar à fisionomia expressão muito diferente da habitual, ao ponto de tornar quase irreconhecível a pessoa. Temo-lo observado freqüentemente com alguns sonâmbulos; mas, nesse caso, a transformação não é radical. Uma mulher poderá parecer jovem ou velha, bela ou feia, mas será sempre uma mulher e, sobretudo, seu peso não aumentará, nem diminuirá. No fenômeno com que nos ocupamos, há mais alguma coisa. A teoria do perispírito nos vai esclarecer.
     Está, em princípio, admitido que o Espírito pode dar ao seu perispírito todas as aparências; que, mediante uma modificação na disposição molecular, pode dar-lhe a visibilidade, a tangibilidade e, conseguintemente, a opacidade; que o perispírito de uma pessoa viva, isolado do corpo, é passível das mesmas transformações; que essa mudança de estado se opera pela combinação dos fluidos. Figuremos agora o perispírito de uma pessoa viva, não isolado, mas irradiando-se em volta do corpo, de maneira a envolvê-lo numa espécie de vapor. Nesse estado, passível se torna das mesmas modificações de que o seria, se o corpo estivesse separado. Perdendo ele a sua transparência, o corpo pode desaparecer, tornar-se invisível, ficar velado, como se mergulhado numa bruma. Poderá então o perispírito mudar de aspecto, fazer-se brilhante, se tal for a vontade do Espírito e se este dispuser de poder para tanto.
     Um outro Espírito, combinando seus fluidos com os do primeiro, poderá, a essa combinação de fluidos, imprimir a aparência que lhe é própria, de tal sorte, que o corpo real desapareça sob o envoltório fluídico exterior, cuja aparência pode variar à vontade do Espírito. Esta parece ser a verdadeira causa do estranho fenômeno e raro, cumpra se diga, da transfiguração.
     Quanto à diferença de peso, explica-se da mesma maneira por que se explica com relação aos corpos inertes. O peso intrínseco do corpo não variou, pois que não aumentou nele a quantidade de matéria. Sofreu, porém, a influência de um agente exterior, que lhe pode aumentar ou diminuir o peso relativo. Provável é, portanto, que, se a transformação se produzir, tomando a pessoa o aspecto de uma criança, o peso diminua proporcionalmente.
[17b - página 160 item 123]
Propriedade do Perispírito: Capacidade Refletora
     O Perispírito, “em virtude dos tecidos rarefeitos de que se constituem”, reflete contínua e instantaneamente os estados mentais. Todo pensamento produz dois tipos de efeito:
         gera na aura a sua imagem – forma pensamento – de acordo com a carga emocional;
         influi na fisiologia dos centros vitais,
         repercute no sistema nervoso, no sistema endócrino, no sistema sanguíneo, e demais vias de sustentação do edifício celular.
[1 - página 58]
     Os espíritos estampam no próprio corpo perispiritual os sofrimentos de que são portadores.
[28a - página 39] - André Luiz
     Nosso corpo espiritual, em qualquer parte, refletirá luz ou a treva, o céu ou o inferno que trazemos em nós mesmos.
     Emmanuel (Roteiro) [55 - página 22]
     Corporeidade (propriedade do Perispírito)
     O corpo perispirítico, resultante de um campo que a Alma projeta, aglutinador de recursos da natureza terrestre. É o corpo sutil da Alma, quase material, matriz que, de sua vez, molda o corpo físico.
     Os Espíritos mais evoluídos e invisíveis podem aparecer para os menos evoluídos, adensando-se perispiritualmente.
     O Espírito também tem condições de corporificar-se materialmente. (Ver: Materialização)
[1 - página 47]
     O perispírito é uma substância vaporosa que possibilita ao espírito elevar-se na atmosfera e transportar-se aonde queira.
[1 - página 23]
     É lícito conceber-se que o perispírito (ao menos, para os Espíritos ligados à crosta terrestre) possa ser o resultado da aglutinação da energia cósmica matriz (“fluido cósmico”) adequada à natureza de nosso planeta, sobre um campo originado da própria extensão energética da alma (força espiritual). Depois dessa agregação, comportando-se como uma estrutura de categoria eletromagnética (de ordem física). (Ver: Fluido magnético)
[1 - página 27] [9 - item 135]*
     De intensidade menor que a do corpo físico, assim se apresenta porque, necessariamente, vibra numa freqüência mais elevada que a do corpo físico.
[1 - página 28]
     O perispírito é mais ou menos etéreo segundo os mundos e o grau de depuração do Espírito.
     Nos mundos e nos Espíritos inferiores, ele é de natureza mais grosseira e se aproxima muito da matéria bruta (feição pastosa), verdadeira continuação do corpo físico.
     Nos mundos superiores esse envoltório se torna tão etéreo que é como se não existisse e pode apresentar admiráveis características de tenuidade e luminosidade.
[1 - página 30] [9 - item 186]* [10 - páginas 31 e 32]*
Densidade do Perispírito
     O perispírito, agente da Alma, não deixa de ser matéria, ainda que de natureza quintessenciada, semimaterial. Como tal, apresenta uma certa densidade psicossômica, que se relaciona com o grau de evolução da alma.
         Nos Espíritos moralmente adiantados, é mais sutil e
         nos Espíritos inferiores, aproxima-se da matéria e é o que faz conservarem por muito tempo as ilusões da vida terrestre, após a morte.
     Quanto menor a densidade, menor seu peso e maior a luminosidade.
[1 - páginas 40 / 41]
     Quanto mais elevado é o Espírito, tanto mais sutil, leve, diáfano (translúcido) e brilhante é o perispírito.
     Expansibilidade (propriedade do Perispírito)
     O perispírito pode, conforme suas condições, expandir-se, ampliando o seu campo de sensibilidade e, também, de percepção. É a expansibilidade do perispírito que faculta, também, em outro grau, a deflagração de processo de emancipação da alma.
     Expandindo-se, o perispírito pode chegar a um estado inicial de desprendimento em que a percepção se torna mais aguda, podendo, a partir daí, se for o caso, evoluir para o desdobramento.
Mutabilidade (propriedade do Perispírito)
     O perispírito, se não é suscetível de modificar-se na sua substância, o é com relação à sua estrutura e forma, que se torna mais delicada com a evolução. Quanto ao seu aspecto, pode ocorrer modificação superficial e transitoriamente pela mente.
Odor (propriedade do Perispírito)
     O perispírito, a refletir-se na aura, caracteriza-se, também, por odor particular. No plano espiritual, existem regiões infestadas de miasmas pestilentos, a exalarem odores tão fétidos, proveniente dos próprios perispíritos de seus habitantes, que os tornam quase insuportáveis para os Espíritos mais sensíveis. Estes odores não se confundem com aqueles oriundos da manipulação ectoplásmica.
Penetrabilidade (propriedade do Perispírito)
     Outra propriedade do perispírito inerente à sua natureza etérea é a penetrabilidade. Matéria nenhuma lhe opõe obstáculo: ele as atravessa todas, como a luz atravessa os corpos transparentes. Daí vem não haver tapagem capaz de obstar à entrada dos Espíritos. Eles visitam o prisioneiro no seu calabouço, com a mesma facilidade com que visitam uma pessoa que esteja em pleno campo.
[17b - página 143 item 106]
     A natureza etérea do perispírito permite ao Espírito atravessar qualquer barreira física. Espíritos em estado menos adiantados não conseguem por ignorarem que podem fazê-lo (inclusive barreiras de matérias mais quintessenciadas). Porosidade.
[1 - página 43]
     Um Espírito pode atravessar um corpo humano sem problema em virtude do Espírito encarnado estar acoplado ao corpo somático adquirindo sua gama de freqüência.
[1 - página 46]
     Perenidade (propriedade do Perispírito)
     O corpo espiritual é indestrutível como a própria alma. [1 - página 55] [11 - página 125]* [12 - página 288]*
     Plasticidade (propriedade do Perispírito)
     O Perispírito molda-se de acordo com o comando plasticizante da Alma. Tal fato explica o fenômeno de rejuvenescimento que experimentam os Espíritos desencarnados.
     A forma que assume, pode, às vezes, e em certos limites, dizer muito:
         com a capacidade intelectual,
         com o desenvolvimento da vontade,
         com o treinamento mental, independente do aperfeiçoamento moral.
     Só podem adequar-se aos moldes que digam com as vivências pretéritas e atuais do Espírito, ou seja, com a sua realidade íntima. A possibilidade de alterar a indumentária perispiritual é limitada ao padrão evolutivo, intrínseco a cada Alma.
[1 - páginas 32 e 33]
     O Espírito pode assumir as formas de uma pessoa encarnada, se tiver a capacidade mental, chegando até tornar-se tangível (“singular fenômeno dos agêneres”).
[1 - página 36]
     Ponderabilidade (propriedade do Perispírito)
     O corpo Espiritual, em si, não apresenta um peso possível de ser detectado por meio de instrumentação até agora conhecida (imponderável sob o aspecto físico). Não obstante, na dimensão espiritual, tem o seu peso específico conforme a posição mental, que determina, conseqüentemente, o habitat que lhe compete. Mero problema de padrão vibratório. Embora sendo matéria tênue, submete-se aos princípios gravitacionais.
     Sensibilidade Global (propriedade do Perispírito)
     O Espírito, livre do corpo físico a percepção do meio que o envolve já não depende dos canais nervosos materiais. Assim, vê, ouve, sente, enfim, com o corpo inteiro (independentemente, mesmo, de posição e direção).
[1 - página 49]
Sensibilidade Magnética (propriedade do Perispírito)
     O perispírito, campo de força que é, a sustentar uma estrutura semimaterial, apresenta-se sensível à ação magnética. O Espírito encarnado tem condições de registrar, até num campo de energia estática, a influência que dele emana, com evidente repercussão na organização somática.
[1 - página 51]
Tangibilidade (propriedade do Perispírito)
     O perispírito, com o suporte ectoplásmico que lhe dê expressão física, pode tornar-se materialmente tangível, no todo em parte.
[1 - página 48]
Temperatura (propriedade do Perispírito)
     Certos médiuns registram uma espécie de gélido torpor com a aproximação de alguma alma sofredora, ou, aos contrário, uma cálida sensação de bem-estar, quando da aproximação de um Espírito superior, é lícito cogitar-se da possibilidade de que o perispírito também mostre uma espécie de temperatura própria. Trata-se de tema a ser,ainda, investigado.
[1 - página 59]
Unicidade (propriedade do perispírito)
     Não há perispíritos iguais, como, a rigor, inexistem almas idênticas. Como reflexo da alma, é única como esta. Obviamente, no decorrer do processo evolutivo, diminuem as diferenças e cresce a harmonização entre as almas, sem que a individualidade deixe de ser preservada.
[1 - página 54]
Visibilidade (propriedade do Perispírito)
     O perispírito, em si, é completamente invisível aos olhos físicos. Os Espíritos menos adiantados percebem o corpo espiritual dos seus pares. Já os Espíritos Superiores, podem perscrutar a intimidade perispirítica de desencarnados de menor grau de elevação, bem como a dos encarnados.
[1 - página 46]
     Dos médiuns videntes (que vêem os perispíritos), muito raro são os que, em verdade, possuem as necessárias condições para distinguí-los, ainda que eventualmente, entre as projeções que formam a aura.
[1 - página 47]
Fonte:
GUIA - HEU (Homem/Espírito/Universo)
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Aprimoramento do Perispírito
No aprimoramento do corpo espiritual,...
     além do primitivismo de certas almas que jazem, longo tempo, entorpecidas após a morte física, observemos, ainda, o quadro das mentes evolvidas intelectualmente, mas submersas nas densas vibrações decorrentes de compromissos escuros.
     Não permanecem no regime da inércia, em sono larval; entretanto, agitam-se nos desvarios da loucura.
     Criam imagens que vivem e se movimentam na intimidade delas próprias, por tempo indeterminado, cuja duração varia com a força do impulso de suas paixões.
     Carregam consigo os dramas intensos de que se fizeram autoras.
     Encarnada na Terra, a inteligência vive entre as provocações da esfera carnal e as sugestões silenciosas da mente. Quanto mais intelectualizada a criatura, mais profundamente respira no plano das idéias, influenciando e sendo influenciada.
     Geralmente, porém, o homem desequilibra os próprios sentimentos, inclinando-se, em maior ou menor percentagem, para o afastamento das leis com as quais se deve nortear. Atravessa os caminhos humanos, ganhando pouco e quase sempre perdendo muito, dentro de si mesmo, obscurecendo-se nas pesadas sombras dos pensamentos inquietantes que produz para o consumo de suas necessidades mentais.
     Assim é que a desencarnação não lhes modifica o campo íntimo.
     Encasulada no círculo vibratório das criações que lhe dizem respeito, a alma sofre naturais inibições, ante a paisagem da vida gloriosa. Não possui ainda órgão de percepção para sintonizar-se com os espetáculos deslumbrantes da imensidade, encarcerada, qual se encontra, entre as paredes estranhas das concepções obscuras e estreitas em que se agita.
     Como a lâmpada vive no seio das próprias irradiações, emitindo luz que é também matéria sutil, a alma permanece no seio das criações que lhe são peculiares, prendendo-se à paisagem em que prevaleçam as forças e desejos que lhe são afins, porque o pensamento é também substância rarefeita, matéria dentro de expressões inabordáveis até agora pelas investigações terrestres.
     Podendo alimentar-se, por tempo indefinível, das emanações dos próprios desejos, entidades existem que estacionam, durante muitos anos, dentro dos quadros emocionais em que se comprazem, atrasando a marcha evolutiva, até que reencarnam na recapitulação das experiências em que faliram, retomando o serviço de purificação interior para a sublimação de si mesmas.
     Desse modo, somos defrontados por dolorosos fenômenos congeniais.
     Suicidas recomeçam a luta física, no círculo de moléstias ingratas, e criminosos reaparecem no berço, com deploráveis mutilações e defeitos; alcoólatras regressam à existência, em companhia de pais que se sintonizam com eles e grandes delinqüentes reencetam a viagem do aprimoramento moral, na esfera de provas temíveis, quais sejam as de enfermidades indefiníveis e de aflições dificilmente remediáveis.
     No extenso e abençoado viveiro de almas que é o mundo, pouco a pouco, de século a século e de milênio a milênio, usando variados corpos e diversas posições no campo das formas, nosso espírito constrói lentamente, para o próprio uso, o veículo acrisolado e divino, com que, um dia, ascenderemos à sublime habitação que o Senhor nos reserva em plena imortalidade vitoriosa.
[10 - página 35] - Emmanuel - 1952
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Evolução e Perispirito
PRIMÓRDIOS DA VIDA
     Procurando fixar idéias seguras acerca do corpo_espiritual, será preciso remontarmos, de algum modo, aos primórdios da vida na Terra, quando mal cessavam as convulsões telúricas, pelas quais os Ministros Angélicos da Sabedoria Divina, com a supervisão do Cristo de Deus, lançaram os fundamentos da vida no corpo ciclópico do Planeta.
     A matéria_elementar, de que o elétron é um dos corpúsculos-base (*), na faixa de experiência evolutiva sob nossa análise, acumulada sobre si mesma, ao sopro criador da Eterna Inteligência, dera nascimento à província terrestre, no Estado_Solar a que pertencemos, cujos fenômenos de formação original não conseguimos por agora abordar em sua mais íntima estrutura.
(Ver: Gênese da vida)
     A imensa fornalha atômica estava habilitada a receber as sementes da vida e, sob o impulso dos Gênios Construtores, que operavam no orbe nascituro, vemos o seio da Terra recoberto de mares mornos, invadido por gigantesca massa viscosa a espraiar-se no colo da paisagem primitiva.
(Ver: Primeiros habitantes)
     Dessa geléia cósmica, verte o princípio inteligente, em suas primeiras manifestações...
     Trabalhadas, no transcurso de milênios, pelos operários espirituais que lhes magnetizam os valores, permutando-os entre si, sob a ação do calor interno e do frio exterior, as mônadas celestes exprimem-se no mundo através da rede filamentosa do protoplasma de que se lhes derivaria a existência organizada no Globo constituído.
Séculos de atividade silenciosa perpassam, sucessivos...
André Luiz (Uberaba-MG, 22 de Janeiro de 1958) [56 - página 33]
Ver:
     Bióforos;
     Fatores da hereditariedade;
     Instinto sexual;
     Origem e destino do espírito;
     Origens do psiquismo;
     Sistema de Leibnitz;
     Teologia Gnóstica
(*) Na Esfera Espiritual, em que estagiamos, o eletrão é também partícula atômica dissociável. (Notado Autor espiritual.) - 1958
NASCIMENTO DO REINO VEGETAL
     Aparecem os vírus e, com eles, surge o campo primacial da existência, formado por nucleoproteínas e globulinas, oferecendo clima adequado aos princípios_inteligentes ou mônadas fundamentais, que se destacam da substância viva, por centros microscópicos de força positiva, estimulando a divisão cariocinética.
     Evidenciam-se, desde então, as bactérias rudimentares, cujas espécies se perderam nos alicerces profundos da evolução, lavrando os minerais na construção do solo, dividindo-se por raças e grupos numerosos, plasmando, pela reprodução assexuada, as células primevas, que se responsabilizariam pelas eclosões do reino vegetal em seu início.
     Milênios e milênios chegam e passam...
André Luiz (Uberaba, 22 de Janeiro de 1958) [56 - página 34]
     Na época desta psicografia, o átomo éra considerado a matéria elementar [0]
( Ver: Natureza vegetal e Primeiros habitantes (elaboração das formas) )
     Como se estruturaram os cromatídeos nos cromossomas é problema que, de todo, por enquanto, nos escapa ao sentido, mas sabemos que os Arquitetos Espirituais, entrosados à Supervisão Celeste, gastaram longos séculos preparando as células que serviriam de base ao reino vegetal, combinando nucleoproteínas a glúcides e a outros elementos primordiais, a fim de que se estabelecessem um nível seguro de forças constantes, entre a bagagem do núcleo e do citoplasma.
     Com semelhante realização, o Princípio inteligente começa a desenvolver-se do ponto de vista fisiopsicossomática.
     Não apenas a forma física (hereditariedade) o futuro promete então revelar-se, mas também a forma espiritual.
[56 - página 55]
(Ver: Bióforo)
FORMAÇÃO DAS ALGAS
     Sustentado pelos recursos da vida que na bactéria e na célula se constituem do líquido_protoplásmico, o princípio inteligente nutre-se agora na clorofila, que revela um átomo de magnésio em cada molécula, precedendo a constituição do sangue de que se alimentará no reino animal.
     O tempo age sem pressa, em vagarosa movimentação no berço da Humanidade, e aparecem as algas nadadoras, quase invisíveis, com as suas caudas flexuosas, circulando no corpo das águas, vestidas em membranas celulósicas, e mantendo-se à custa de resíduos minerais, dotadas de extrema motilidade e sensibilidade, como formas monocelulares em que a mônada já evoluída se ergue a estágio superior.
     Todavia, são plantas ainda e que até hoje persistem na Terra, como filtros de evolução primária dos princípios inteligentes em constante expansão, mas plantas superevolvidas nos domínios da sensação e do instinto embrionário, guardando o magnésio da clorofila como atestado da espécie.
     Sucedendo-as, por ordem, emergem as algas verdes de feição pluricelular, com novo núcleo a salientar-se, inaugurando a reprodução sexuada e estabelecendo vigorosos embates nos quais a morte comparece, na esfera da luta, provocando metamorfoses contínuas, que perdurarão, no decurso das eras, em dinamismo profundo, mantendo a edificação das formas do porvir.
André Luiz (Uberaba, 22 de Janeiro de 1958) [56 - página 34]
DOS ARTRÓPODOS AOS DROMATÉRIOS E ANFITÉRIOS
     Mais tarde, assinalamos o ingresso da mônada, a que nos referimos, nos domínios dos artrópodos (1), de exosqueleto quitinoso (3), cujo sangue diferenciado acusa um átomo de cobre em sua estrutura molecular, para, em seguida, surpreendê-la, guindada à condição de crisálida da consciência, no reino dos animais superiores, em cujo sangue — condensação das forças que alimentam o veículo da inteligência no império da alma —detém a hemoglobina por pigmento básico, demonstrando o parentesco inalienável das individuações do espírito, nas mutações da forma que atende ao progresso incessante da Criação Divina.
         Das cristalizações atômicas e dos minerais,
         dos vírus e do protoplasma,
         das bactérias e das amebas,
         das algas e dos vegetais do período pré-câmbrico aos fatos e às licopodiáceas, aos trilobites (2) e cistídeos aos cefalópodes, foraminíferos e radiolários dos terrenos silurianos, o princípio_espiritual atingiu espongiários e celenterados da era paleozóica, esboçando a estrutura esquelética.
     Avançando pelos equinodermos e crustáceos, entre os quais ensaiou, durante milênios, o sistema vascular e o sistema nervoso, caminhou na direção dos ganóides e teleósteos, arquegossauros e labirintodontes para culminar nos grandes lacertinos e nas aves estranhas, descendentes dos pterossáurios, no jurássico superior, chegando à época supracretácea para entrar na classe dos primeiros mamíferos, procedentes dos répteis teromorfos.
     Viajando sempre, adquire entre os dromatérios e anfitérios os rudimentos das reações psicológicas superiores, incorporando as conquistas do instinto e da inteligência.
André Luiz (Uberaba, 22 de Janeiro de 1958) [56 página 35]
     (1) Um artrópodo não cresce continuamente, mas é obrigado a fazer mudas de seu exoesqueleto para que seu corpo possa aumentar de tamanho.
    
http://www.fortunecity.com/campus/biology/752/aranh.htm
     (2) Trilobites:
    

    
morfotrilo
     (3) Quitinoso adj. Que contém quitina, ou formado de quitina: carapaça quitinosa. Quitina s.f. Substância orgânica nitrogenada da cutícula dos insetos e outros animais articulados.
     (4) O cistídeo é a parede corporal do animal, limitado pela epiderme, estando recoberto pela cutícula. Esta última pode ser composta de proteína-quitina ou carbonato de cálcio. Quando calcária, a cutícula forma um exoesqueleto rígido, denominado de zoécio, característico deste grupo e presente nas espécies marinhas, sendo a porção preservada como fóssil.
FAIXAS INAUGURAIS DA RAZÃO
     Estagiando nos marsupiais e cetáceos do eoceno médio, nos rinocerotídeos, cervídeos, antilopídeos, equídeos, canídeos, proboscídeos e antropóides inferiores do mioceno e exteriorizando-se nos mamíferos mais lies do plioceno, incorpora aquisições de importância entre os megatérios e mamutes, precursores da fauna atual da Terra, e, alcançando os pitecantropóides da era quaternária, que antecederam as embrionárias civilizações paleolíticas, a mônada vertida do Plano_Espiritual sobre o Plano Físico (*) atravessou os mais rudes crivos da adaptação e seleção, assimilando os valores múltiplos da organização, da reprodução, da memória, do instinto, da sensibilidade, da percepção e da preservação própria, penetrando, assim, pelas vias da inteligência mais completa e laboriosamente adquirida, nas faixas inaugurais da razão.
André Luiz (Uberaba, 22 de Janeiro de 1958) [56 - página 35]
     (*) As expressões “Plano Físico” e “Plano Extrafísico”, largamente usadas nestas páginas, foram utilizadas pornós, à falta determos mais precisos que designem as esferas de evolução para os Espíritos encarnados e desencarnados, pertencentes ao “habitat” planetário. (Nota do Autor espiritual)
ELOS DESCONHECIDOS DA EVOLUÇÃO
     Compreendendo-se, porém, que o princípio divino aportou na Terra, emanando da Esfera Espiritual, trazendo em seu mecanismo o arquétipo a que se destina, qual a bolota de carvalho encerrando em si a árvore veneranda que será de futuro, não podemos circunscrever-lhe a experiência ao plano físico simplesmente considerado, porquanto, através do nascimento e morte da forma, sofre constantes modificações nos dois planos em que se manifesta, razão pela qual variados elos da evolução fogem à pesquisa dos naturalistas, por representarem estágios da consciência fragmentária fora do campo carnal propriamente dito, nas regiões extrafísicas, em que essa mesma consciência incompleta prossegue elaborando o seu veículo sutil, então classificado como protoforma humana, correspondente ao grau evolutivo em que se encontra.
André Luiz (Uberaba, 22 de Janeiro de 1958) [56 - página 36]
EVOLUÇÃO NO TEMPO
     É assim que dos organismos monocelulares aos organismos complexos, em que a inteligência disciplina as células, colocando-as a seu serviço, o ser viaja no rumo da elevada destinação que lhe foi traçada do Plano Superior, tecendo com os fios da experiência a túnica da própria exteriorização, segundo o molde mental que traz consigo, dentro das leis de ação,_reação e renovação em que mecaniza as próprias aquisições, desde o estímulo nervoso à defensiva_imunológica, construindo o centro_coronário, no próprio cérebro, através da reflexão automática de sensações e impressões em milhões e milhões de anos, pelo qual, com o Auxílio das Potências Sublimes que lhe orientam a marcha, configura os demais centros_energéticos do mundo íntimo, fixando-os na tessitura da própria alma.
     Contudo, para alcançar a idade da razão, com o título de homem, dotado de raciocínio e discernimento, o ser, automatizado em seus impulsos, na romagem para o reino angélico, despendeu para chegar aos primórdios da época_quaternária, em que a civilização elementar do sílex denuncia algum primor de técnica, nada menos de um bilhão e meio de anos. Isso é perfeitamente verificável na desintegração natural de certos elementos radioativos na massa geológica do Globo. E entendendo-se que a Civilização aludida floresceu há mais_ou_menos_duzentos_mil_anos, preparando o homem, com a bênção do Cristo, para a responsabilidade, somos induzidos a reconhecer o caráter recente dos conhecimentos psicológicos, destinados a automatizar na constituição_fisiopsicossomática do espírito humano as aquisições_morais que lhe habilitarão a consciência_terrestre a mais amplo degrau de ascensão à Consciência Cósmica (*).
André Luiz (Uberaba, 22 de Janeiro de 1958) [56 - página 36]
     (*) As presentes estimativas e apontamentos do Plano Espiritual, apesar das compreensíveis divergências humanas, coincidem exatamente com observações e ilações de vários estudiosos encarnados. — (Nota do Autor espiritual.)
Fonte:
GUIA - HEU (Homem/Espírito/Universo)
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Passe Espírita
O que é?
     O Passe Espírita, ou Fluidoterapia, como é também conhecido, é uma transfusão de uma certa quantidade de energias fluídicas vitais (psíquicas) ou espirituais, utilizando-se a imposição das mãos, com o propósito de atuar em nível perispiritual, usada e ensinada por Jesus, como se vê nos Evangelhos. Origina-se das práticas de cura do Cristianismo Primitivo.
     Há pessoas (médiuns passistas) que tem uma capacidade maior de absorção e armazenamento dessas energias que emanam do Fluido Cósmico Universal e da própria intimidade do Espírito. Tal capacidade as coloca em condições de transmitirem essas energias a outras criaturas que eventualmente estejam necessitando. A aglutinação dessa força se faz automaticamente e também, atendendo ao apelo do médium passista (prece) que então municiado dessa carga, transmite de suas mãos em discretos movimentos.
Para que serve:
     Como permuta das energias universais, quer entre desencarnados, quer entre encarnados elege-se por delicado e precioso auxiliar a ser utilizado no tratamento das doenças de longo curso; nas crises bruscas e repentinas de dor, no combate às chamadas "doenças-fantasmas", nas perturbações espirituais transitórias que sofrem as almas encarnadas, nas enfermidades da mente, no reequilibrio de si mesmo, quando o homem está sob o fogo da auto-obsessão, nos abalos do sistema nervoso...
     Por atuar diretamente sobre o perispírito, ou seja, sobre a matriz onde se funde o nosso organismo físico e, por conseguinte, onde se localizam as raízes profundas de nossos distúrbios somáticos, o passe é o mais importante elemento para a promoção do equilíbrio perdido ou ainda não conquistado, sempre que todo e qualquer desajuste se instale ou se revele.
Objetivos do Passe:
     Em primeiro lugar o Passe é direcionado para a pessoa ou para o espírito que carece e procura por esse notável "agente de cura", o socorro que lhe proporciona o reequilibrio orgânico, psíquico, perispiritual e espiritual.
     Em segundo lugar, apesar do socorro fluídico propiciar, quase sempre, o alívio dos males orgânicos e o reequilibrio psíquico, com notáveis conquistas no campo físico e perispiritual, a cura de qualquer mal não será atingida se as causas desse mal não forem sanadas. Assim sendo, o assistido necessita de "evangelhoterapia", submetendo-se aos tratamentos espirituais que a Casa Espírita vai oferecer e, mais tarde, do estudo. Nesse sentido, a fluidoterapia objetiva auxilia-lo nessa conquista, na auto-cura, propiciando-lhe o reequilibrio transitório, com base no tratamento das causas, até que ele, por si, tenha meios de combater os efeitos. Através do reequilibrio energético, a pessoa aos poucos consegue ter modificada sua visão, enxergando as mesmas circunstâncias de maneira diversa. Dessa forma ela consegue modificar a sua vida, não com uma mudança das situações que o cercam mas com a mudança de sua ótica em relação a elas.
Médiuns Passistas:
     Pondera-se, por vezes, que a aplicação de passes exige que o homem possua determinadas qualidades inatas, chegando-se mesmo a confundi-las com a mediunidade curativa ou com o conhecimento de certas e determinadas "orações secretas"
     Assim, nem todos poderiam ministra-lo.
     Essas afirmações trazem uma verdade e um engano ao mesmo tempo.
     O engano está na restrição que se queira criar, selecionando aqueles que não possuam dons especiais para ser passistas. Na realidade qualquer pessoa sadia, em princípio, pode aplica-lo e o aplica mesmo inconscientemente já que os Mentores Divinos, na sua tarefa de amparo, nem sempre podem aguardar a perfeição do intermediário que se lhes oferece para só então exercer sua bênção regenerativa.
     A verdade está em que o conhecimento do mecanismo do passe e o aprimoramento moral e espiritual do homem facultam mais eficácia nos seus efeitos, criando condições básicas no paciente.
     Num sentido geral, ninguém recebe uma graça ou um acréscimo especial da Misericórdia Divina para ser aqui na Terra, um passista comum. E no mesmo sentido, ninguém, para essa atividade normal, traz missão especialíssima.
     Por isso é que, mesmo sem nunca tê-lo praticado, qualquer um de nós, que repletemos o coração de confiança nos Planos Celestes e sustentemos pensamentos de amor e humildade, pode ensaiar as primeiras experiências de transmitir essa maravilhosa força de saúde e harmonia em favor de nossos semelhaltes. E o fato de não nos julgarmos dignos ou possuídos de suficientes conhecimentos não nos exime de submeter os nossos semelhantes à ação de nossos pensamentos. E esse envolvimento natural é uma das fases embrionárias em que desenvolvemos nossa vontade e que nos conduzirá, um dia, à condição de passistas espontâneos e generosos, tão logo nos empreguemos na conquista do Bem.
     Para nos qualificarmos como bons servidores do passe, precisamos muito esforço, muita vontade ativa, muita disciplina para irmos adquirindo certas condições mínimas, para sua aplicação.
A Transmissão do Passe:
     O fluxo energético se mantém e se projeta às custas da vontade do médium passista, assim como de entidades espirituais desencarnadas que auxiliam na composição dos fluidos.
     A transmissão do Passe se faz pela vontade que dirige os fluidos para atingir os fins desejados. Dessa forma, podemos concluir que a disposição mental de quem aplica o Passe e de quem o recebe é muito importante.
     As forças fluídicas vitais (psíquicas) dependem do estado de saúde do médium passista e as espirituais de seu grau de elevação moral. Assim é que o médium passista deverá estar o mais possível em equilíbrio orgânico e moral.
     Na transmissão do Passe deve-se evitar condicionamentos que possam desvirtuar a prática espírita, assim como as encenações e gesticulações. Todo poder e toda eficácia do Passe dependem do espírito e não da matéria, da assistência espiritual do médium passista e não dele mesmo.
     As encenações preparatórias: mãos erguidas ao alto e abertas, para suposta captação de fluidos pelo passista, mãos abertas sobre os joelhos, pelo paciente, para melhor assimilação fluídica, braços e pernas descruzados para impedir a livre passagem dos fluidos, e assim por diante, sé servem para ridicularizar o passe, o passista e o paciente.
     O médium passista age somente sob a influência da entidade, não havendo necessidade de incorporação mediúnica, não precisa falar, aconselhar ou transmitir mensagens concomitantes ao passe.
     O passe deve ser silencioso, discreto, sem o balbuciar de preces, repetições de chavões ou orientações a modo de palavras sacramentais.
     Não há a necessidade do toque, a qualquer pretexto, no assistido. A transmissão da energia se dá através de aura a aura. O toque pode causar reações contrárias a boa recepção de fluidos e criar situações embaraçosas que convém prevenir.
     Não há necessidade de o médium passista receber passe de outro médium ao final dos trabalhos, a pretexto de revitalização. À medida que o passista aplica o passe ele automaticamente se recarrega de fluidos salutares. Poderá haver cansaço físico, mas não desgaste fluídico se o passista estiver em condições físicas e espirituais e o trabalho estiver bem orientado.
     Evitar os passes em domicílio para não favorecer comodismo. Em casos de doença grave ou impossibilidade total do assistido em comparecer a casa espírita, deverá ser ministrado por uma pequena equipe, na residência do necessitado, enquanto perdurar o impedimento.
     Deve-se evitar a prática de dar-se passes em roupas, toalhas, objetos, fotografias que pertençam ao doente, para que ele seja atendido à distância.
     Deve-se sempre aliar ao tratamento espiritual, o tratamento médico, pois os benefícios somar-se-ão em favor do necessitado.
     Em geral, os assistidos tomam os passistas ou trabalhador como exemplo de elevação. Recomenda-se, então, a tais servidores o cuidado em sua conduta e conversas, pautando sempre pela elevação e dignidade.
     Será sempre aconselhável apresentar-se na sala de passes de maneira mais simples possível, sendo inconveniente jóias, bijuterias, ou peças quaisquer que o passista ao movimentar-se produzam ruídos, vestes exageradas impeçam os movimentos, perfumes fortes que, por serem voláteis, impregnam a câmara de passes modificando a pré disposição dos que nela penetram.
     Não há necessidade de roupas especiais (uniformes) para a transmissão do passe, sob o pretexto de higiene e facilitar a transmissão de energias.
Resultados do Passe:
     Durante a transmissão do Passe temos um agente transmissor, dotado de recursos vitais e espirituais (médium passista) e um agente receptor (assistido, paciente, doente, etc.)
     Os resultados podem ser de três ordens:
         * Benéficos;
         * Maléficos;
         * Nulos.
Benéficos
     Dependem do médium passista, que deve estar em condições de transmitir o Passe:
         saúde física em boas condições para que o fluído vital possa ser doado;
         equilíbrio espiritual elevado para que os fluídos espirituais estejam em harmonia.
     Dependem do assistido quando está:
         receptivo, em condições de favorecer o recebimento da ajuda, vibrando mentalmente para melhor absorver os recursos espirituais;
         disposto a se melhorar espiritualmente, pois a ajuda do Passe é passageira e se fixará através de suas modificações íntimas.
Maléficos
     Dependem do médium passista quando está:
         em estado de saúde precária (fluido vital deficitário)
         com o organismo intoxicado (fumo, álcool, drogas, pensamentos desvirtuados, etc.);
         em estado de desequilíbrio espiritual (revolta, vaidade, orgulho, raiva, desespero, desconfiança, ansiedade, etc.).
     Depende do assistido:
         quando suas defesas estão praticamente nulas, não podendo neutralizar a torrente de fluídos grosseiros que lhe são transmitidos, visto que, de alguma forma se afiniza com eles. Quando tais fluidos não são atraídos pelo assistido, o próprio plano espiritual atuante desintegrará a carga transmitida pelo médium passista despreparado.
Nulos
     Depende do assistido:
         embora a ajuda do médium passista, o assistido se coloca em posição impermeável (descrença, vaidade, aversão, leviandade, etc.)
TÉCNICAS DE APLICAÇÃO DO PASSE
     Há uma certa discussão mo meio espírita sobre como o passe deveria ser aplicado. Alguns defendem a tese de que os passes deveriam ser ministrados movimentando-se as mãos ao redor do corpo do indivíduo, de modo que as energias espirituais pudessem melhor atingir seus objetivos de cura. Outros, acham que o ato de apenas impor as mãos sobre a cabeça de quem vai receber o passe já é suficiente.
     André Luiz nos informa em "Conduta Espírita" que "o passe dispensa qualquer recurso espetacular".
     José Herculano Pires, no livro "Mediunidade", diz que "o passe é tão simples que não se pode fazer nada mais do que dá-lo".
     José Herculano Pires, no livro “Ciência Espírita”, diz que “a eficácia do passe depende da boa vontade do médium, que se entrega humildemente à ação dos espíritos, sem perturba-la com gesticulações excessivas, limitando-se às que os espíritos lhe sugerirem no momento. Não temos nenhum conhecimento objetivo do processo de manipulação dos fluidos pelos espíritos e poderíamos perturbar-lhes a ação curadora com nossa intervenção pretensiosa. O médium é instrumento vivo e inteligente da ação espiritual, mas só deve utilizar a sua inteligência para compreender o seu papel de doador de fluídos, como se passa no caso da doação de sangue nos hospitais”.
     Allan Kardec, referindo-se ao assunto na Revista Espírita, em setembro de 1865, diz aos médiuns que: "Apenas sua ignorância lhe faz crer na influência desta ou daquela forma. Às vezes, mesmo, a isto misturam práticas evidentemente supersticiosas, às quais se deve emprestar o valor que merecem".
     O orientador Odilon, na obra "Do Outro Lado do Espelho" indagado a respeito das técnicas concernentes ao passe, assim se expressou: "Obsoletas e desnecessárias. Nenhuma delas substituirá ou terá maior eficácia que a da imposição das mãos. O que foge da simplicidade complica, e o que complica não é Espiritismo".
Perguntado, em seguida, com referência aos trabalhos de cura, informou:
     - A transmissão do passe e a magnetização da água, a prece e a tarefa assistencial são as mais genuínas atividades de cura em um centro espírita; o que fugir disto - permitam-me a expressão - é invencionice... Precisamos de espiritualizar a cura e não materializa-la, como tem sido feito. A cura real do corpo brota da intimidade celular - se é assim para o corpo, por que não deveria ser assim para a alma? Todo processo de cura passa pela renovação do pensamento.
     Oficialmente, a Doutrina Espírita não prescreve uma metodologia para o Passe. Cada grupo é livre para se posicionar de um modo ou de outro, desde que sem exageros. A técnica de aplicação do Passe dever ser a mais simples possível, evitando-se fórmulas, exageros e gesticulação em torno do pacielte. Cada grupo deve ter o bom senso de trabalhar da forma que achar mais conveniente desde que dentro de uma fundamentação doutrinária lógica.
     O que é preciso levar em conta é que nenhuma das duas formas de aplicação do Passe surtirá efeito se o médium não tiver dentro de si a vontade de ajudar e condições morais salutares para concretiza-lo. Mesmo que se aplique a melhor metodologia, não se conseguirão bons resultados se o passista for pessoa de má índole.
     A Título de estudo, estamos citando neste trabalho algumas técnicas de aplicação de passes citadas por alguns autores e aplicadas em algumas poucas casas espíritas, uma vez que a sugestão dos seus criadores não encontrou eco no movimento espírita em geral.
     Assim, defendemos a pureza e a simplicidade doutrinária espírita, especialmente na aplicação dos passes, que não devem ser aplicados de modo diferente do que nos ensinou Jesus: "imposição das mãos", nada mais.
Quadros Demonstrativos das Divisões do Passe:
Magnético:
Longitudinal
Rotatório
Transversal
Perpendicular
|
Espiritual:
Transmitido pelos espíritos com ou sem a assistência de médiuns encarnados.
|
Mediúnico:
Individual
     ação presente por incorporação
Coletivo
     ação à distancia por vibrações
|
De Fluidos
Transversal cruzado
Transversal simples
Longitudinal
Imposição de mãos
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Sopro
Frio ou Quente
|
À Distância
Pela mentalização do doente
|
     Como assinalado logo no início deste trabalho, o Passe é uma transfusão de fluídos do médium curador ou passista para o doente, ação essa que pode ser exercida também com os fluídos dos espíritos e da própria Natureza ou meio ambiente.
Passe Magnético
     É o passe transmitido pelo médium, fornecendo somente os seus próprios fluidos, a sua própria força irradiante, porque é feito do corpo do médium diretamente para o corpo do enfermo, sem que os fluídos sofram interferência ou modificação. Nesse tipo de passe normalmente se recebe assistência espiritual. Isso acontece porque os espíritos superiores sempre ajudam aqueles que, imbuídos de boa vontade, atendem os mais necessitados.
Passe Espiritual
     É o passe transmitido pelos espíritos, o que está fora do alcance de nossa vista material, a uma só pessoa ou a muitas ao mesmo tempo. No passe espiritual o necessitado não recebe fluídos magnéticos do médium, mas outros, mais finos e puros, trazidos dos planos superiores, pelo espírito que veio assisti-lo. Pelo fato de não estar misturado ao fluído animalizado, o passe espiritual é bem mais limitado que as outras modalidades de passe. Com isso, pode-se compreender que os resultados conseguidos nas reuniões públicas de Espiritismo, onde participam grande quantidade de encarnados e desencarnados, são bem maiores do que aqueles conseguidos em nossas residências, contando somente com a ajuda do nosso anjo guardião.
Passe Mediúnico
     É o passe transmitido pela incorporação do médium. É este o maior escolho dos médiuns devido à infiltração de mistificações tanto do médium imprevidente como dos espíritos ignorantes ou malfazejos. Todo o cuidado é pouco com este tipo de passe.
Passe Misto
     É o passe onde se misturam os fluídos do passista com os da espiritualidade. A combinação é muito maior do que no passe puramente magnético e seus efeitos bem mais salutares. Este é o tipo de passe que é aplicado nos centros espíritas, contando com a ajuda de equipes espirituais que trabalham nessa área, para ajuda dos necessitados.
     Os benfeitores espirituais comparecem no momento do passe, atendendo aos encarnados e também ministrando eficiente socorro às entidades do plano espiritual. Eles agem aumentando, dirigindo e qualificando nossos fluídos.
Passe Coletivo
     Quando a equipe do passe magnético é de pequeno número face à multidão que o procura, sem qualquer prejuízo para os eventuais beneficiados, recorre-se ao passe coletivo. Uma vez que o principal neste processo de ajuda espiritual é a sintonia do candidato a receber o passe, os próprios espíritos passistas durante a palestra ministram bênçãos fluídicas a quem estiver nas condições necessárias para participar na ocorrência deste fenômeno enquanto beneficiado.
     O apoio espiritual prestado com o passe deixa de ser necessário quando os pensamentos e as atitudes de todos nós tomarem um rumo predominantemente equilibrado.
Passe à Distância
     Em alguns casos, bem mais raros, pode haver a necessidade de se dar passes em doentes situados à distância. Para tanto, basta que se formule uma prece em benefício do doente, idealizando a figura do doente - se for conhecido - ou, então, imaginar sua figura, no local indicado e ir lá com o pensamento; com estes elementos, os Espíritos protetores tomarão a si a assistência do doente, esteja ele onde estiver.
O Sopro
     O tratamento pelo sopro é também conhecido de há muito tempo e nos tratados de magnetismo se intitula insuflação.
     Consiste em insuflar com a boca, mais ou menos aberta, o hálito humano sobre as partes doentes, fazendo-o penetrar o mais fundo possível na área dos tecidos.
     O sopro pode ser quente ou frio, o primeiro quando se aproxima a boca, aberta, da parte doente, com a simples separação de um pano poroso, preferencialmente de lã; e o segundo quando se sopra com os lábios unidos, a certa distância do corpo.
     O sopro quente concentra fluidos e o frio os dispersa.
Condições básicas para o exercício do passe espírita
     Fé; Amor ao próximo; Disciplina; Vontade; Conhecimento; Equilíbrio psíquico; Humildade; Devotamento; Abnegação.
     "Se pretendes, pois guardar as vantagens do passe, que em substância, é ato sublime de fraternidade cristã, purifica o sentimento e o raciocínio, o coração e o cérebro" - (Espírito Emmanuel, no livro Segue-me).
Passes nas crianças:
     Os passes nas crianças deverão ter as mesmas características do que os Passes nos adultos, apenas com o cuidado de evitar atingir o centro genésico, sem que isso se torne regra, pois as crianças, bem o sabemos, são Espíritos reencarnantes e que podem trazer em gérmen características que ignoramos.
Quando deve ser aplicado?
     A variação das condições fluídicas perispirituais de qualquer criatura viva produz desequilíbrios orgânicos e psicológicos, que podem dar origem a enfermidades.
     Alterações psicológicas ou traumas orgânicos podem provocar mudanças fluídicas na camada exterior do perispírito, agravando doenças ou iniciando estados mórbidos. Daí a importância da terapia energética dos passes como tratamento, mas principalmente como profilaxia das enfermidades. Por isso o passe deve ser aplicado regularmente, desde que seja esclarecido que o procedimento não é obrigatório, para desvincula-lo de ritual ou dogma.
Imposição de mãos
Joana de Angêlis
     Quando nos identificamos com o pensamento do Cristo e nos impregnamos da mensagem de que Ele se fez Messias, sempre temos algo que dar em Seu nome, àqueles que se nos acercam em aflição.
     Dentre os recursos valiosos, de que podemos dispor em benefício do nosso próximo, destaca-se a
"imposição das mãos" em socorro da saúde alquebrada ou das forças em deperecimento. A recuperação de pacientes, portadores de diversas enfermidades, estava incluída na pauta das tarefas libertadoras de Jesus.
     De acordo com a gênese do mal de que cada necessitado se fazia portador, Ele aplicava o concurso terapêutico, restabelecendo o equilíbrio e favorecendo com a paz.
     "Impondo as mãos" generosas, cegos e surdos, mudos e feridos renovavam-se, tornando ao estado de bem-estar anterior. Estimuladas pela força invisível que Ele transmitia, as células se refaziam, restaurando o organismo em carência.
     Com o seu auxílio, os alienados mentais eram trazidos de volta à lucidez e os obsedados recobravam a ordem psíquica em face dos espíritos atormentadores que os maltratavam, os deixarem.
     Estáticos e catalépticos obedeciam-Lhe à voz, quando chamados de retorno.
     Esse ministério, porém, que decorre do amor, Ele nos facultou realizar, para que demos prosseguimento ao Seu trabalho entre os homens sofredores do mundo.
     Certamente, que não nos encontramos em condições de conseguir os feitos e êxitos que Ele produziu. Sem embargo, interessados na paz e renovação do próximo, é-nos lícito oferecer as possibilidades de que dispomos, na certeza de que os nossos tentames não serão em vão.
     Jesus conhecia o passado daqueles que O buscavam, favorecendo-os de acordo com o merecimento de cada um. Outrossim, doando misericórdia de acréscimo, mediante a qual os beneficiados poderiam conquistar valores para o futuro, repartindo os bens da alegria, estrada a fora, em festa de corações renovados.
     Colocando-se, o cristão novo, à disposição do bem, pode e deve
"impor as mãos" nos companheiros desfalecidos da luta, nos que tombaram, nos que se encontram aturdidos por obsessões tenazes ou desalinhados mentalmente...
     Ampliando o campo de terapia espiritual, podemos aplicar sobre a água os fluídos curadores que revitalizarão os campos vibratórios desajustados naqueles que a sorveram, confiantes e resolutos à ação salutar da própria transformação interior.
     Tal concurso, propiciado pela caridade fraternal, não só beneficia os padecentes em provas e expiações redentoras, como ajuda aqueles que se aprestam ao labor, em razão destes filtrarem as energias benéficas que promanam da Espiritualidade através dos mentores desencarnados e que são canalizadas na direção daqueles necessitados.
     É compreensível que se não devam aguardar resultados imediatos, nem efeitos retumbantes, considerando-se a distância de evolução que medeia entre o Senhor e nós, máxime na luta de ascensão e reparação dos erros conforme nos encontramos.
     Ninguém se prenda, neste ministério, às fórmulas sacramentais ou a formas estereotipadas, que distraem a mente que se deve fixar no objetivo do bem e não na maneira de expressa-lo.
     Toda técnica é valiosa, quando a essência superior é preservada. Assim, distende o passe socorrista com atitude mental enobrecida, procurando amparar o irmão agoniado que te pede socorro.
     Não procures motivos para escusar-te.
     Abre-te ao amor e o amor te atenderá, embora reconheças as próprias limitações e dificuldades, em cujo campo te movimentas.
     Dentre muitos que buscavam Jesus, para o toque curador, destacamos a força e confiança expressa no apelo a que se refere Marcos, no capítulo cinco, versículo vinte e três do Evangelho:
"E rogava-Lhe muito, dizendo: - Minha filha está moribunda; rogo-Te que venhas e Lhe imponhas as mãos para que sare e viva."
     Faze, portando, a "imposição das mãos", com o amor e a "Fé que move montanhas", em benefício do teu próximo, conforme gostarás que ele faça contigo, quando for tua a vez da necessidade."
     Mensagem psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco no dia 2 de abril de 1983, em Bucaramanga, Colômbia).
Algumas evidências científicas sobre a eficácia do passe:
Efeitos detectados na prática da imposição de mãos:
     Interessantes são os experimentos realizados pelo Dr. Bernard Grad, da McGill University, no Canadá, em 1957, ao estudar um curador húngaro chamado Estabany. Grad verificou os efeitos fisiológicos provocados pela imposição de mãos do curador sobre animais e plantas. Em todos esses experimentos ficou comprovada a existência de uma força vital que emana das pessoas - mais de alguns do que de outras - e esta energia parece estar intimamente associada a mecanismos homeostáticos, ou seja, parece agir de forma a otimizar o desempenho do organismo em seu funcionamento.
     Segundo as conclusões de Grad, e também de posteriores descobertas, estados emocionais afetam a qualidade dessa energia.
Acelerando o crescimento e a motibilidade em bactérias:
     Entre inúmeros experimentos realizados com enzimas, hemoglobina, bactérias, fungos, plantas, água, etc. vale a pena citar os do Dr. Robert Miller, engenheiro químico, e os da Dra. Elizabeth Rascher, especialista em medicina nuclear. Ambos trabalharam com os curadores Dr. Alex Tanous e Dra. Olga Worrall.
     Esses experimentos comprovaram que a imposição de mãos sobre culturas de bactérias acelerou-lhes o crescimento e a motibilidade, mesmo na presença de inibidores de crescimento, como a tetraciclina e cloranfenicol, ou de inibidores de movimento, como o fenol.
Cura à distância:
     O poder dessa energia benéfica emanada pelo médium curador não é afetada pela distância. Em outro experimento, o Dr, Miller pediu à Dra. Worral que visualizasse, por cinco minutos, o crescimento de uma planta localizada num laboratório a 600 milhas de distância. A planta estava ligada a um aparelho desenvolvido pelo Ministério de Agricultura americano para aferir índices de crescimento de plantas. A taxa de crescimento que apresentava a planta em questão estava estabilizada em 0,00625 polegadas por hora. Assim, exatamente às 21 horas, quando a Dra. Worral começou a emitir a energia, o registro traçado passou a acusar um desvio para cima e até 08 horas da manhã seguinte a planta apresentou um crescimento 830% maior do que o esperado.
     A conclusão dos pesquisadores foi a de que esta energia emitida pelo sensitivo pode produzir manifestações visíveis no mundo físico, mesmo quando gerada à distância.
Benefícios do passe espírita:
     Dentro desse contexto, todo espírita atuante, não apenas fossilizado na teoria, mas sobretudo, experimentado no labor da prática, já observou a relevância do passe espírita como poderoso recurso reestruturador do equilíbrio psicofísico, eficiente nos mais variados casos. Já compreendeu e experimentou que nesse procedimento de interatividade magnético-mental-emocional, não somente ocorre a impulsão bioenergética do médium, mas também a de competentes Espíritos qualificados e comprometidos com a prática do bem, assumindo, com naturalidade, juntamente com o médium, o papel que cabe a todo ser de boa vontade em cooperar na grande obra da Inteligência Suprema.
     E nesses preciosos momentos, pequenas maravilhas ocorrem. E delas, bem sabem desfrutar os que foram e continuam sendo beneficiados, tanto na condição de doadores, como na condição de receptores dessas maravilhosas energias físico-espirituais.
Transfusão Fluídica:
     O passe é uma transfusão de plasma extrafísico (para usarmos essa expressão de Rhine) certamente composto de partículas livres de antimatéria. Nas famosas pesquisas da Universidade de Kirov, na URSS, em que os cientistas soviéticos (materialistas) descobriram o corpo-bioplásmico do homem, verificou-se por meios tecnológicos recentes que a força-psíquica de Willian Crookes é uma realidade vital na nossa própria estrutura psicofísica. O ectoplasma de Charles Richet, agindo nessas experiências como um plasma radiante, confirmou a teoria espírita (de Kardec) da ação de fluidos semimateriais nos fenômenos de telecinesia (movimento e levitação de objetos à distância). A suposta incompatibilidade de matéria e antimatéria já havia sido afastada pela produção em laboratório de um antiátomo de Hélio, comprovando-se à realidade dos espaços interpenetrados. De todas essas conquistas resultou necessariamente a comprovação da existência dos fluidos vitais invisíveis do organismo humano e de todos os organismos vivos, fotografados pelas Câmeras Kirlian. O oficialismo ideológico soviético fez calar os cientistas, em defesa do materialismo de Estado, mas a descoberta foi registrada e divulgada por pesquisadoras da Universidade de Prentice Hall, nos Estados Unidos.
     Essa epopéia científica e tecnológica da Universidade de Kirov, combatida também pelo espiritualismo igrejeiro, deu-nos a chave do mistério das mãos humanas e do passe. Raul de Montandon já havia obtido na França, por meios mais modestos, fotos de corpos bio-plásmicos de animais inferiores, e Gustavo Geley comprovara, em Paris, o fluxo de ectoplasma em torno das sessões mediúnicas. As mãos humanas funcionam, no passe espírita como antenas que captam e transmitem as energias do plasma vital de antimatéria. Hoje conhecemos, portanto, toda a dinâmica do passe espírita como transmissão de fluidos no processo aparentemente simplíssimo e eficaz do passe. Não há milagre nem sobrenatural na eficácia do passe, modestamente aplicado e divulgado por Jesus há dois mil anos. Essas as razões que nos levam a exigir, na atualidade, o respeito que o passe merece.
José Herculano Pires
Fonte:
Camille Flammarion
Algumas imagens de passe
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Duplo Etérico
Dr. Ricardo Di Bernardi
1. Conceito
     Duplo etérico é um invólucro energético, vibratório, luminoso, vaporoso e provisório que coexiste estruturalmente com o corpo físico e o circunvolve. Está ligado a doação ou exteriorização de energias pois no duplo etérico é que se situam os chakras ou centros de força. O duplo etérico tem importante papel nas terapias energéticas. É muito confundido com o perispírito ou corpo astral.
2. Localização
     O corpo etérico é o agente intermediário entre o corpo físico e o perispírito (Corpo Astral).
3. Sinonímia
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1. Duplo etérico
2. Corpo etérico
3. Corpo vital (KARDEC)
4. Corpo prânico
5. Veículo do prana
6. Corpo bioplásmico
7. Corpo biocósmico
8. Corpo energético
9. Primeiro corpo de energia
10. Corpo diáfano
11. Corpo efêmero
12. Veículo da vitalidade
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13. Corpo de vitalidade
14. Casca luminosa
15. Reflexo do corpo físico
16. Aerossoma
17. Armadura energética
18. Contracorpo
19. Cópia vital humana
20. Corpo aitérico
21. Corpo bardo (TIBETANOS)
22. Corpo biocósmico
23. Corpo lepto-hílico
24. Corpo leptomérico
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25. Corpo ódico
26. Corpo unificador
27. Djan, Kosha
28. Reboque energético
29. Umbra
30. Veículo semifísico
31. Véu do corpo humano
32. Véu etérico
33. Ponte corpo humano-psicossoma
34. Pranamaya-Kosha
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4. Composição
     É constituído por fluido vital (energia vital ou prana) daí a denominação corpo vital. Este fluido, originado do fluido cósmico universal absorvido pelas moléculas orgânicas confere o atributo da vida.
5. Para-anatomia do duplo etérico
     5.1 Limites
             Os limites plásticos do corpo humano são ultrapassados em cerca de 1cm pelo corpo etérico
     5.2. Textura
             Típica dos elementos fluídicos, mais densa nos indivíduos primitivos e mais sutil e delicada nos seres humanos espiritualmente mais evoluídos.
     5.3 Forma
             Humanóide, com grande elasticidade.
     5.4 Coloração
             Branca ou acinzentada.
     5.5 Estrutura
             Não possui órgãos como o corpo astral.
             Possui regiões denominadas Chakras ou centros de força que captam energia cósmica distribuindo-as para o corpo físico (REBAIXAMENTO VIBRATÓRIO) e para o perispírito (OU CORPO ASTRAL) por aceleração vibratório.
             Os Chakras são interligados por nadis ou canais que permitem circular as energias.
             Obs: O passe sobre o Chakra Coronário, pelos Nadis, chega ao local necessitado.
6. Parafisiologia do duplo etérico
     6.1 Função básica
            
O corpo etérico é o veículo e a reserva da nossa energia vital, absorve o fluido vital e o distribui pelo corpo humano além de o transformar em fluidos sutis enviando-os ao corpo astral (perispírito).
     6.2 Produção de ectoplasma
             O corpo etérico é o principal responsável pela elaboração do ectoplasma, portanto participa diretamente na mediunidade de efeitos físicos e materialização dos espíritos.
     6.3. Exteriorização de energias
             Nos processos de irradiação, passes magnéticos e similares há projeção de energia vital do corpo etérico em direção ao paciente.
             Magos, médiuns, paranormais, feiticeiros, etc, usam (conscientemente ou não), a projeção seu corpo etérico com finalidade terapêutica ou criminosa.
     6.4 Não há lucidez da consciência
             O corpo etérico não atua como veículo separado, individual, para a manifestação da consciência, nem está apto para captar informações por não ter paracérebro (ao contrário do corpo astral = perispírito).
     6.5 Programação do tempo de vida
             O duplo etérico traz, em si, a programação do tempo de vida física do indivíduo. O duplo etérico possui um “QUANTUM” de energia vital.
         6.5.1 Desgaste Natural
         6.5.2 Reposição
             a) Respiração
             b) Alimentação
             c) Passe ou Irradiação
             d) Absorção pelo CHAKRA Esplênico
         6.5.3 Desgaste Precoce
             a) Vícios
             b) Suicídio
     O suicida sofre: filosoficamente por transgredir a lei; Cientificamente: não havendo esgotamento dos órgãos há retenção de fluido vital e o perispírito pode permanecer ligado ao cadáver.
     6.6 Fixação do corpo astral ao corpo físico
         6.6.1. O Perispírito (corpo astral) une-se ao corpo físico, molécula à molécula pelo corpo etérico.
         6.6.2. Na Encarnação o Fluido Vital do óvulo já fixa as energias perispirituais do reencarnante.
         6.6.3 Na fecundação, milhões de espermatozóides excedentes fornecem a energia vital para a constituição inicial do c. etérico o qual fixará o c. astral ao embrião.
         6.6.4 Com as enfermidades e o falecimento dos órgãos não há mais fixação do fluido vital, o desprendimento progressivo do mesmo determina a morte ou seja o desligamento do corpo astral do corpo físico.
    6.7 Manutenção das formas pensamento
     Formas pensamentos são emanações mentais nossas ou de desencarnados que são vivificadas por massas de Fluido vital.
     Também conhecidas como “Cascões Astrais” na Teosofia. Por serem vitalizadas mantém-se c/ vida vegetativa temporária.
Fonte:
Terra Espiritual
Vibrações
     A saúde resulta da sintonia vibratória entre órgãos e sistemas internos do organismo, bem como deste com o meio ambiente, pelo jogo ininterrupto das absorções e eliminações, condensações e dispersões de energia vital o ser hunano é um organismo celular dinâmico, e como tal unidade vibratória que absorve e emite irradiações diferentes.
             1 – Físicas: calor, magnetismo, luz
             2 – Psíquicas: ondas vitais, essenciais, pensamentos. idéias, desejos, etc
     Tudo isso age e reage sobre outros seres, influenciando-os em sua vontade, sentimentos, pensamentos e atos. E tudo se reflete na radiação tonal, na aura individual, criando atmosfera boa ou má, atrativa ou repulsiva.
     As afinidades vibratórias é que regulam esse ,intercâmbio do dar e receber. no plano invisível. forças e fluidos é essencial, portanto uma aura limpa e pura para só se atrair e emitir coisas boas e elevadas.
     Na criação universal, a vida se manifesta sob três aspectos, cujas limitações desconhecemos: como Matéria, representada pela Forma; como Energia, representada pelo Movimento. E como Espírito, representado pela Inteligência-Sentimento.
     · O Espíritos, utilizando-se da Energia, age sobre a Matéria, provocando reações e transformações de inúmeros aspectos e naturezas
     · A Matéria, em si mesma, nada mais é que Energia “condensada” a vários graus e todas as transformações que nela se operam são resultados dessa interferência do elemento Espírito, que sobre ela projeta correntes vibratórias mais rápidas, finas e elevadas, que a desagregam ou modificam.
     · A Energia está sempre em movimento, condensando-se ou expandindo-se, formando correntes no seio da massa. O operador projeta correntes de fluidos mais finos e poderosos que provocam transformações no movimento específico dos agrupamentos celulares do corpo ou do perispírito.
     O fluido magnético é de natureza tão evidente e objetiva que pode ser visto, por videntes, atravessando em ondulações a aura das pessoas e projetando-se para fora do corpo somático.
     Os centros de forças acumuladores e distribuidores de força espiritua1 situados no perispírito, pelos quais transitam os fluidos energéticos de uns para outros dos envoltórios exteriores do espírito encarnado. Quanto mais ativo ou desenvolvido for o Centro do Força, maior capacidade de energia ele comporta e, portanto, maiores oferece em relação ao emprego dessa mesma energia: e como as faculdades psíquicas são afetadas e estão, em grane parte, subordinadas ao funcionamento dos Centros de Força, compreende-se que o maior desenvolvimento de um deles acarreta o desenvolvimento da faculdade psíquica correspondente e vice-versa.
     Os Plexos, estão situados no corpo físico; são conjuntos e aglomerados de nervos e gânglios do sistema vago - simpático que regula a vida vegetativa do corpo humano:
     Os Centros de Força, ao contrário, são estações de força espiritual ou fluídica no perispírito (duplo etéreo); formam um campo eletro-magnético utilizado pelo Espírito e funcionam em plena ligação com os Plexos do corpo físico. O duplo etéreo é composto de eflúvios vitais, na sua maior parte emanados do neuro-psiquismo do corpo denso, e assegura a ligação entre este e o perispírito do qual aliás, faz parte, como se fosse um prolongamento. O duplo etéreo desintegra-se de 30 a 40 dias após a morte do corpo físico.
     As forças espirituais e as cósmicas, vindas do Espaço ou da Terra, penetram nos Centros de Força situados no Perispírito, daí passam aos plexos e destes aos nervos, transitando assim, por todo o organismo. As energias que fluem pelos Centros de Força possuem uma determinada medida de onda; movem-se não em linha reta, como as ondas de luz, mas por ondulações.
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PLEXO
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LOCALIZAÇÃO
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CENTRO DE FORÇA
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coronário
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alto da cabeça
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coronário
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frontal
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fronte
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frontal
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laríngeo
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garganta
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laríngeo
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cardíaco
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sobre o coração
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cardíaco
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esplênico
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sobre o baço
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esplênico (mesentérico)
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gástrico
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sobre o estômago
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gástrico
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genésico
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baixo ventre
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coccígeo (hipogástrico)
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     Nosso corpo de matéria rarefeita está intimamente regido pelos sete Centros de Força, que se conjugam nas ramificações dos Plexos e que, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem, para nosso uso, um veiculo de células elétricas, que podemos definir como sendo campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado. Quanto mais primitiva se revela a condição da mente, mais fraco é o influxo vibratório do pensamento.
     Analisando a fisiologia do perispírito, classifiquemos os seus Centros de Força, aproveitando a lembrança das regiões mais importantes do corpo terrestre. Temos assim, por expressão máxima do veículo que nos serve presentemente, o Centro Coronário que, na Terra é considerado pela filosofia hindu como sendo o lótus de mil pétalas, por ser o mais significativo em razão do seu alto potencial de radiações, de vez que nele assenta a ligação com a mente, fulgurante sede da consciência.
     Esse centro recebe em primeiro lugar os estímulos do espírito, comandando os demais, vibrando todavia com eles em justo regime de interdependência. Desse centro emanam as energias de sustentação do sistema nervoso e suas subdivisões, sendo o responsável pela alimentação das células do pensamento e o provedor de todos os recursos eletromagnéticos indispensáveis à estabilidade orgânica.
     O Coronário é o grande assimilador das energias solares e dos raios da Espiritualidade Superior capazes de favorecer a sublimação da alma. Quando a nossa mente, por atos contrários à Lei Divina, prejudica a harmonia de qualquer um desses fulcros de força de nossa alma, naturalmente se escraviza aos efeitos da ação desequilibrante, obrigando-se ao trabalho de reajuste.
     As vibrações fluídicas consistem em emitir, pelo coração, vibrações amorosas destinadas a beneficiar os necessitados. O operador (doador) estabelece em seu próprio íntimo o desejo sincero de auxi1iar, deixando que de seu coração fluam as ondulações vibratórias de reconforto.
     O coração age como uma emissora, de ondas cuja potência fundamental é o sentimento amoroso,o desejo sincero de servir, auxiliar, socorrer. Nas vibrações mentais a eficiência depende do poder da vontade do emissor, de sua capacidade de projetar ondas telepáticas mais ou menos poderosas; nos casos de vibrações fluídicas, a força está no sentimento. Na capacidade do emissor sentir a necessidade do próximo, no desejo ardente de beneficiá-lo, projetando ondas de luz de vida e de amor.
     Para vibrações a distância, o processo é sempre engrandecido, avolumado pela força das vibrações em conjunto e pela formação de uma poderosa corrente emissora de base.
Ana Gaspar
Fonte:
Centro Espírita Nosso Lar
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Centros de Força
     Os Centros de Força são acumuladores e distribuidores de força espiritual, situados no Perispírito. Têm centros equivalentes/correspondentes nos Plexos situados no corpo físico.
     Os Centros de Força são turbilhões ou vórtices que servem de ligação e captação das vibrações e dos elementos fluídicos do plano astral, que nos atinge através da parte astral do nosso corpo que são os Plexos.
     No homem comum, os Centros de Força apresentam-se como um círculo de mais ou menos 5 cms. de diâmetro, quase sem brilho. No homem de vida espiritual elevada, apresenta-se, sempre, como um vórtice luminoso e fulgente.
     Os Centros de Força principais localizam-se no Perispírito em regiões anatômicas correspondentes as do corpo físico.
     "No perispírito possuímos todo o equipamento de recursos automáticos que governam os bilhões de entidades microscópicas a serviço da inteligência, nos círculos de ação em que demoramos, recursos estes, adquiridos vagarosamente pelo ser, em milênios de esforço e recapitulação, nos múltiplos setores da atividade anímica, assim que, segundo a atividade funcional dos órgãos relacionados a fisiologia terrena, nele identificamos os centros de força".
     A base dos trabalhos de passes centram-se no conhecimento desses Centros e na real aplicação das energias radiantes.
     Distribuem, controlam, dosam as energias que o nosso corpo necessita; Regulam, sustentam os sentimentos e as emoções; Alimentam as células do pensamento; Levam as sensações do corpo físico para o Espírito; Captam as energias e as influências exteriores.
     No processo de irradiação para os passes transmitimos aos outros, pelo mecanismo da nossa vontade, a carga de força vital que dispomos para doar.
     Essa energia ou força vitalizadora que doamos e que é distribuída pelos Centros de Força vem do Fluido Cósmico Universal. Ao ser absorvido ele é metabolizado pelo centro coronário, em fluido espiritual, uma energia vitalizadora, imprescindível para a dinâmica do nosso corpo físico, sentimentos, emoções e pensamentos.
     Após a metabolização essa energia circula pelos outros Centros de Força e é canalizada através da rede nervosa para todo o organismo com maior ou menor intensidade de acordo com o estado emocional da criatura, porque eles estão subordinados às impulsões da mente.
Plexos
     Plexo, derivado do latim, "plessus", quer dizer enlaçamento. Entrelaçamento de muitas ramificações de nervos ou filetes musculares, vasculares. O Sistema Nervoso é complexo e permeia todo o corpo físico denso em verdadeiro cipoal de linhas, pois as células se tocam, uma na outra, pelos dendritos, e os nervos formam "cordões".
     No entanto, em certos pontos do corpo as células nervosas foram uma espécie de rede compacta, entrecruzando-se abundantemente, em conglomerados complexos e emaranhados, que parecem nós de uma linha embaraçada. A medicina chama a esses pontos plexos nervosos. Existem bastante no corpo, mas alguns são considerados de maior importância, pela localização e pelo trabalho que realizam. A localização dos Centros de Força no perispírito corresponde à dos plexos no corpo físico. Os Centros de Força e os plexos vibram em sintonia uns com os outros ao poder da mente, que os dirige.
     Os Centros de Força se conjugam nas ramificações dos plexos. André Luiz nomeia os Centros de Força, da seguinte forma:
         * Plexo (corpo físico) Localização CF (Perispírito).
         * Alto da cabeça Coronário;
         * Cerebral Fronte Frontal;
         * Laríngeo Garganta Laríngeo;
         * Cardíaco Pré-cordial Cardíaco;
         * Solar Estômago Gástrico
         * Mesentérico Baço Esplênico
         * Hipogástrio Baixo ventre Genésico
     Iniciaremos nossas explicações pelos Centros de Força localizados na parte inferior do corpo:
Genésico
     Este centro quando usado apenas para satisfação dos desejos inferiores, pode tornar-se fator de desequilíbrio; quando usado com sabedoria e dignidade, para o amor, representa a energia fundamental da vida. Fisicamente, corresponde ao Plexo Sacro, com seis pares de nervos sagrados, de onde sai o nervo ciático para as pernas. Regula as atividades ligadas ao sexo e a reprodução. Relaciona-se com os plexos sacro e lombar.
     Responsável pelos órgãos reprodutores e das emoções daí advindas. Como nos diz André Luiz, nele se assenta o santuário do sexo. É responsável não só pela modelagem de novos corpos físicos como pelos estímulos criadores com vistas ao trabalho, à realização e associação entre as almas. São essas energias sexuais quando equilibradas que levam os homens a pesquisar no campo da Ciência e da Tecnologia, com vistas a descobrir remédios, vacinas, inventar aparelhos e máquinas que visem a melhorar a qualidade de vida dos homens. Essa força, que revigora o sexo, pode ser transformada em vigor mental, alimentando outros Centros de Força. Leva a pessoa a criar no ramo das artes, da literatura ou a outras atividades no campo cultural.
     As pessoas que já conseguem viver em regime de castidade, sem tormento mental, podem canalizar estas energias para o trabalho em benefício do próximo. Grande número de abusos e desvios sexuais é causado pelo desequilíbrio desse chackra que levam as pessoas a desregramentos.
Esplênico
     Situado na altura do baço. É um dos responsáveis pela vitalização do organismo, absorvendo intensamente a energia vibratória e distribuindo-a. Regula a circulação dos elementos vitais cósmicos que após circularem, eliminam-se pelos poros. Ligam-se ao Esplênico, as entidades que visam sugar a energia vital da criatura e a estes espíritos denominamos de "vampiros", em um sentido subjetivo mas de resultados objetivos. No corpo físico corresponde ao Plexo lombar, formado pelos nervos lombares e atingindo os rins. Quando o paciente está sob o domínio de Entidades vampirizadoras, apresentará repercussão em toda a região lombar, abdominal e, às vezes, genital, com tremores nas pernas, palidez acentuada e sensação de fraqueza geral. Responsável pelo funcionamento do baço, pela formação e reposição das defesas orgânicas através do sangue. É um dos responsáveis pela vitalização do organismo.
Gástrico
     Localizado mais ou menos entre o umbigo e o estômago, exprime a emotividade em nível pessoal e humano. É muito usado pela Humanidade o que o torna um Centro muito perturbado. Nesse nível são as paixões que influenciam e condicionam os homens e suas opiniões, decisões e ações.
     A nível etérico, se há uma imaturidade quanto ao aspecto emotivo, a energia cósmica não fluirá em direção ao Centro Cardíaco, permanecendo bloqueada. No Centro Gástrico operam as ligações, por fio fluídico, dos Espíritos sofredores e obsessores.
     No corpo físico é formado por dois gânglios semibiliares, logo acima do pâncreas, enerva o estômago, intestinos, fígado, etc... Responsável pelos aparelhos digestivo e urinário. Responsável pela absorção dos alimentos.
     Relaciona-se com o plexo solar. Neste chacra é que se operam as ligações de Espíritos sofredores e obsessores nas reuniões mediúnicas.
Cardíaco
     Está localizado na altura do coração. Diz respeito ao princípio espiritual do ser; governa o sistema circulatório. Nas criaturas menos evoluídas deixa-se influenciar pelas vibrações do Gástrico que transfere ao Centro de Força Cardíaco as emoções descontroladas e inferiores. No corpo físico está situado na bifurcação da traquéia, enervando a aorta, a artéria pulmonar, o coração e o pericárdio. Este Centro e igualmente o Plexo correspondente é largamente usado e comprometido com as tarefas dos passes; aí, ligam-se, por fio fluídico, os Mentores da Casa e os próprios Guias dos passistas, quando estes oram para os trabalhos. Controla e regula as emoções. Comanda os sentimentos. É responsável pelo funcionamento do coração e do sistema circulatório, presidindo a purificação do sangue nos pulmões e ao envio de oxigênio a todas as células, por meio do sistema arterial.
     É pelo Centro de Força Cardíaco, que se ligam os mentores dos médiuns, quando estes "incorporam" sobretudo para trabalhos de passes e curas e para todos os que afetam o sentimento de amor. Este é o chakra que vibra fortemente quando sentimos simpatia, empatia, amor, piedade ou compaixão por nossos semelhantes.
     Ele é também utilizado pelos Espíritos para os efeitos físicos, pois atua na corrente sangüínea, produzindo maior abundância de plasmas e exteriorizando-os (ectoplasma) pelos orifícios do corpo do médium (boca, nariz, ouvidos, etc...). Com esse ectoplasma se formam as materializações.
Laríngeo
     Este centro regula as funções da psicofonia e todas as atividades ligadas ao uso da palavra, principalmente na área mediúnica, devendo ser bem reativado nos médiuns de psicofonia. No corpo físico possui dois gânglios que suprem a laringe e a base da língua, ativa os músculos da laringe, e é constritor da faringe e das cordas vocais. A influência do Plexo correspondente, que podemos chamar Cervical, também, provoca fenômeno bastante comum no médium, que sente peso na área e ouve, antes de falar, as palavras que vai pronunciar. Domina totalmente o aparelho fonador, desde os músculos involuntários dos pulmões, para a expulsão controlada do ar a ser utilizado na fala. Controla os órgãos da respiração, da fala e das atividades do timo, da tiróide e paratireóides.
     É um Centro de Força muito desenvolvido nos grandes cantores e oradores. ele apura não só a emissão da voz, que se torna agradável e musical, como ainda das palavras. Neste Centro de Força se liga por fio fluídico os espíritos que dão mensagens psicofônicas, na chamada incorporação ou psicofonia, quando o médium reproduz até mesmo, por vezes, a voz do espírito, seu sotaque e, em alguns casos, a língua original do comunicante, desconhecida pelo médium, no fenômeno denominado xenoglossia.
     A vibração deste Centro de Força, captando ondas mais elevadas, presta-se a ligar-se aos mentores guias, que o utilizam com freqüência, na psicofonia.
     Controla, também, o chamado "passe de sopro", fornecendo energia ao ar expelido pelos pulmões do médium.
Frontal
     É responsável pela vidência e audiência, no plano astral. E é, ainda, responsável pela integração, síntese, clareza de raciocínio e pela percepção intelectual. No corpo físico é formado por 3 pares de gânglios intra-cranianos, no trajeto dos trigêmeos. Ele tem grande atividade na recepção mediúnica quando impressionado pelo Centro de Força Frontal. É também chamado de Plexo Craniano. Tem ligação direta com a hipófise, sensibilizando toda a região otorrino-oftalmológica, despertando odores e estimulando outras glândulas endócrinas que aumentam a produção hormonal. A principal função deste Centro é desenvolver no homem o ser interior, a intelectualidade e a evolução espiritual. Tem grande influência sobre os demais. Relaciona-se materialmente com os lobos frontais do cérebro. Trabalha em movimentos sincrônicos e de sintonia com o Centro Coronário, do qual recolhe os estímulos mentais, transmitindo impulsos e anseios, ordens e sugestões aos órgãos e tecidos, células e implementos do corpo por que se expressa.
     É responsável pelo funcionamento dos Centros de Inteligência. Comanda os 05 (cinco) sentidos:
         * visão,
         * audição,
         * tato,
         * olfato,
         * paladar.
Coronário
     Situado no alto da cabeça, na direção da glândula pineal. Não tem correspondente em nenhum Plexo nervoso, no corpo físico. É o grande receptor e distribuidor das energias espirituais. Através do Coronário as energias espirituais atingem todos os Centros, e, por outro lado, as energias emanadas dos outros Centros o atingem diretamente. Ele é, então, captador e doador.
     "(...) por expressão máxima do veículo que nos serve presentemente, o Centro coronário, que na Terra, é considerado pelo filosofia hindu como sendo o lótus de mil pétalas, pode ser o mais significativo em razão do seu alto potencial de radiações, de vez que nele assenta a ligação com a mente, fulgurante sede da consciência. Este Centro recebe em primeiro lugar os estímulos do espírito, comandando os demais, vibrando todavia com ele em justo regime de interdependência. Dele emanam as energias de sustentação do sistema nervoso sendo o responsável pela alimentação das células do pensamento e o provedor de todos os recursos eletromagnéticos indispensáveis à estabilidade orgânica. É, por isso, o grande assimilador das energias solares e dos raios da Espiritualidade Superior capazes de favorecer a sublimação da alma."
     Relaciona-se materialmente com a epífise ou glândula pineal. Está instalado na região central do cérebro.
     A auréola dos santos, retratada por muitos artistas, representa a irradiação luminosa do centro coronário.
A Epífise
     As funções só organismo animal são reguladas por dois sistemas principais: o nervoso e o hormonal ou endócrino.
     Este é constituído por várias glândulas que segregam hormônios, que significam estímulo. Os hormônios são lançados na circulação sangüínea, sendo transportados para as diferentes partes do organismo.
     As glândulas endócrinas são: pâncreas, paratireóides, epífise ou pineal, pituitária ou hipófise, tireóide, renais ou supra-renais e sexuais (ovários e testículos).
     A epífise, glândula de forma piriforme, é um corpo ovóide, com as dimensões de uma ervilha mediana e repousa sobre o teto mesencefálico.
     "Descartes considerava a glândula pineal a sede da Alma". (Anatomia e Fisiologia Humanas, de A. Almeida Júnior; Editora Nacional, 8a parte, cap. 40)
     "A anatomia comparada viu nela apenas um órgão em regressão: o olho pineal."
     Em "Missionários da Luz", cap. 2, André Luiz observa que no médium, em serviço mediúnico, essa glândula transforma-se em núcleo radiante, e, em derredor, seus raios formam um lótus de pétalas sublimes.
     Relembra que, segundo os "orientadores clássicos terrestres", as funções da epífise circunscreviam-se ao controle sexual, no período infantil, velador dos instintos até uma certa idade, em que a atividade sexual pudesse deslizar com regularidade. Aí, decrescia em força, relaxava-se, quase desaparecia, para que as glândulas genitais a sucedessem no campo da energia plena. Diz ainda: "Não se trata de órgão morto. É a glândula da vida mental. Ela acorda no organismo do homem, na puberdade, as forças criadoras e, em seguida, continua a funcionar, como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre".
     "Enquanto no período do desenvolvimento infantil, fase de reajustamento desse centro importante do corpo perispiritual preexistente, a epífise parecer constituir o freio às manifestações do sexo; entretanto, há que retificar observações. Aos quatorze anos, aproximadamente, de posição estacionária, quanto às suas atribuições essenciais, recomeça a funcionar no homem reencarnado. O que representa controle é fonte criadora e válvula de escapamento. A glândula pineal reajusta-se ao conceito orgânico e reabre seus mundos maravilhosos de sensações e impressões na esfera emocional. Entrega-se a criatura à recapitulação da sexualidade; examina o inventário de suas paixões vividas noutras épocas, as quais reaparecem sob fortes impulsos."
     Continua André Luiz: "A glândula pineal preside os fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo. Desata, de certo modo, os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na seqüência de lutas, pelo aprimoramento da alma, e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida". (Corpo etéreo, igual Perispírito).
     As glândulas genitais são "demasiadamente mecânicas, para guardarem os princípios sutis e quase imponderáveis da geração. Acham-se absolutamente controladas pelo potencial magnético de que a epífise é a fonte fundamental".
     As glândulas segregam os hormônios do sexo, mas a pineal segrega "hormônios psíquicos" ou "unidades-força" que vão atuar, de maneira positiva, nas energias geradoras. "Os cromossomos da bolsa seminal não lhe escapam à influenciação absoluta e determinada".
     Prossegue André Luiz: "Segregando delicadas energias psíquicas, a glândula pineal conserva ascendência em todo o sistema endócrino. Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade. As redes nervosas constituem-lhe os fios telegráficos para ordens imediatas a todos os departamentos celulares, e sob sua direção efetuam-se os suprimentos de energias psíquicas a todos os armazéns autônomos dos órgãos".
     "De modo geral, todos nós, agora ou no pretérito, viciamos esse foco sagrado de forças criadoras, transformando-o num ímã, relaxado, entre as sensações inferiores de natureza animal..."...do que "decorrem os dolorosos fenômenos da hereditariedade fisiológica, que deveria constituir, invariavelmente de aquisições abençoadas e puras". Daí, a necessidade de regras morais.
     "Renúncia, abnegação, continência sexual e disciplina emotiva não representam meros preceitos de feição religiosa. São providências de teor científico, para enriquecimento efetivo da personalidade".
     Na morte física não adianta exibir gestos e palavras convencionais, se o homem não cogitou da reforma íntima. Sentimentos profundos, no instante extremo, cooperam, decisivamente, nas atividades de regeneração, mas não representam a realização precisa.
     "Receber um corpo, nas concessões do reencarnacionismo, não é ganhar um barco para nova aventura, ao acaso das circunstâncias; significa responsabilidade definida nos serviços de aprendizagem, elevação ou reparação, nos esforços evolutivos ou redentores", conclui André Luiz.
     Os materialistas colocam o esporte, em todas as suas modalidades, como terapia para canalização das forças nervosas (secreções elétricas da epífise), contra os possíveis perigos de sua excessiva acumulação, no sentido de preservar a juventude, a plástica e a eugenia.
     Tal prática pode ser, no máximo, leve atenuante, mas não socorro definitivo.
     O único esporte completo, servindo como cura definitiva para os excessos no campo sexual, é a educação cristã. Jesus ensinou: "A virtude como esporte da alma".
     No campo mediúnico, a epífise impulsiona e intensifica o poder de emissão e recepção, de acordo com nossa esfera espiritual - Lei da Sintonia.
Fechando o Conceito
     O fato de o corpo físico constituir o reflexo do corpo espiritual, vem, por sua vez, retratar em si o corpo mental que lhe preside a formação.
     O corpo mental, como explica André Luiz em "Evolução em Dois Mundos", "é o envoltório sutil da mente", que não pode ser mais bem definido" por falta de terminologia adequada no dicionário terrestre".
     Do ponto de vista de sua constituição e função, o Perispírito é o veículo, por excelência, para o trabalho nas esfera espiritual, após a morte, "com sua estrutura eletromagnética algo modificada no que tange aos fenômenos genésicos e nutritivos, de acordo, porém, com as aquisições da mente que o maneja".
     É nesse santuário vivo, de "formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura as células, noutra faixa vibratória, à face do sistema de permuta visceralmente renovado, se distribuem mais ou menos à feição das partículas calóides, com a respectiva carga elétrica, comportando-se, no espaço, segundo a sua condição específica, e apresentando estados morfológicos, conforme o campo mental a que se ajustem" (Evolução em Dois Mundos, cap. II), que a criatura continua a sua jornada evolutiva nos domínios da experiência.
     Nesse santuário, o Espírito possui todos o equipamento de recursos automáticos que governam bilhões de entidades microscópicas a serviço da Inteligência, nos círculos de ação, como recursos adquiridos vagarosamente pelo ser, em milênios e milênios de esforços e recapitulação nos diferentes setores da evolução da alma.
     O Perispírito rege a atividade funcional dos órgãos relacionados pela fisiologia terrena, através dos Centros de Força, que "são fulcros energéticos, que, sob a direção automática da alma, imprimem nas células e especialização". (Assistência Espiritual, cap. III, Moacyr Petrone).
     No livro "Entre a Terra e o Céu", cap. XX, diz André Luiz que o Psicossoma está intimamente regido por sete Centros de Força, que se conjugam nas ramificações dos plexos, e, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem um veículo de células elétricas, como um campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado.
     O crescimento do influxo mental está na medida da experiência adquirida e arquivada pelo próprio Espírito.
     Pensamentos viciados implicam em desarmonia nos Centros de Força e, conseqüentemente, no corpo físico.
     Ainda no livro "Entre a Terra e o Céu," cap. XX, André Luiz sugere que se faça a análise da fisiologia do Perispírito, classificando os seus Centros de Força e aproveitando a lembrança das regiões mais importantes do corpo terrestre.
     Em "Evolução em Dois Mundos", cap. II, André Luiz complementa: "o ponto de interação entre as forças determinantes do Espírito e as forças fisiopsicossomáticas organizadas. Desse ponto, parte a corrente de energia vitalizante formada de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, idéias e ações, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios efeitos agradáveis ou não de nossa influência e conduta. A mente elabora as criações que lhe fluem da vontade, apropriando-se dos elementos que a circundam, e o centro coronário incumbe-se, automaticamente, de fixar a natureza da responsabilidade que lhe diga respeito, marcando no próprio ser as conseqüências felizes ou não de sua movimentação consciencial".
Fonte:
Lar Espírita Chico Xavier
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Alma
Parte 1
     Alma [latim: anima, do grego: anemos = sopro, emanação, ar] - É o ser imaterial, distinto e individual, unido ao corpo que lhe serve de invólucro temporário, isto é, o Espírito em estado de encarnação.
Vocabulário - Letra A
     O vocábulo alma se emprega para exprimir coisas muito diferentes. Uns chamam alma ao princípio_da_vida e, nesta acepção, se pode com acerto dizer, figuradamente, que a alma é uma centelha anímica emanada do grande Todo. Estas últimas palavras indicam a fonte universal do principio vital de que cada ser absorve uma porção e que, após a morte, volta à massa donde saiu. Essa idéia de nenhum modo exclui a de um ser moral, distinto, independente da matéria e que conserva sua individualidade. A esse ser, igualmente, se dá o nome de alma e nesta acepção é que se pode dizer que a alma é um Espírito encarnado.
     Dando da alma definições diversas, os Espíritos falaram de acordo com o modo por que aplicavam a palavra e com as idéias terrenas de que ainda estavam mais ou menos imbuídos. Isto resulta da deficiência da linguagem humana, que não dispõe de uma palavra para cada idéia, donde uma imensidade de equívocos e discussões. Eis por que os Espíritos superiores nos dizem que primeiro nos entendamos
acerca das palavras.
[9a - página 106 questão 139]
     Nem todos os Espíritos definem do mesmo modo a alma. Os Espíritos não se acham todos esclarecidos igualmente sobre estes assuntos. Há Espíritos de inteligência ainda limitada, que não compreendem as coisa abstratas. São como as crianças entre vós. Também há Espíritos pseudo-sábios, que fazem alarde de palavras, para se imporem, ainda como sucede entre vós. Depois, os próprios Espíritos esclarecidos podem exprimir-se em termos diferentes, cujo valor, entretanto, é, substancialmente, o mesmo, sobretudo quando se trata de coisas que a vossa linguagem se mostra impotente para traduzir com clareza. Recorrem então a figuras, a comparações, que tomais como realidade.
[9a - página 107 questão 143]
     A alma (psychê) é a personagem humana em seu conjunto de intelecto-emoções, excluído o corpo_denso e as sensações do
duplo_etérico. Daí a definição da resposta 134 do "Livro dos Espíritos": "alma é o espírito encarnado", isto é, a personagem humana que habita no corpo denso.
[67 Vol. 4 página 51 ]
     Esclareceu-me o Instrutor que o estado natural da alma encarnada pode ser comparado, em maior ou menor grau, à hipnose profunda ou à anestesia temporária, a que desce a mente da criatura através de vibrações mais lentas, peculiares aos planos inferiores, para fins de evolução, aprimoramento e redenção, no espaço e no tempo.
[96 - página 238] - André Luiz
     A alma não está, assim como se acredita geralmente, localizada em uma parte do corpo; ela forma com o perispírito um todo fluídico, penetrável, se assimilando ao corpo inteiro, com o qual ela constitui um ser complexo, do qual a morte não é, de alguma sorte, senão um desdobramento. Podem-se figurar dois corpos semelhantes, penetrados um pelo outro, confundidos durante a vida e separados depois da morte. Na morte, um é destruído e o outro permanece.
     Durante a vida, a alma age mais especialmente sobre os órgãos do pensamento e do sentimento. Ela é, ao mesmo tempo, interna e externa, quer dizer, ela irradia externamente; pode mesmo se afastar do corpo, se transportar para longe e aí manifestar sua presença, como provam a observação e os fenômenos do sonambulismo. (Ver: Sistema límbico)
     Depois da existência da alma, esta questão é uma das mais capitais, porque da sua solução decorrem as mais importantes conseqüências; ela é a única chave possível de uma multidão de problemas insolúveis até hoje, por falta de a ter definido.
     De duas coisas uma: ou a alma existe ou não existe antes da formação do corpo, sem que possa haver para isso um meio-termo.
         * Com a preexistência da alma tudo se explica lógica e naturalmente;
         * sem a preexistência, é mesmo impossível justificar certos dogmas da Igreja, e é essa impossibilidade de justificação que conduz tantas pessoas que raciocinam à incredulidade.
     Os Espíritos resolveram a questão afirmativamente, e os fatos, tanto quanto a lógica, não podem deixar dúvida a esse respeito. Que não se admita, entretanto, a preexistência da alma senão a título de simples hipótese, se se quer, e se verá aplainar a maioria das dificuldades.
         * A alma é anterior, antes da sua união com o corpo tinha sua individualidade e a consciência de si mesma. Sem individualidade e sem consciência de si mesma, os resultados seriam os mesmos como se ela não existisse.
         * O progresso anterior da alma é, ao mesmo tempo, a conseqüência da observação dos fatos e do ensinamento dos Espíritos.
         * Deus criou as almas iguais, moral e intelectualmente. Se Deus tivesse feito almas mais perfeitas, umas que as outras, essa preferência não seria conciliável com a sua justiça. Sendo todas suas criaturas, por que isentaria umas do trabalho, que impõe às outras, para alcançarem a felicidade eterna? A desigualdade das almas, quanto à sua origem, seria a negação da justiça de Deus.
         * A diversidade de aptidões e de predisposições naturais que existem entre os homens sobre a Terra, é a conseqüência do progresso que a alma realizou antes da sua união com o corpo. As almas mais avançadas, em inteligência e em moralidade, são aquelas que viveram mais e progrediram mais antes da sua encarnação.
         * As almas são criadas simples e ignorantes, quer dizer, sem ciência e sem conhecimento do bem e do mal, mas com uma igual aptidão para tudo. No princípio, elas estão em uma espécie de infância, sem vontade própria, e sem consciência perfeita da sua existência. Pouco a pouco, o livre_arbítrio se desenvolve ao mesmo tempo que as idéias. (O Livro dos Espíritos, nº 114 e seguintes).
         * O estudo dos diferentes graus_de_adiantamento_do_homem sobre a Terra prova que o progresso anterior da alma deve ter se realizado em uma série de existências corporais mais ou menos numerosas, segundo o grau que alcançou; a prova resulta da observação dos fatos que temos diariamente sob os olhos. (O Livro dos Espíritos, nºs 166 a 222 - Revista Espírita, abril 1862, pags. 97 - 106).
Allan Kardec
     A resposta a que Sócrates chegou é a de que o homem é a sua alma - psyché, por quanto é a sua alma que o distingue de qualquer outra coisa, dando-lhe, em virtude de sua história, uma personalidade única. E por psyché Sócrates entende nossa sede racional, inteligente e eticamente operante, ou ainda, a consciência e a personalidade intelectual e moral. Esta colocação de Sócrates acabou por exercer uma influência profunda em toda a tradição européia posterior, até hoje.
     Ensinar o homem a cuidar de sua própria alma seria a principal tarefa a ser desempenhada por ele, Sócrates, e por todos os filósofos autênticos. Sócrates acreditava vivamente ter recebido essa tarefa por Deus, como podemos ler na Apologia de Sócrates, de Platão: "(...) é a ordem de Deus. E estou persuadido de que não há para vós maior bem na cidade que esta minha obediência a Deus. Na verdade, não é outra coisa o que faço nestas minhas andanças a não ser persuadir a vós, jovens e velhos, de que não deveis cuidar só do corpo, nem exclusivamente das riquezas, e nem de qualquer outra coisa antes e mais fortemente que da alma, de modo que ela se aperfeiçoe sempre, pois não é do acúmulo de riquezas que nasce a virtude, mas do aperfeiçoamento da alma é que nascem as riquezas e tudo o que mais importa ao homem e ao Estado."
http://geocities.yahoo.com.br/carlos.guimaraes/socrates.html
ALMA & ESPÍRITO
     A fim de apreendermos adequadamente o sentido que se dá à palavra 'alma' quando do estudo das obras da codificação Kardequiana, vejamos o que nos foi informado por Kardec a esse respeito, pois os próprios Espíritos lhe disseram respondendo à pergunta 138 em "O Livro dos Espíritos":
        
Perg.: Que pensar daqueles que consideram a alma como o princípio da vida material?
        
Resp.: É uma questão de palavras que não nos diz respeito. Começai por vos entenderdes a vós mesmos.
     Também se deve notar que Kardec, no item 2 da Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita contida em "O Livro dos Espíritos", escreve o seguinte: "Há outra palavra sobre a qual devemos igualmente nos entender, por constituir em si um dos fechos de abóbada (*), isto é, a sustentação de toda a doutrina moral, e que se tornou objeto de muitas controvérsias por falta de um significado que a defina com precisão determinada. É a palavra alma.".
     No entanto, em conformidade com o que se lê nas respostas às perguntas 134; 134a e 134b, é comum nos centros espíritas ouvir-se os confrades definirem a alma como sendo 'um Espírito encarnado' sem maiores explicações e sem levar em conta que, como lembrou Kardec: "filosoficamente, porém, é essencial estabelecer-se a diferença" (O Principiante Espírita – item 14, que segue, na íntegra): "14. A união da alma, do perispírito e do corpo_material constitui o homem; a alma e o perispírito sem o corpo constituem o ser chamado espírito".
         A alma é assim um ser simples,
         o Espírito um ser duplo,
         e o homem um ser triplo.
     "Seria mais justo reservar a palavra alma para designar o princípio_inteligente, e a palavra espírito para o ser semimaterial formado deste princípio e do corpo_fluídico; porém, como não se pode conceber o princípio inteligente isolado de toda a matéria, nem o perispírito sem ser animado pelo princípio inteligente, as palavras alma e espírito são, no uso, indiferentemente tomadas uma pela outra; é a figura que consiste em tomar a parte pelo todo, assim como se diz que uma cidade é povoada por tantas almas, uma vila composta de tantas casas; filosoficamente, porém, é essencial estabelecer-se a diferença" (sublinhado nosso).
     Já no comentário que tece com referência à resposta dada pelos Espíritos na pergunta 139 em "O Livro dos Espíritos", Kardec comenta:
     "A palavra alma é empregada para exprimir coisas muito diferentes. Uns chamam alma o princípio da vida, e com esse entendimento é exato dizer, em sentido figurado, que a alma é "uma centelha anímica emanada do grande Todo". Essas últimas palavras indicam a fonte universal do princípio vital do qual cada ser absorve uma porção que, depois da morte, retorna à massa. Essa idéia não exclui a de um ser moral distinto, independente da matéria e que conserva sua individualidade. É esse ser que se chama, igualmente, alma, e é nesse sentido que se pode dizer que a alma é um Espírito encarnado. Ao dar à alma definições diferentes, os Espíritos falaram conforme a idéia que faziam da palavra de acordo com as idéias terrestres de que ainda estavam mais ou menos imbuídos. Isso decorre da insuficiência da linguagem humana, que não tem uma palavra para cada idéia, gerando uma infinidade de enganos e discussões. Eis por que os Espíritos superiores nos dizem que nos entendamos primeiro acerca das palavras".
     Léon Denis observa: "Chamamos Espírito à alma revestida do seu corpo fluídico. A alma é o centro de vida do perispírito, como este é o centro de vida do organismo físico. Ela que sente, pensa e quer; o corpo físico constitui, com o corpo fluídico, o duplo organismo por cujo intermédio ela atua no mundo da matéria". (Cristianismo e Espiritismo – FEB 10ª edição)
Resumindo:
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Alma
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Princípio inteligente no qual reside o pensamento, a vontade e o senso moral. Foco da consciência.
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Perispírito
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Invólucro fluídico permanente, leve e imponderável, que acompanha a alma em sua evolução infinita, e com ela se melhora e purifica. Serve de laço e intermediário entre o espírito e o corpo.
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Corpo
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Envoltório material temporário, que põe o espírito em relação com o mundo exterior e que é abandonado na morte, como o vestuário usado.
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Espírito
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A alma desprendida do corpo material e revestida do seu invólucro sutil. Ser fluídico, de forma humana, liberto das necessidades
terrestres, invisível e impalpável em seu estado normal. (Espírito = Alma + Perispírito)
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Homem
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Ser complexo onde se combinam três elementos para formar uma unidade viva. (Homem = Alma + Perispírito + Corpo)
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Observação:
     Assim como a palavra alma, outras que usamos comumente, como as deste artigo, necessitam ser estudadas com mais profundidade e
cautela para ampliarmos o nosso entendimento. Kardec, em sua agudeza de espírito e profundo senso de honestidade para consigo mesmo e para com os demais, procurou fugir destes conflitos buscando a clareza em suas colocações. Nós nem sempre conseguimos acompanhar-lhe o espírito procurando agir da mesma forma. (tarefa difícil e que tem causado tantas divisões dentro e entre grupos e pessoas).
     Em última análise cada um de nós acaba por desenvolver uma 'idéia' ou 'percepção pessoal' do significado das palavras e com o
tempo até produzir novas definições para as mesmas, modificando o sentido original de quem as empregou. Desta forma os Espíritos nos alertam sobre a questão das palavras para que nos entendamos claramente em nossas comunicações.
     Exemplo de palavras que pedem um estudo mais acurado para tentarmos captar o sentido empregado pelos Espíritos:
         * pensamento;
         * vontade;
         * consciência;
         * fluido;
         * humanidade;
         * corpo,
         * saúde, etc.
    
(*) fechos de abóbada - pedra angular e principal de uma abóbada ou arco, na qual se sustenta toda a estrutura e as cargas externas. Neste caso: a questão primordial, a mais importante.
    
Bibliografia:
    
Kardec, Allan - "O Livro dos Espíritos"; "O que é o Espiritismo"; "O Principiante Espírita".
    
Denis, Léon - "Cristianismo e Espiritismo"; "Depois da Morte".
    
Zimmermann, Zalmino - "Perispírito" 2ª Edição Revista e Ampliada.
    
Colaboração de Cláudio Tollin em 06/08/2006.
     ctollin@uol.com.br
Fonte:
GUIA - HEU (Homem/Espírito/Universo)
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Parte 2
CONCEITO
     Alma – Do latim anima, semelhante à palavra grega anemos (vento) significa ser imaterial e individual que em nós reside e sobrevive ao corpo. Para o Espiritismo, a alma é um Espírito encarnado, sendo o corpo o seu envoltório.
     Imortalidade - Sob a forma negativa (prefixo negativo – i), o termo exprime a noção essencialmente positiva, de vida-sem-fim, daquilo que não é submetido à morte. Excetuando-se o seu uso metafórico, a imortalidade é antes de tudo uma hipótese metafísica – de origem religiosa –, que concerne à alma, sustentada pelo conjunto da filosofia espiritualista desde a antiguidade.
HISTÓRICO
     Não se sabe exatamente quando entrou no espírito do homem a idéia de sobrevivência depois da morte. No período paleolítico (2.500.000 a.C a 12.000 a.C.) não há prova de sua existência. Somente a partir do período neolítico (12.000 a.C. a 4.000 a.C.) é que se encontram vestígios, principalmente pelos ornamentos, armas e alimentos deixados perto dos mortos.
     No antigo Egito, a convicção da existência de uma vida futura era categórica, principalmente para os que eram embalsamados. Na índia, desenvolveu-se a doutrina da metempsicose, a possibilidade da alma voltar num corpo de animal. O Budismo ofereceu socorro com sua esperança no Nirvana. Na Pérsia, o mazdeísmo proclamou, desde 3.º século a.C., a doutrina da ressurreição. A concepção da ressurreição apresenta-se pela primeira vez, na literatura judaica, no livro de Daniel, escrito cerca de 165 a.C.
     Os argumentos de Sócrates e de Platão, tão difundidos no âmbito da filosofia, não foram os primeiros; apenas mostraram a tendência crítica de dar base racional a uma idéia admitida por muitos.
     Grande parte do êxito do cristianismo foi sem dúvida a crença na vida futura, que oferecia salvação a todos os homens, independentemente de cor, sexo ou posição social.
     Na época do Renascimento e do desenvolvimento das ciências naturais, começaram a exprimir-se dúvida quanto à idéia da imortalidade da alma.
     Hoje convivemos com essas duas crenças: de um lado o materialismo que nega a existência da alma após a morte e do outro o espiritualismo que a corrobora. (Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira)
ALMA
     Allan Kardec analisa o termo sob três aspectos:
    
1. ALMA PARA OS MATERIALISTAS
     "Segundo uns, a alma é o princípio da vida orgânica material; não tem existência própria e se extingue com a vida: é o puro materialismo. Neste sentido, e por comparação, dizem de um instrumento quebrado, que não produz mais som, que ele não tem alma. De acordo com esta opinião, a alma seria um efeito e não uma causa". (Kardec, 1995, p. 16)
    
2. A ALMA PARA OS PANTEÍSTAS
     "Outros pensam que a alma é o princípio da inteligência, agente universal de que cada ser absorve uma porção. Segundo estes, não haveria em todo o Universo senão uma única alma, distribuindo fagulhas para os diversos seres inteligentes durante a vida; após a morte, cada fagulha volta à fonte comum, confundindo-se no todo, como os córregos e os rios retornam ao mar de onde saíram". (Kardec, 1995, p. 16)
    
3. A ALMA PARA OS ESPIRITUALISTAS
     "Segundo outros, enfim, a alma é um ser moral, distinto, independente da matéria e que conserva a sua individualidade após a morte. Esta concepção é incontestavelmente a mais comum, porque sob um nome ou outro a idéia desse ser que sobrevive ao corpo se encontra em estado de crença instintiva, e independente de qualquer ensinamento, entre todos os povos, qualquer que seja os eu grau de civilização. Essa doutrina, para qual a alma é causa e não efeito, é dos espiritualistas". (Kardec, 1995, p. 16)
     Haveria necessidade de três palavras diferentes para expressar cada uma das idéias.
     Assim, Allan Kardec acha que o mais lógico é tomá-la na sua significação mais vulgar, e por isso chamamos alma ao ser imaterial e individual que existe em nós e sobrevive ao corpo.
MORTE
    
1. EXPERIÊNCIA UNIVERSAL
     A morte é uma experiência universal. Todo o ser humano nasce, cresce, luta, sonha, traça planos, constrói para o futuro para, finalmente, ceder à morte. Para muitos é uma hora de tristeza, de melancolia; para outros, é como um alívio pelo cumprimento dos pesados deveres de sua existência. As diversas culturas e religiões dão suas contribuições para a compreensão do tema. O Dr. Frank Mahoney, professor de Antropologia da Universidade do Havaí, por exemplo, mostrou a diferença entre a cultura americana e a da sociedade Micronésia, a dos Trukeses. Enquanto os americanos negam a morte e o envelhecimento; os habitantes das ilhas Truk (Pacífico) ratificam-na. Em termos religiosos, o Hinduismo afirma que a alma ou essência espiritual (atman) do indivíduo é eterna: o Budismo, que a vida depois da morte é um problema sobre o qual nada pode ser dito; o Catolicismo, que a vida depois da morte está inserida na crença de um Céu, de um Inferno e de um Purgatório.
    
2. QUESTÕES PARA REFLEXÃO
     Quem deixa quem: é o Espírito que deixa o corpo ou o corpo que deixa o Espírito? É doloroso o instante da morte? A morte do homem justo difere da do injusto? Deve-se cremar o cadáver ou enterrá-lo naturalmente? O que leva uma pessoa temer a morte? Por que o Espírita não deve temer a morte?
    
3. O TEMOR DA MORTE
     Allan Kardec, no livro O Céu e o Inferno, trata exaustivamente do problema da morte. Diz-nos que o temor da morte decorre da noção insuficiente da vida futura, embora denote também a necessidade de viver e o receio da destruição total. Segundo o seu ponto de vista, o espírita não teme a morte, porque a vida deixa de ser uma hipótese para ser realidade. Ou seja, continuamos individualizados e sujeitos ao progresso, mesmo na ausência da vestimenta física.
VIDA FUTURA
     Baseando-nos nas concepções de alma dada por Allan Kardec, podemos esperar as seguintes perspectivas para a vida futura:
    
1. O NADA
     O Niilismo - do lat. nihil, nada, fruto da doutrina materialista - significa ausência de toda a crença. Como a matéria é a única fonte do ser, a morte é considerada o fim de tudo. Os adeptos do materialismo incentivam o gozo dos bens materiais, dizendo que quanto mais usufruirmos deles, mais felizes seremos. Como se vê, a conseqüência do niilismo é a corrida em busca do dinheiro, da projeção social e do bem-estar material.
    
2. ABSORÇÃO NO TODO
     O Panteísmo – do grego pan, o todo, e Theos, Deus – significa absorção no todo. De acordo com essa doutrina, o Espírito, ao encarnar, é extraído do todo universal; individualiza-se em cada ser durante a vida e volta, por efeito da morte, à massa comum. As conseqüências morais dessa doutrina são semelhantes às do materialismo, pois ir para o todo, sem individualidade e sem consciência de si, é como não existir.
    
3. CÉU E INFERNO
     O Dogmatismo Religioso afirma que a alma, independente da matéria, é criada por ocasião do nascimento do ser; sobrevive e conserva a individualidade após a morte. A sua sorte já está determinada: os que morreram em "pecado" irão para o fogo eterno; os justos, para o céu, gozar as delícias do paraíso. Essa visão deixa sem respostas uma série de anomalias que acompanham a humanidade, como, por exemplo, os aleijões e a idiotia.
    
4. PROGRESSO ININTERRUPTO DO ESPÍRITO
     Para o Espiritismo, a vida espiritual é a vida normal; a vida corpórea é uma fase temporária em que o Espírito se reveste de um envoltório material e de que se despe por ocasião da morte. O Espiritismo mostra-nos que o Espírito, independente da matéria, foi criado simples e ignorante. Todos partiram do mesmo ponto, sujeitos à lei do progresso. Aqueles que praticam o bem evoluem mais rapidamente e fazem parte da legião dos "anjos", dos "arcanjos" e dos "querubins". Os que praticam o mal recebem novas oportunidades de melhoria, através das inúmeras encarnações. Importa salientar que uma vez no mundo dos Espíritos, eles continuam com sua individualidade, sujeita a um ininterrupto progresso.
CONCLUSÃO
     A imortalidade da alma é um fato concreto. Cabe-nos, assim, com o auxílio das explicações racionais e convincentes do Espiritismo, pautar a nossa vida segundo os ensinamentos morais deixados por Jesus.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
     KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed. São Paulo: Feesp, 1995.
     KARDEC, A. Obras Póstumas. 15. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1975.
     GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, [s.d. p.]
     São Paulo, maio de 2006
Fonte:
Centro Espírita Ismael
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Reencarnação
A reencarnação e suas fontes históricas
    
A crença na reencarnação já faz parte das religiões orientais há milhares de anos.
         Mas e no Ocidente? A idéia de reencarnação pode ser encontrada na Bíblia?
     Não podemos confundir reencarnação com ressurreição e nem com metempsicose. A reencarnação propriamente dita é a volta da alma ao plano físico, em um novo corpo material. A ressurreição é tese superada e não encontra respaldo nos princípios da lógica mais elementar. Como conceber que um corpo já transformado em "simples pó" pode retornar a sua forma antiga e, de novo, servir de instrumento ao espírito? Isso, por certo, contraria também os princípios mais elementares da ciência.
     A metempsicose é uma palavra de origem grega – metempsycosis – que significa a transmigração do espírito de um corpo para outro. Na Índia, até nossos dias, admite-se a reencarnação da alma em corpos humanos, podendo a mesma retroagir e reencarnar em corpos de animais. Pela teoria da metempsicose, as reencarnações dos espíritos se processam em corpos humanos, mas também em corpos de animais.
Perante o espiritismo, dentro da mais cristalina lógica, a alma não pode regredir. Pode estacionar, mas a evolução do espírito não admite retrocesso. Assim sendo, o espiritismo admite a reencarnação como o processo das existências sucessivas, retomando o espírito o vaso físico, mas do mesmo ponto evolutivo em que se encontra para um novo aprendizado ou para restabelecer o equilíbrio perdido em fases pretéritas.
Historicamente falando, a teoria da reencarnação é tão antiga como a história do próprio homem. Atribui-se à metempsicose o dealbar da teoria da reencarnação. Os povos orientais sempre se mostraram sensíveis à crença na reencarnação, aceitando-a e atribuindo-lhe um grande destaque religioso. O budismo e várias seitas hindus sempre acataram a reencarnação da alma.
     O mesmo podemos dizer dos primeiros cristãos, dos antigos egípcios e dos antigos gregos, que tinham na reencarnação um dos pontos básicos de suas crenças. No Tibet, o Dalai Lama é considerado a reencarnação do seu antecessor. Pitágoras, o grande matemático (qual o estudante que não se recorda do teorema de Pitágoras?), afirmava ter sido, em encarnações passadas, Euforbos, filho de Pantos. Sócrates e Platão, eminentes filósofos da velha Grécia, eram adeptos dos princípios espiritualistas e admitiam plenamente a tese da reencarnação. Os judeus também eram reencarnacionistas.
    
A reencarnação na Bíblia
     No evangelho de Mateus (16:13), há referência expressa sobre a reencarnação. Vejamos: quando Jesus chegou às portas da Caesarea Philippi, perguntou aos seus discípulos: quem os homens dizem que eu sou? Eles responderam: "uns dizem que tu és João Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias ou um dos profetas". Essa resposta indica que os judeus acreditavam na imortalidade da alma e na sua reencarnação.
     Também célebres figuras da Roma antiga eram notoriamente adeptos da reencarnação. Cícero, Virgílio, Ovídio e o próprio Julio Cesar defendiam os princípios da imortalidade da alma e do seu regresso à matéria. Os Celtas, que habitavam um território que se estendia do País de Gales à França, também incorporaram à sua cultura a teoria reencarnacionista.
     O próprio Kardec reconhecia ter sido, em uma de suas encarnações, um sacerdote druida, motivo que fez com que adotasse o pseudônimo Allan Kardec. Sim, meus amigos, incontáveis relatos de reencarnação estão consignados na Bíblia Sagrada e também são expressivos e valiosos os depoimentos de grandes santos e doutores da igreja.
    
A reencarnação e a Igreja
     Orígenes, sábio cristão e mestre da igreja, ensinava que "todas as almas chegam a este mundo fortalecidas pelas vitórias ou debilitadas pelas derrotas de uma vida pregressa.
     O seu lugar neste planeta é determinado por seus méritos ou deméritos do passado". Essa assertiva do sábio Orígenes traduz sua ampla confissão da sua crença viva na reencarnação da alma.
     São Clemente, de Alexandria, era adepto fervoroso da teoria da reencarnação e isso pode ser facilmente encontrado em muitos de seus escritos.
     Em favor da teoria reencarnacionista, São Gregório, Bispo de Nissa, afirmou que "a alma precisa purificar-se e isso não acontecendo durante a vida na Terra, deve ser realizado em outras vidas futuras".
     Santo Agostinho, no seu livro Confissões, chegou a interpelar a si mesmo: "não vivi em outro corpo antes de entrar no ventre de minha mãe?" Eis aqui provada, por sua própria confissão, a crença de Santo Agostinho na sua própria reencarnação.
     Somente em 553, durante o Concílio de Constantinopla, graças às artimanhas da imperatriz Theodora, que exerceu forte influência em seu esposo – o Imperador Justiniano –, é que a reencarnação tornou-se heresia e seus adeptos passaram a ser perseguidos. Apesar disso e das perseguições que se seguiram aos então considerados "hereges", muitos doutores da igreja continuaram acreditando e divulgando os legítimos princípios da reencarnação. Em nossos dias, no seio da igreja contemporânea, cultos sacerdotes, em caráter sigiloso, continuam aceitando a tese reencarnacionista. Conheci o prezado e saudoso padre Gregório. Cheguei a dialogar com o mesmo e confessou-me ele que aceitava a reencarnação do espírito e, para minha maior alegria, tirou do bolso de sua batina e mostrou-me uma foto do nosso Chico Xavier. Sim, meus amigos, o espiritismo tem como pedra angular a reencarnação que, racionalmente, explica todos os meandros da evolução do espírito.
Fonte:
Revista Cristã de Espiritismo - ed.08
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Crianças índigo e cristal
Entrevista de Divaldo Pereira Franco ao Programa Televisivo O Espiritismo Responde, da União Regional Espírita – 7ª Região, Maringá, em 21.03.2007.
    
Espiritismo Responde - Um de seus mais recentes livros publicados tem por título "A Nova Geração: A visão Espírita sobre as crianças índigo e cristal". Quem são as crianças índigo e cristal?
    
Divaldo – Desde os anos 70, aproximadamente, psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos começaram a notar a presença de uma geração estranha, muito peculiar.
             Tratava-se de crianças rebeldes, hiperativas que foram imediatamente catalogadas como crianças patologicamente necessitadas de apoio médico. Mais tarde, com as observações de outros psicólogos chegou-se à conclusão de que se trata de uma nova geração. Uma geração espiritual e especial, para este momento de grande transição de mundo de provas e de expiações que irá alcançar o nível de mundo de regeneração.
             As crianças índigo são assim chamadas porque possuem uma aura na tonalidade azul, aquela tonalidade índigo dos blue jeans (Dra. Nancy Ann Tape).
             O índigo é uma planta da Índia (indigofera tinctoria), da qual se extrai essa coloração que se aplicava em calças e hoje nas roupas em geral. Essas crianças índigo sempre apresentam um comportamento sui generis.
             Desde cedo demonstram estar conscientes de que pertencem a uma geração especial. São crianças portadoras de alto nível de inteligência, e que, posteriormente, foram classificadas em quatro grupos: artistas, humanistas, conceituais e interdimensionais ou transdimensionais.
             As crianças cristal são aquelas que apresentam uma aura alvinitente, razão pela qual passaram a ser denominadas dessa maneira.
             A partir dos anos 80, ei-las reencarnando-se em massa, o que tem exigido uma necessária mudança de padrões metodológicos na pedagogia, uma nova psicoterapia a fim de serem atendidas, desde que serão as continuadoras do desenvolvimento intelecto-moral da Humanidade.
    
ER – Essas crianças não poderiam ser confundidas com as portadoras de transtornos da personalidade, de comportamento, distúrbios da atenção? Como identificá-las com segurança?
    
Divaldo - Essa é uma grande dificuldade que os psicólogos têm experimentado, porque normalmente existem as crianças que são portadoras de transtornos da personalidade (DDA) e aquelas que, além dos transtornos da aprendizagem, são também hiperativas (DTAH), mas os estudiosos classificaram em 10 itens as características de uma criança índigo, assim como de uma criança cristal.
             A criança índigo tem absoluta consciência daquilo que está fazendo, é rebelde por temperamento, não fica em fila, não é capaz de permanecer sentada durante um determinado período, não teme ameaças...
             Não é possível com essas crianças fazermos certos tipos de chantagem. É necessário dialogar, falar com naturalidade, conviver e amá-las.
             Para tanto, os especialistas elegem como métodos educacionais algumas das propostas da doutora Maria Montessori, que criou, em Roma, no ano de 1907, a sua célebre Casa dei Bambini, assim como as notáveis contribuições pedagógicas do Dr. Rudolf Steiner. Steiner é o criador da antroposofia. Ele apresentou, em Stuttgart, na Alemanha, os seus métodos pedagógicos, a partir de 1919, que foram chamados Waldorf.
             A partir daquela época, os métodos Waldorf começaram a ser aplicados em diversos países. Em que consistem? Amor à criança. A criança não é um adulto em miniatura. É um ser que está sendo formado, que merece o nosso melhor carinho. A criança não é objeto de exibição, e deve ser tratada como criança. Sem pieguismo, mas também sem exigências acima do seu nível intelectual.
             Então, essas crianças esperam encontrar uma visão diferenciada, porque, ao serem matriculadas em escolas convencionais, tornam-se quase insuportáveis. São tidas como DDA ou DTAH. São as crianças com déficit de atenção e hiperativas. Nesse caso, os médicos vêm recomendando, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, a Ritalina, uma droga profundamente perturbadora. É chamada a droga da obediência.
             A criança fica acessível, sim, mas ela perde a espontaneidade. O seu cérebro carregado da substância química, quando essa criança atinge a adolescência, certamente irá ter necessidade de outro tipo de droga, derrapando na drogadição.
             Daí é necessário muito cuidado.
             Os pais, em casa (como normalmente os pais quase nunca estão em casa e suas crianças são cuidadas por pessoas remuneradas que lhes dão informações, nem sempre corretas) deverão observar a conduta dos filhos, evitar punições quando errem, ao mesmo tempo colocando limites. Qualquer tipo de agressividade torna-as rebeldes, o que pode levar algumas a se tornar criminosos seriais. Os estudos generalizados demonstram que algumas delas têm pendores artísticos especiais, enquanto outras são portadoras de grandes sentimentos humanistas, outras mais são emocionais e outras ainda são portadoras de natureza transcendental.
             Aquelas transcendentais, provavelmente serão os grandes e nobres governantes da Humanidade no futuro.
             As artísticas vêm trazer uma visão diferenciada a respeito do Mundo, da arte, da beleza. Qualquer tipo de punição provoca-lhes ressentimento, amargura que podem levar à violência, à perversidade.
    
ER – Você se referiu às características mentais, emocionais dessas crianças. Elas têm alguma característica física própria? Você tem informação se o DNA delas é diferente?
    
Divaldo - Ainda não se tem, que eu saiba, uma especificação sobre ela, no que diz respeito ao DNA, mas acredita-se que, através de gerações sucessivas, haverá uma mudança profunda nos genes, a fim de poderem ampliar o neocórtex, oferecendo-lhe mais amplas e mais complexas faculdades. Tratando-se de Espíritos de uma outra dimensão, é como se ficassem enjauladas na nossa aparelhagem cerebral, não encontrando correspondentes próprios para expressar-se. Através das gerações sucessivas, o perispírito irá modelar-lhes o cérebro, tornando-o ainda mais privilegiado.
             Como o nosso cérebro de hoje é um edifício de três andares, desde a parte réptil, à mamífera e ao neocórtex que é a área superior, as emoções dessas crianças irão criar uma parte mais nobre, acredito, para propiciar-lhes a capacidade de comunicar-se psiquicamente, vivenciando a intuição.
             Características físicas existem, sim, algumas. Os estudiosos especializados na área, dizem que as crianças cristal têm os olhos maiores, possuem a capacidade para observar o mundo com profundidade, dirigindo-se às pessoas com certa altivez e até com certo atrevimento... Têm dificuldade em falar com rapidez, demorando-se para consegui-lo a partir dos 3 ou dos 4 anos. Entendemos a ocorrência, considerando-se que, vindo de uma dimensão em que a verbalização é diferente, primeiro têm que ouvir muito para criar o vocabulário e poderem comunicar-se conosco. Então, são essas observações iniciais que estão sendo debatidas pelos pedagogos.
    
ER– Com que objetivo estão reencarnando na Terra?
    
Divaldo - Allan Kardec, com a sabedoria que lhe era peculiar, no último capítulo do livro A Gênese, refere-se à nova geração que viria de uma outra dimensão. Da mesma forma que no tempo do Pithecanthropus erectus vieram os denominados Exilados de Capela ou de onde quer que seja, porque há muita resistência de alguns estudiosos a respeito dessa tese, a verdade é que vieram muitos Espíritos de uma outra dimensão. Foram eles que produziram a grande transição, denominada por Darwin como o Elo Perdido, porque aqueles Espíritos que vieram de uma dimensão superior traziam o perispírito já formado e plasmaram, nas gerações imediatas, o nosso biótipo, o corpo, conforme o conhecemos.
             Logo depois, cumprida a tarefa na Terra, retornaram aos seus lares, como diz a Bíblia, ao referir-se ao anjo que se rebelara contra Deus – Lúcifer.
             Na atualidade, esses lucíferes voltaram. Somente que, neste outro grande momento, estão vindo de Alcione, uma estrela de 3ª. grandeza do grupo das plêiades, constituídas por sete estrelas, conhecidas pelos gregos, pelos chineses antigos e que fazem parte da Constelação de Touro.
             Esses Espíritos vêm agora em uma missão muito diferente dos capelinos.
             É claro que nem todos serão bons. Todos os índigos apresentarão altos níveis intelectuais, mas os cristais serão, ao mesmo tempo, intelectualizados e moralmente elevados.
    
ER – Já que eles estão chegando há cerca de 20, 30 anos, nós temos aí uma juventude que já está fazendo diferença no Mundo?
    
Divaldo – Acredito que sim. Podemos observar, por exemplo, e a imprensa está mostrando, nesse momento, gênios precoces, como o jovem americano Jay Greenberg considerado como o novo Mozart. Ele começou a compor aos quatro anos de idade. Aos seis anos, compôs a sua sinfonia. Já compôs cinco. Recentemente, foi acompanhar a gravação de uma das suas sinfonias pela Orquestra Sinfônica de Londres para observar se não adulteravam qualquer coisa.
             O que é fascinante neste jovem, é que ele não compõe apenas a partitura central, mas todos os instrumentos, e quando lhe perguntam como é possível, ele responde: "Eu não faço nenhum esforço, está tudo na minha mente".
             Durante as aulas de matemática, ele compõe música. A matemática não lhe interessa e nem uma outra doutrina qualquer. É mais curioso ainda, quando afirma que o seu cérebro possui três canais de músicas diferentes. Ele ouve simultaneamente todas, sem nenhuma perturbação. Concluo que não é da nossa geração, mas que veio de outra dimensão.
             Não somente ele, mas muitos outros, que têm chamado a atenção dos estudiosos. No México, um menino de seis anos dá aulas a professores de Medicina e assim por diante... Fora aqueles que estão perdidos no anonimato.
    
ER – O que você diria aos pais que se encontram diante de filhos que apresentam essas características?
    
Divaldo - Os técnicos dizem que é uma grande honra tê-los e um grande desafio, porque são crianças difíceis no tratamento diário. São afetuosas, mas tecnicamente rebeldes. Serão conquistadas pela ternura. São crianças um pouco destrutivas, mas não por perversidade, e sim por curiosidade.
             Como vêm de uma dimensão onde os objetos não são familiares, quando vêem alguma coisa diferente, algum objeto, arrebentam-no para poder olhar-lhes a estrutura.
             São crianças que devemos educar apelando para a lógica, o bom tom.
             A criança deve ser orientada, esclarecida, repetidas vezes.
             Voltarmos aos dias da educação doméstica, quando nossas mães nos colocavam no colo, falavam conosco, ensinavam-nos a orar, orientavam-nos nas boas maneiras, nas técnicas de uma vida saudável, nos falavam de ternura e nos tornavam o coração muito doce, são os métodos para tratar as modernas crianças, todas elas, índigo, cristal ou não.
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Animismo
     Questão que sempre gerou confusão ente os médiuns, principalmente os iniciantes, o animismo sempre foi visto como uma ocorrência negativa, uma falha do médium. Cabe-nos, portanto lançar um olhar mais profundo sobre o tema visando esclarecer o assunto.
     Desde dos primeiros passos do estudo psico-espiritual que este tema vem sendo analisado. No século passado o sábio russo Alexander Aksakof fez uma das primeiras classificações dos fenômenos mediúnicos, dividindo-os em três categorias:
             1. “Fenômenos explicáveis unicamente pelas funções clássicas da
subconsciência (pré-consciência) e que, portanto, se situam nos domínios da psicologia - personismo (Aksakof), fenômenos subliminais
(Myers), automatismo psicológico (Janet).”
             2. Fenômenos explicáveis pelo que hoje denominamos funções Psi ou, como diziam os metapsiquistas: ”as faculdades supranormais da subconsciência”.
             3. “Fenômenos de personismo e de animismo na aparência, porém reconhecem uma causa extra-mediúnica, supraterrestre, isto é, fora da esfera de nossa existência”.
     O animismo, segundo a classificação de Aksakof, estaria enquadrada no segundo item, caracterizando-se como manifestação do campo da parapsicologia. No primeiro item estariam as manifestações psicológicas e no último os fenômenos mediúnicos propriamente ditos.
     Dentro do conceito espírita, podemos definir animismo sobre dois prismas. O primeiro, segundo a definição de Martins Peralva: “Animismo é o fenômeno pelo qual a pessoa arroja ao passado os próprios sentimentos,
”, o segundo, na definição de Richard Simonetti: “é algo da alma do próprio médium interferindo no intercâmbio”. Ambas as definições estão corretas, diferindo apenas no grau de interferência do espírito do médium. E também em ambos os casos, é importante lembrar que quando nos referimos à interferência, falamos de ação não voluntária, portanto não devemos confundir com mistificação onde há a intenção de enganar. Esta interferência muitas vezes é tão sutil que se torna complexo o trabalho de distinguir a origem da comunicação. Isto se deve ao fato de que tanto encarnados quanto desencarnados “respiram” em semelhante ambiente evolutivo, pois se assim não fosse o intercâmbio entre os dois planos seria impossível.
     Para facilitar nossa exposição e atendendo a questões didáticas, vamos distinguir dois grupos de comunicações espirituais:
             · Fator Anímico –É aquele em que o médium, involuntariamente, transmite comunicações da própria alma;
             · Fator Espíritico – são os mediúnicos, propriamente ditos, onde o médium recebe comunicações de espíritos desencarnados;
     Lembremos que, embora no animismo não exista comunicação externa, ainda assim não deixa de ser um espírito que se comunica, e este está necessitando de auxílio, portanto cabe ao dirigente da reunião mediúnica usar de todo carinho fraterno para ajudar aquele espírito. Conforme nos relata André Luiz, na obra Nos domínios da Mediunidade: “Sem dúvida em tais momentos, é alguém que volta do pretérito a comunicar-se com o presente, porque, ao influxo das recordações penosas de que se vê assaltada, centraliza todos os seus recursos mnemônicos tão somente no ponto nevrálgico em que viciou o pensamento. ... para nós, é uma enferma espiritual, uma consciência torturada, exigindo amparo moral e cultural para a renovação íntima, única base sólida que lhe assegurará o reajustamento definitivo.” Também é preciso cuidado do doutrinador na hora de classificar uma comunicação de anímica, para está análise recorremos a Kardec no Livro dos Médiuns, capítulo XIX, questão 223 § 3 : "Como distinguir se o Espírito que responde é o do médium ou se é outro Espírito?
- Pela natureza das comunicações. Estuda as circunstâncias e a linguagem e distinguirás".
     Normalmente o fator causador do animismo é a fixação mental, ou seja, pessoas, fatos, objetos ou situações nos quais fixamos nosso pensamento, devotando-lhes grande atenção, isto faz com que guardemos vínculos que podem perdurar durante longo tempo e gerar desequilíbrios que precisam ser sanados e fazem com que o espírito do médium - assim como qualquer outro espírito em desarmonia - precise de ajuda e recorra aos grupos mediúnicos quando tem a oportunidade.
     No caso do animismo em médiuns principiantes, este fenômeno é natural e esperado, em face da pouca experiência dos mesmos, o estudo aliado à continuidade do trabalho no grupo fará com que o iniciante adquira mais segurança e controle de sua mediunidade, solucionando este obstáculo.
     Como pudemos verificar, não há razão para o preconceito quanto ao animismo, ele é uma manifestação espiritual autêntica e deve ser tratado como tal, cabendo, entretanto aos médiuns, superar o estágio do animismo, através do devotamento ao estudo, juntamente com o incessante esforço de disciplina moral, pois nenhum médium conseguirá realizar adequadamente o mandato mediúnico se perseverar na ignorância, na mistificação, no animismo e se olvidar o esforço próprio dirigido à sua ascensão espiritual.
     Fontes:
             Aksakof, Alexander. Animismo e Espiritismo. (1985) FEB.
             Luiz, André. Nos Domínios da Mediunidade. (2002) FEB.
             Luiz, André. Mecanismos da Mediunidade. (2002) FEB.
             Kardec, Allan. O Livro dos Médiuns. (1999). LAKE.
             Peralva, Martins. Estudando a Mediunidade. (1987) FEB.
             Simonetti, Richard. Mediunidade – Tudo o que você precisa saber. (2003). CEAC.
     Pensamentos:
             O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.
                         Emmanuel/Chico Xavier
             Na companhia sublime
             Do amigo Excelso e Imortal,
             Nós somos semeadores
             Da terra espiritual.
                         Casimiro Cunha/Chico Xavier
Fonte: Terra Espiritual
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Aeróbus
     O aeróbus é um carro suspenso do solo a uma altura de cinco metros, do tipo funicular, em que o sistema de tração é por meio de cabos, como os teleféricos. Constituído de material muito flexível, tinha ele enorme comprimento e parecia ligado a fios invisíveis. Muito veloz, constituía na época o meio de locomoção mais usado na colônia.
Fonte:
O Consolador
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Lei de Afinidades
     Estamos sempre em relação com os Espíritos, que não são outra coisa senão as almas dos homens que deixaram os corpos pelas portas da morte. Os corpos se desfazem no túmulo e seus elementos voltam à condição original que tinham ao se unirem na formação carnal e vão formar outras matérias, novos corpos, no incomparável laboratório da natureza. Mas o espírito, o ser causal da vida corpórea, esse que detêm a chama da inteligência, o psiquismo, as emoções, não morre. Seria antes uma obra da desinteligência divina, uma prova de limitação e não da perfeição absoluta do Autor da Vida, a criação do espírito para nada. Estaria o Criador tornando nula a criação.
     Por isso é que a vida continua estuante, além da morte física. E assim como nos mantemos em interativa atividade com as pessoas afins, que comungam as mesmas idéias, que compartilham os mesmos gostos, sentimentos e inclinações, estamos também em diuturna relação com os desencarnados que cultivam, no mundo espiritual, os nossos mesmos pensamentos e sensações.Quando encarnados, somos atraídos para grupos sociais semelhantes cujos integrantes apresentam caracteres morais parecidos com os nossos. Por isso, atraem-se por simpatia mútua as turmas dos viciados, dos jogadores, dos mentirosos, dos trapaceiros, dos preguiçosos e dos sensuais. Estão ligados pelas qualidades viciosas, ou seja, sintonizados pelos pensamentos e sentimentos comuns a cada grupo. Onde quer que se encontrem se identificam, se completam e se comprazem na exteriorização das suas tendências, dos seus gostos
     Pelo mesmo processo inverso das afinidades; pelas antipatias; os espíritos também se repelem. Não é comum a convivência de viciados com virtuosos, a não ser pelas naturais necessidades das leis de amor, de sociedade, de trabalho e de progresso, que regem a evolução em todos os degraus. Mas não para as mesmas práticas viciosas nem com os mesmos propósitos de ociosidade. As pessoas votadas à prática do bem, os caridosos, os não-violentos, os não-viciados se atraem pelos aspectos enobrecedores da vida. Esforçam-se por combater suas imperfeições e viciações que identificam pela autocrítica, gerando com isso uma afinidade com os desencarnados que se lhes associam também os propósitos.
     Nem por isso estão a salvo da influência dos maus que não lhes compartilham os ideais de mudança e até os repelem, porque não têm a coragem de lutar contra os vícios nos quais se comprazem. Mas terão sem dúvida a simpatia e o apoio das falanges do bem, aumentando sempre o grupo dos amigos afins entre os encarnados e desencarnados que torcem pelas suas conquistas morais e participam das suas lutas e alegrias espirituais. Quem deseje saber que tipo de espírito ou espíritos têm por sócios dos seus pensamentos e sentimentos, basta examinar a própria conduta, a maneira como se compor na solidão ou nas relações na sociedade em que vive. Para sintonizar com os espíritos elevados é indispensável elevar também o teor das vibrações, operando
o radar das boas idéias e atitudes. Quem ama, sincroniza com as ondas do amor, onde quer que elas circulem. Quem odeia, estará ligado ao ódio.
     Por isso é que Jesus recomendou que se amasse o próprio inimigo, para não tê-lo na sintonia inferior da mágoa, do ressentimento nem da vingança. Se entramos na onda do desequilibrado, estaremos também participando do desequilíbrio. Os crimes e tragédias que alimentam o noticiário policial do dia-a-dia resultam geralmente dessa sintonia, dessa afinidade de pensar e sentir. Assim também ocorre com os que se identificam pelo bem: esses realizam as grandes obras de amor. Afirma Divaldo Franco que os espíritos nos identificam pelo odor das nossas emissões psíquicas, assim como o cão localiza a caça pelo odor que ela deixa no rastro.
Fonte:
Terra Espiritual
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Água Fluidificada
O que é Água Fluidificada
     A água fluidificada é a água normal, acrescida de fluidos curadores. Em termos de Espiritismo, entende-se por água fluidificada aquela em que fluidos medicamentosos são adicionados à água. É a água magnetizada por fluidos.
Quem faz a fluidificação da água?
     Em geral, são os Espíritos desencarnados que, durante as sessões de fluidoterapia, fluidificam a água, mas a água pode ser magnetizada tanto pelos fluidos espirituais quanto pelos fluidos dos homens encarnados, assim como ocorre com os passes, sendo necessário, para isso, da parte do indivíduo que irá realizar a fluidificação, a realização de preces e a imposição das mãos, a fim de direcionar os fluidos para o recipiente em que se encontrar a água.
Como é feita a fluidificação da água?
     A água é um dos corpos mais simples e receptivos da Terra. É como que a base pura, em que a medicação Espiritual pode ser impressa. O processo é invisível aos olhos mortais, por isso, a confiança e a fé do paciente são partes essenciais para que tratamento alcance o efeito desejado. A água é um ótimo condutor de força eletro-magnética e absorverá os fluidos sobre ela projetados, conserva-los-á e os transmitirá ao organismo doente, quando ingerida. A água fluidificada expande os átomos físicos, ocasionando a entrada de átomos espirituais, ainda desconhecidos, e que servem para ajudar na cura.
Como Fluidificar a Água
     Segue as orientações dadas pelos irmãos espirituais na Associação Centro Espírita Adolfo Bezerra de Menezes - CEABEM, é possível que outras casas tenham outros métodos.
             1 - Colocar a água em um recipiente transparente (garrafa ou outra vasilha), mantendo-a fechada. Se a água for para uma única pessoa não precisa colocar o nome, mas se desejar que outras pessoas também a bebam, colocar o nome de quem vai utilizar a água.
             2 - Se puder, leve a um Centro Espírita e solicite aos dirigentes da Instituição ou a um trabalhador para orientar sobre a fluidificação da água.
             3 - Caso não possa ir a um Centro Espírita, você mesmo pode fluidificar, seguindo a seguinte orientação:
                     Colocar a água no recipiente, se para mais de uma pessoa colocar os nomes; Em casa mesmo, se tiver, faça a leitura de parte do Evangelho ou de uma Bíblia, em seguida peça a Jesus e a espiritualidade, ou aos santos, conforme a sua crença, para que eles fluidifiquem aquela água, que será o remédio para as doenças do corpo e do espírito. Se quiser, durante a prece imponha as mãos sobre o recipiente, como se estivesse aplicando um passe na água e depois é só beber.
     4 - Se for tomar a água por muito tempo, sempre que o recipiente estiver secando, com uma lâmina com cerca de um ou dois dedos d!àgua, complete o recipiente e continue bebendo.
Tipos de fluidificação da água
     Fluidificação Magnética: É aquela em que fluidos medicamentosos são adicionados na água por ação magnética da pessoa (encarnada) que coloca suas mãos sobre o recipiente com água e projeta seus próprios fluidos. Fluidicação Espiritual: É aquela em que os Espíritos aplicam fluidos (sem intermediários) diretamente sobre os frascos com água. Na Fluidificação Espiritual a água não recebe fluidos magnéticos do indivíduo encarnado, mas somente os trazidos pelos Espíritos. A Fluidificação Espiritual é a mais comumente utilizada nos Centros Espíritas.
     Fluidificação Mista: É uma modalidade de fluidificação onde se misturam os fluidos do indivíduo encarnado com os fluidos trazidos pelos Espíritos. Como vimos, o processo de fluidificação da água independe da presença de médiuns curadores, pois os Espíritos podem aplicar os fluidos sem intermediários, diretamente sobre os frascos com água, além disso, qualquer pessoa pode fluidificar a água, basta ter fé e concentrar-se naquilo que estiver fazendo, projetando assim os seus próprios fluidos e recebendo o auxílio da Espiritualidade amiga, sempre presente.
Ação da água fluidificada no organismo
     A água é uma molécula polar composta e é facilmente absorvida no nosso organismo. Por isso e aproveitando-se de algumas de suas propriedades (tensão superficial, condutividade elétrica e susceptibilidade magnética), é usada como agente do tratamento de fluidoterapia.
     Todas as reações que acontecem no nosso organismo são em soluções aquosas, e as proteínas, membranas, enzimas, mitocôndrias e hormônios somente são funcionais na presença desta substância (água).
     A ciência denomina a água de “Líquido Vital”. Uma vez fluidificada e ingerida, a água pode provocar os seguintes efeitos:
     Inibição da formação de radicais livres, ou seja, diminuição dos processos oxidativos celulares, diminuição da taxa de produção de gás carbônico, aceleração dos processos de fagocitose, incremento na produção de linfócitos (células de defesa); Observa-se na membrana celular uma maior mobilidades de íons Sódio e Potássio, melhorando o processo de osmose celular, tendo um efeito rejuvenescedor no organismo. Há uma distribuição no mecanismo de transporte de vários tipos de cátions, como é o caso do cálcio; Efeitos sobre os hormônios receptores, ativação dos linfócitos por antígenos e várias lecitinas. O processo de polarização magnética induzida (imantação) da água no organismo produz a captura e precipitação do cálcio em excesso no meio celular; Reposição da energia espiritual, renovando a estrutura perispiritual. A terapêutica com a água fluidificada traz muitos benefícios ao organismo, apesar de não poder parar ou regredir as doenças geradas por resgates, doenças crônicas e degenerativas, porém facilita a ação medicamentosa e tem se mostrado eficiente na cura das doenças psicossomáticas.
Conclusão
     A água fluidificada, portanto, é uma água magnetizada, principalmente, pelos Espíritos, contendo, assim, alterações ocasionadas pelos fluidos salutares ali colocados e direcionados para o equilíbrio de alguma enfermidade física ou espiritual.
     Para cada paciente o fluido medicamentoso será específico não só para a sua enfermidade física, mas também para as necessidades espirituais de cada um. Deve ser usada como um medicamento. Manda o bom senso que não se utilize remédios sem necessidade, portanto, da mesma maneira, só deve usar a água fluidificada quem de fato estiver necessitando dela. Tudo em excesso faz mal, não é mesmo.
     Fonte: Mediunidade Sem Preconceito. Autor: Edvaldo Kulcheski
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Anjo da Guarda
    
Anjo – Segundo sua etimologia significa "mensageiro" e por decorrência "mensageiro de Deus". Ser espiritual que exerce o ofício de mensageiro entre Deus e os homens. A palavra anjo desperta geralmente a idéia da perfeição moral; não obstante, é freqüentemente aplicada a todos os seres, bons e maus, que não pertencem à Humanidade.
    
Anjo da guarda – Espírito celeste que se crê velar sobre cada pessoa, afastando-a do mal e inclinando-a para o bem; anjo custódio. Espírito protetor, anjo da guarda, ou bom gênio, é o que tem por missão acompanhar o homem na vida e ajudá-lo a progredir. É sempre de natureza superior, com relação ao protegido.
    
Simbologia – Segundo muitos autores, os atributos conferidos aos anjos são considerados como símbolos de ordem espiritual. Outros, ainda, vêem nos anjos símbolos das funções divinas, símbolos das relações de Deus com as criaturas, ou, ao contrário, símbolos das funções humanas sublimadas ou de aspirações insatisfeitas e impossíveis. (Chevalier, 1998)
1. HISTÓRICO
     Nosso ponto de partida é o daemon socrático. Após os juízes o considerarem culpado de corromper a juventude da Atenas, Sócrates explicou por que não pretendia contestar-lhes a sentença: dizia que sempre que tinha algo para fazer, havia uma voz que o impedia, caso sua ação não fosse útil. Na sentença, não ouviu o sinal costumeiro e, portanto, deduziu que a sua morte deveria trazer-lhe com certeza um bom resultado.
     A Bíblia não faz nenhuma alusão aos anjos da guarda. Todavia, segundo Enoc (100,5), os santos e os justos possuem seus protetores. Cada fiel é assistido por um anjo, dirá Basílio; este anjo guia-lhe a vida, sendo ao mesmo tempo seu pedagogo e protetor.
     Até o aparecimento de Gregório, o "Taumaturgo", ou fazedor de milagres, no século III, o guia e protetor dos cristãos era o Espírito Santo, principalmente depois da experiência de Pentecostes. Gregório, em seu Panegírico,confessou-se o afortunado e possuidor de "certo companheiro divino, condutor e guarda benéfico". O Cristianismo passou a adotar as suas idéias. Como o Cristianismo fazia parte da tradição judaica, preferiu-se usar o termo "anjo" ao daemon pagão, que afinal, assumiria a conotação totalmente sinistra: agente do diabo.
     Na linha histórica da influência de um hóspede desconhecido sobre a humanidade, podemos citar a missão em que se achava investida Joana d’Arc, que era a de libertar a França do domínio inglês. Winston Churchill, Jung, Abrão Lincoln e muitos outros fazem também alusão a essa voz que os guia no caminho de suas vidas. (Inglis, 1995, p. 17 a 46)
2. A DOUTRINA DOS ANJOS DA GUARDA
    
2.1. MISSÃO DO ESPÍRITO PROTETOR
     A missão do Espírito protetor é a de um pai para com os filhos: conduzir o seu protegido pelo bom caminho, ajudá-lo com os seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida. O Espírito protetor é ligado ao individuo desde o nascimento até a morte, e freqüentemente o segue depois da morte, na vida espiritual, e mesmo através de numerosas existências corpóreas, porque essas existências não são mais do que fases bem curtas da vida do Espírito.
    
2.2. CONSOLO DA ALMA
     Não é um grande consolo para a nossa alma enfermiça saber que há seres superiores ao nosso lado, que estão ali para nos aconselhar, nos sustentar e nos ajudar a escalar a montanha escarpada do bem? Esses Espíritos se colocam à nossa disposição por ordem de Deus, Assim, há os protetores familiares, os espíritos simpatizantes e um que toma propriamente a responsabilidade de nos conduzir, do nascimento à morte: o anjo da guarda. Basta apenas que tenhamos a humildade de pedir-lhes para nos auxiliar em todas as nossas dificuldades, que ainda estamos sujeitos neste mundo de provas e expiações. Quantas vezes o conhecimento desta verdade não nos salvaria dos maus Espíritos? Quantas vezes nos ajudariam nos momentos de crise, de ansiedade?
    
2.3. A CONFIANÇA EM NOSSOS PROTETORES ESPIRITUAIS
     Os bons Espíritos estão sempre nos secundando; eles não precisam de trombetas para se fazer notar. Basta apenas nos colocarmos em sintonia com eles, para recebermos os seus avisos salutares. Os avisos, contudo, não vêm como uma ordem, porque se assim fosse delimitaria a nossa própria ação, o uso do nosso livre-arbítrio. Esta doutrina deveria converter os mais incrédulos, por seu encanto por sua doçura. Mas como a maioria das pessoas tem se tornada muito materialistas, elas acabam se esquecendo das verdades mais simples: a existência dos anjos da guarda é uma delas.
3. INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS EM NOSSA VIDA
    
3.1. É MAIOR DO QUE IMAGINAMOS
     Os Espíritos superiores dizem que a influência dos espíritos em nossa vida é maior do que podemos imaginar, porque, em muitas ocasiões, são eles que decidem por nós, sem que o percebamos. A influência dos Espíritos pode ser vista de dois ângulos: de um lado há uma nuvem de Espíritos que nos conduz ao bem; do outro lado, uma nuvem de Espíritos que nos conduz ao mal. Nós ficamos no meio deles, decodificando as suas mensagens. A partir de um certo momento, tomamos uma decisão. Quem poderia afirmar, com certeza, que a decisão não tenha sido feita por eles?
    
3.2. A AFEIÇÃO DOS ESPÍRITOS POR CERTAS PESSOAS
     Os espíritos superiores afeiçoam-se pelas pessoas de bem ou aquelas que querem progredir e combater o mal; os inferiores aproximam-se dos viciosos e dos rebeldes à Lei de Deus. Os bons Espíritos fazem todo o bem possível e se sentem bem com as nossas alegrias. Eles, contudo, afligem-se com os nossos males, principalmente quando não os sabemos sofrer com resignação. As aflições dos bons Espíritos são mais graves quando se tratam de causas morais; para eles, os males físicos são passageiros. Numa crise, os bons Espíritos reerguem a nossa coragem; os maus, incitam-nos ao desespero.
    
3.3. A POSSESSÃO
     A influência dos Espíritos menos felizes, quando muito intensa, pode originar o fenômeno da possessão. Para o senso comum, esta palavra está ligada à tomada do corpo por um Espírito estranho. Segundo o Espiritismo, isso não é possível de ocorrer, porque para cada corpo está destinado um único Espírito. Contudo, no seu sentido metafórico, é a influência persistente que um Espírito imperfeito exerce sobre uma pessoa, dando a impressão que aquela pessoa está dominada por um ser estranho a ela. Embora possa haver a possessão positiva, geralmente ela é vista no sentido negativo, ou seja, a subjugação do encarnado ao império da vontade do Espírito estranho.
4. O APELO AO NOSSO ANJO DA GUARDA
    
4.1. UM COMERCIAL DA TV
     Não faz muito tempo, veiculou-se um comercial televisivo em que de um lado havia a sugestão do diabo e, do outro lado, a do anjo da guarda. No meio desse tiroteio, a pessoa tinha que tomar uma decisão: seguir um dos dois conselhos. É mais ou menos o que acontece com a influência dos Espíritos em nossa vida. A única diferença é que o anjo da guarda está de guarda, ou seja, tentando nos proteger. O demônio só poderá chegar até nós se nós o permitirmos, se abrirmos uma brecha em nossa mente. Caso contrário, ele nem de nós se aproxima, pois não se forma um campo vibratório favorável a tal comunicação.
    
4.2. O ANJO DA GUARDA NUNCA NOS ABANDONA
     Devemos ter sempre em mente que o anjo da guarda é um espírito protetor que quer o nosso bem e a nossa evolução espiritual. Às vezes, parece que ele se afasta de nós. Precisamos verificar se o ocorrido não foi por nossa própria culpa, no sentido de nos afastamos de suas sugestões e de suas inspirações. Lembremo-nos de que, por princípio, os Espíritos superiores nada forçam; eles sempre nos deixam decidir por nós mesmos. Eles podem se afastar momentaneamente, mas nunca nos abandonam de todo.
    
4.3. PRECE AOS ANJOS GUARDIÕES E AOS ESPÍRITOS PROTETORES
     Em qualquer situação de desespero, podemos nos valer da prece para apaziguar a nossa mente conturbada. Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, dá-nos algumas instruções sobre os mais variados tipos de preces. Em se tratando deste tema, transcrevemos uma delas: "Espíritos esclarecidos e benevolentes, mensageiros de Deus, que tendes por missão assistir os homens e conduzi-los pelo bom caminho, sustentai-me nas provas desta vida; dai-me a força de suportá-la sem queixumes; livrai-me dos maus pensamentos e fazei que eu não dê entrada a nenhum mau Espírito que queira induzir-me ao mal. Esclarecei a minha consciência com relação aos meus defeitos e tirai-me de sobre os olhos o véu do orgulho, capaz de impedir que eu os perceba e os confesse a mim mesmo". (Kardec, 1984, p. 330)
5. CONCLUSÃO
     Humilhemo-nos ante os desígnios do Alto. Valhamos-nos das sugestões dos nossos mentores espirituais. Muitas vezes o que nos parece um mal é um bem ulterior que ainda não somos capazes de perceber.
6. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
     CHEVALIER, J., GHEERBRANT, A. Dicionário de Símbolos (mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números). 12. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1998.
     EQUIPE DA FEB. O Espiritismo de A a Z. Rio de Janeiro: FEB, 1995.
     INGLIS, Brian. O Mistério da Intuição. Tradução de Octavio Mendes Cajado. São Paulo: Cultrix, 1995.
     KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.
     KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed. São Paulo: Feesp, 1995.
     São Paulo, maio de 2006
Fonte:
Centro Espírita Ismael
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Apometria
     Na medida em que a humanidade evolui, os véus do desconhecido vão se descortinando e o conhecimento das leis espirituais, que antes era privilégio de poucos, vai sendo revelado abertamente aos pesquisadores isentos de preconceitos.
     A utilização da apometria pode ser considerada como parte da evolução no tratamento espiritual, embora muitos espíritas e espiritualistas ainda não a aceitem ou a utilizem, talvez por falta de uma divulgação adequada e uma maior interação com o assunto.
     A apometria é uma técnica que consiste no desdobramento espiritual (emancipação da alma, viagem astral ou projeção da consciência) por intermédio do comando da mente. "Representa o clássico desdobramento entre os componentes materiais somáticos do homem e sua constituição espiritual", de acordo com a definição do livro Apometria- Novos Horizontes da Medicina Espiritual, escrito pelo médico Vitor Ronaldo Costa e publicado pela Casa Editora O Clarim, em 1997.
     Esse estado de emancipação da alma dá maior possibilidade ao médium de executar as tarefas assistenciais no plano espiritual, por poder expandir, dessa maneira, sua capacidade sensitiva, além de permitir que esteja no mesmo plano de atuação do desencarnado. Ao mesmo tempo, o paciente, que também fica em estado de emancipação, facilita seu atendimento. Isso ocorre porque no plano astral o campo energético, assim como os desequilíbrios, podem ser observados de uma forma mais ampla pela equipe tanto de trabalhadores encarnados como pelos espíritos benfeitores.
     Porém, os estudiosos sérios alertam que não se trata de mediunismo e que deve ser utilizada por pessoas habilitadas, capazes e envolvidas em bons propósitos. "Tenhamos sempre em mente que a apometria é apenas um instrumento auxiliar de manuseio anímico-mediúnico, aplicado com a finalidade de facilitar o acesso do médium à intimidade energética do indivíduo enfermo", relata o médico e autor Vitor Ronaldo. Ele complementa dizendo que a técnica da apometria, quando bem aplicada e sob a cobertura dos bons espíritos, realmente se destaca no diagnóstico de certeza e na condução da terapêutica mais indicada.
    
A descoberta
     Implantada pelo farmacêutico-bioquímico porto-riquenho dr. Luiz Rodrigues, recebeu primeiramente o nome de hipnometria, mas foi fundamentada e desenvolvida cientificamente pelo médico gaúcho dr.José Lacerda de Azevedo.
     Dr. Lacerda nasceu em 12 de junho de 1919, em Porto Alegre. Cursou o Instituto de Belas Artes e depois se formou em medicina pela Universidade do Rio Grande de Sul, em 1950. Antes mesmo de tornar-se doutor, em 1947, casou-se com Yolanda da Cunha Lacerda, uma prima que só veio a conhecer na idade adulta e que se tornou mais tarde sua grande companheira de ideais.
     Cientista e pesquisador nato, dr. Lacerda sempre buscou respostas para o desconhecido e foi esse desafio que o impulsionou a fundamentar cientificamente a apometria.
     Tudo começou no ano de 1965, quando o pesquisador dr. Luiz Rodrigues visitou o Hospital Espírita de Porto Alegre, local onde o dr. Lacerda participava de trabalhos de atendimento socorrista. O médico assistiu duas dessas sessões e ficou impressionado com as demonstrações de hipnometria apresentadas pelo farmacêutico, que não se considerava espírita. Desde então, iniciou sérias investigações sobre o assunto. Resolveu fazer experiências e escolheu sua esposa, Yolanda, para dar início às investigações. Para tanto, cumpriu a metodologia preconizada pelo pesquisador porto-riquenho. Logo constatou a eficiência da técnica, embora tenha preferido adotar a expressão grega Apometria. "APÓ" significa "além de" e "METRON" se refere à "medida" por julgar mais apropriado ao invés de Hipnometria, já que não havia a presença de sono durante a aplicação da técnica.
     Esse foi o ponto de partida para que o médico passasse a pesquisar o assunto cada vez mais, com o objetivo de socorrer os enfermos e implantar a terapêutica espiritual. Mas os estudos cresceram mesmo quando o dr. Lacerda recebeu um convite do então presidente do Hospital Espírita de Porto Alegre, Conrado Ferrari, para assumir a Divisão de Pesquisas e levar em frente os experimentos apométricos. Para que o grupo pudesse intensificar os experimentos o trabalho foi implantado em uma casa, que inicialmente era designada para abrigar os próprios funcionários do hospital. Pelo fato da casa ser rodeada de flores e vegetação exuberante ficou conhecida como a Casa do Jardim Por muitos anos as pesquisas foram crescendo e se aprimorando, mas foi na década de 80 que os trabalhos de apometria se expandiram, principalmente na região sul do país. Em 1990 surgiu a idéia de um encontro de grupos de apometria e, em 1992, o projeto se concretizou. Criou-se a Sociedade Brasileira de Apometria, com o objetivo de promover o intercâmbio entre os grupos e difundir o conhecimento sobre a técnica de Apometria, com o objetivo de promover o intercâmbio entre os grupos e difundir o conhecimento sobre a técnica.
     Em decorrência do empenho em expandir o assunto, o médico gaúcho publicou dois livros: Espírito/Matéria - Novos Horizontes para a Medicina e Energia e Espírito. O primeiro está com a edição esgotada.
     Dr. Lacerda desencarnou em 1997, porém o resultado de seu trabalho permanece.
    
A utilização
     Por intermédio da projeção do perispírito, o médium pode ver e ouvir os espíritos, até mesmo trabalhar no resgate de espíritos sofredores. De acordo com dr. Lacerda, no atendimento aos enfermos, por meio da projeção, coloca-se o médium em contato com as entidades médicas do plano espiritual. Simultaneamente, o mesmo procedimento é feito com o doente, o que possibilita o atendimento do corpo espiritual do enfermo pelos médicos desencarnados, assistidos pelos médiuns em projeção que relatam os fatos que estão ocorrendo durante o tratamento.
     Também pode ser utilizada como técnica eficaz no tratamento das obsessões. Essa eficácia acontece em virtude dos espíritos protetores se encontrarem no mesmo plano dos assistidos, podendo agir com maior profundidade e mais rapidez.
     Vale lembrar que a projeção do perispírito, tanto do médium quanto do enfermo é obtida por intermédio do emprego de um determinado número de impulsos magnéticos, semelhantes aos passes. Embora a apometria seja uma técnica bastante simples, sua aplicação exige cuidados especiais, como uma cobertura espiritual de nível elevado. Deve ser realizada por grupos de trabalho constituídos para essa finalidade, com atividades regulares como qualquer outro grupo dedicado aos trabalhos de caridade, além da harmonia entre os componentes da equipe.
     A apometria tem sido utilizada por muitos grupos como técnica eficiente em auxiliar nos processos obsessivos, já que em geral, as perturbações espirituais decorrem da ação de obsessores. Os espíritos obsessores – na verdade, espíritos infelizes – são afastados, recolhidos e conduzidos para hospitais espirituais, de acordo com seu padrão vibratório. O estado de eman-cipação da alma possibilita que os médiuns possam observar melhor as ligações obsessivas, as áreas do organismo perispiritual atingidas, entre outros fatores.
     Isso torna o tratamento muito mais completo por possibilitar o atendimento tanto do paciente quanto dos espíritos perturbadores que o acompanham. Na maioria das vezes, o enfermo nada registra, a não ser em casos de pessoas com maior sensibilidade.
    
Tratamento integral
     Chegará um tempo em que a medicina tratará o Homem de forma integral, unindo os tratamentos físico e espiritual realizados por médicos encarnados e desencarnados. Mesmo porque, a maioria das doenças se inicia no perispírito e depois se manifesta no corpo físico.
     Segundo relatos de pesquisadores e de grupos que utilizam a metodologia, independente de religião ou credo, sua aplicação adequada poderá cada vez mais ajudar a expandir o campo da medicina integral. E quanto mais conhecida essa técnica, mais auxiliará os espíritas nos trabalhos de desobsessão e atendimentos espirituais. Paralelamente, novos horizontes se abrirão quando a medicina reconhecer a existência do espírito e que uma infinidade de enfermidades que se manifestam na atualidade podem ter sido causadas no corpo perispiritual em existência passada.
     Entrevistamos o dr. Vitor Ronaldo Costa, conhecido médico e pesquisador espírita que utiliza a técnica da Apometria no tratamento, identificando as causas mais profundas das doenças.
    
Como surgiu a idéia de escrever o livro Apometria - Novos Horizontes da Medicina Espiritual?
    
Vitor Ronaldo Costa – A idéia ganhou força e se corporificou em decorrência de meu desejo de esclarecer especialmente aos espíritas a palpitante temática da apometria. Estabeleci como propósito mostrar aos confrades a excelência de uma técnica relativamente nova em sua aplicação prática, não obstante encontrar-se embasada no velho magnetismo, no sonambulismo, no desdobramento, na clarividência e em outros enfoques do psiquismo experimental abordados por Allan Kardec no capítulo VIII de O Livro dos Espíritos. Além de tudo, animava-me o desejo de compartilhar com os demais espíritas o conhecimento de algo que se me afigurava de grande utilidade quando acoplado aos trabalhos mediúnicos assistenciais.
    
A obra foi baseada em dados apresentados no X Congresso Espírita Pan-Americano em 1975. Desde essa, época quais avanços foram mais significativos?
     Nos idos de 1974, o dr. José Lacerda de Azevedo já colecionava inúmeras observações interessantes a respeito da apometria. Suas anotações avolumaram-se e serviram mais tarde como ponto de partida de uma obra mais expressiva, na qual a apometria seria desvendada sob a ótica médico-espírita. O ano de 1975 foi importante, porquanto no X Congresso Espírita Pan-Americano realizado em Mar Del Plata, Argentina, o dr. Lacerda, pela primeira vez, tornou pública a sua tese: “Ciência da Espiritualidade Aplicada à Medicina”. No conclave, estavam presentes espíritas de quase todos os países das Américas, especialmente, do Brasil. É claro que pela quantidade de informações repassadas por esse ilustre pesquisador, nem todos os que ali se encontravam compreenderam inicialmente a profundidade do tema, a sua possível ligação com a doutrina e a repercussão do assunto no campo da medicina espiritual. Creio que, desde aquela época até o presente momento, o grande avanço ocorrido relaciona-se com aceitação do assunto por um número cada vez mais expressivo de espíritas. A melhor compreensão da técnica, a sua aplicação nas instituições espíritas à luz do Evangelho do Mestre e a grande contribuição que a mesma empresta aos trabalhos desobsessivos refletem, sem dúvida, o grande avanço dos ideais superiores abraçados pelo dr.Lacerda.
    
Na qualidade de médico, como o senhor vê o uso da apometria nos tratamentos de saúde?
     É como se fôssemos participantes ativos de uma nova era, em que a visão verdadeiramente holística da criatura é levada em consideração. Em decorrência da aplicação da técnica, podemos intentar o diagnóstico de certeza das complexas síndromes de ordem espiritual e optar pelo tratamento específico para o caso, com boas chances de se alcançar resultados alentadores. Com o emprego da metodologia apométrica, descortinamos em profundidade as distonias espirituais, enquanto a Medicina se encarrega da terapêutica clássica voltada para o campo físico. Trata-se de oportuna associação, em que os médicos do espaço cuidam dos aspectos espirituais do enfermo e os médicos terrenos se empenham na reestruturação do organismo físico.
    
Pretende escrever outro livro abordando a mesma temática?
     Sem dúvida. A nova obra já se encontra em fase de elaboração.
     Esperamos conclui-la dentro de mais alguns meses.
    
Na atualidade, como está a utilização da apometria no Hospital Espírita de Porto Alegre e em outros grupos espíritas?
     Em virtude do esforço conjunto de um grupo de trabalhadores mediúnicos da antiga Casa do Jardim, foi implantada em um bairro de Porto Alegre a sede atual Casa do Jardim. Com isso, houve a transferência das atividades mediúnicas caritativas para o novo endereço, de forma que o hospital permaneceu apenas como referência histórica da apometria. Temos notícias de que os grupos de apometria, aos poucos, vão se multiplicando e integrando, de fato, às atividades assistenciais mediúnicas de muitas instituições espíritas em quase todos os estados brasileiros.
    
O senhor participa de algum grupo de apometria atualmente?
     Sim. Desde o início da década de setenta passei a privar da amizade particular do dr. Lacerda e o acompanhei durante muitos anos, aprendendo e praticando a técnica, quando ainda os trabalhos se realizavam na intimidade do Hospital Espírita de Porto Alegre. A propósito, considero tal período um dos mais importantes da minha atual reencarnação, pois, sem dúvida, equivaleu a uma verdadeira pós-graduação em Medicina Espiritual, fato que norteou todo o meu trabalho assistencial mediúnico no âmbito da doutrina que eu professo, - o Espiritismo. Após minha transferência para Brasília, por força de obrigações profissionais, aqui reiniciei as atividades mediúnicas, utilizando-me da citada técnica. Tivemos, então, a oportunidade de preparar novos médiuns, nas diversas instituições espíritas por onde passamos. De alguns anos para cá, atuamos no Sanatório Espírita de Brasília, com o apoio do dirigente, o sr. Lauro Carvalho.
    
Cite algum exemplo do uso da apometria.
     Digamos que o paciente seja portador de sintomas físicos ou desajustes mentais induzidos pela presença de “aparelhos parasitas”. Esses aparelhos são verdadeiros artefatos fluídicos potencialmente desarmonizadores, sofisticados e eficientes em sua ação nociva, são idealizados por inteligências desencarnadas maléficas e inseridos cuidadosamente no corpo astral dos encarnados com a finalidade de desencadear degenerações celulares, síndromes dolorosas e distonias psíquicas. Com o emprego da técnica apométrica, os médiuns em estado de desdobramento localizam tais artefatos fluídicos com certa facilidade e, sob a cobertura dos mentores espirituais, convidam o próprio obsessor a proceder a retirada dos mesmos, aliás, procedimento ético capaz de permitir o primeiro passo da “entidade” no sentido da própria recuperação espiritual. Como dizíamos, essas síndromes são graves e tendentes a cronificação. Representam verdadeiros desafios à medicina do espírito. Além do mais, fica patenteado que a recuperação do enfermo, nesses casos, não depende só da doutrinação e do encaminhamento do obsessor. É indispensável a remoção dos aparelhos parasitas para que o paciente, de fato, se sinta aliviado da sintomatologia desarmônica. Após o advento da apometria, os grupos mediúnicos estabelecidos em casas espíritas detiveram-se nesses detalhes e, conseqüentemente estão colhendo resultados mais significativos no trato com as obsessões graves. Assim, do mesmo jeito que a medicina terrena vem dominando doenças antes consideradas cármicas, a medicina espiritual, valendo-se de técnicas mais elaboradas, também aperfeiçoou a sua dinâmica de pesquisa e terapêutica, sem que nos afastássemos jamais dos postulados kardequianos, do respeito ao próximo e das exortações evangélicas referentes ao esforço próprio de auto-superação por parte de enfermos da alma.
    
Quais os principais cuidados a serem tomados em uma sessão de apometria?
     Os mesmos que são levados em conta nas sessões mediúnicas tradicionais da Doutrina Espírita. Harmonia entre os participantes, grupos reduzidos, respeito aos horários estabelecidos, prece de harmonização no início das atividades, leitura de um trecho evangélico, seguido de um breve comentário, manutenção elevada do padrão vibratório mental e desejo de ajudar aos necessitados de ambos os lados da vida.
    
A apometria tem sido bem aceita no meio espírita?
     Bem, esta é uma pergunta que merece um esclarecimento. A apometria ainda não é consenso no contexto espírita. Há receios evidentemente infundados, por exemplo: o temor de que se esteja ferindo a pureza doutrinária; o desconhecimento de causa e, por parte de um pequeno grupo, uma certa intolerância com críticas pueris e até certo ponto agressivas, o que é uma lástima. No entanto, de uma maneira geral, o assunto começa a despertar a atenção e o interesse de significativa parcela de espíritas. Por enquanto parece-me que os maiores interessados no assunto são os seguidores de Kardec em decorrência dos vários pontos de contato entre a metodologia apométrica e os postulados doutrinários.
    
O principal foco do tratamento apométrico é a obsessão?
     Eu diria que sim. O nosso interesse é desvendar as causas espirituais dos sofrimentos humanos enfrentados pela Medicina tradicional. Os espíritas, em suas sessões de assistência mediúnica aos sofredores de todos os matizes, jamais pretenderam substituir a Medicina pelo Espiritismo. E, na qualidade de espíritas, nós que praticamos a apometria abraçamos a mesma opinião. Em afinada sintonia com os espíritos terapeutas, nós penetramos no mundo das causas, o que nos facilita a questão do diagnóstico de certeza da maioria das mazelas humanas. Ora as doenças que se manifestam no campo orgânico, na maior parte dos casos, origina-se nos desequilíbrios energéticos identificados no perispírito, quer seja um transtorno anímico de natureza auto-obsessiva, quer seja uma influência externa de ordem obsessiva propriamente dita. Pois bem, a dimensão astral é o nosso campo de atuação. Apenas nos dirigimos às causas, enquanto os servidores da saúde cuidam dos aspectos físicos das mazelas terrenas. Dessa forma, esse empenho converte-se numa simbiose fraterna e salutar entre encarnados e desencarnados, cujos benefícios são hauridos por ambas as partes.
    
Gostaria de deixar alguma mensagem?
     Em primeiro lugar, gostaria de agradecer à Revista Cristã de Espiritismo a oportunidade que nos foi concedida. Em seguida, desejaria reforçar a minha esperança no progresso científico da doutrina espírita. Recordemos que as revelações responsáveis pela mudança de conduta para melhor do gênero humano são gradativas e oportunas. O amado Mestre presenteou-nos com o seu código supremo de amor e fraternidade. Para evoluirmos devemos incorporar aos nossos corações os exemplos da dignidade Crística. Por sua vez, Allan Kardec legou-nos a codificação espírita, aproximando-nos ainda mais das grandes realidades espirituais que transcendem a dimensão da matéria. André Luiz e Manoel P. de Miranda devassaram as particularidades da obsessão espiritual. E o nosso saudoso Dr.Lacerda abriu-nos as portas da psiquiatria espírita, revelando-nos as técnicas de acesso experimental às dimensões superiores da complexidade humana. Que possamos saber aproveitar com equilíbrio e gratidão tantas dádivas do Mundo Maior. Quando aprendermos a conciliar o amor de Jesus com a ciência terrena, estaremos festejando de fato o início do período de regeneração da raça humana.
Fonte:
Publicado na Revista Cristã de Espiritismo - ed. 30
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Aura
     A Aura nada mais é do que radiações energéticas provenientes da conjunção de forças físico-químicas do corpo (bioenergéticas), do perispírito e, mais importante, radiações mentais do Espírito. Portanto, tem características individuais e expressam o estado evolutivo moral e intelectual do Espírito.
     Tais radiações interpenetram todo o ser e se expande além dele, formando o halo de características e cores próprias a cada ser, passíveis de serem observadas por indivíduos com faculdade para tal, a vidência.
Fonte:
Panorama Espírita
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Os Fluidos
CONCEITOS BÁSICOS:
     André Luiz nos fala do fluido cósmico chamando-o de "plasma divino, hausto do Criador ou força do Todo-Sábio". E continua: "nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres..." - Nessa substância original, ao influxo do próprio Senhor Supremo, operam as Inteligências Divinas a Ele agregadas em processo de comunhão indescritível (...) Na essência, toda matéria é energia tornada visível e toda energia, originalmente, é força divina de que todos nós nos apropriamos para interpor os nossos propósitos aos propósitos da criação". "O fluido cósmico universal é, como já foi demonstrado, a matéria elementar primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza. Como princípio elementar do Universo, ele assume dois estados distintos: o de eterização ou imponderabilidade, o de materialização ou de ponderabilidade, que é, de certa maneira, consecutivo àquele. O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível. Mas, ainda aí, não há transição brusca, porquanto podem considerar-se os nossos fluidos imponderáveis como termo médio entre os dois estados". "Cada um desses dois estados dá lugar, naturalmente, a fenômenos especiais: ao segundo pertencem os do mundo visível e ao primeiro os do mundo invisível. Uns, os chamados fenômenos materiais, são da alçada da Ciência propriamente dita, os outros, qualificados de fenômenos espirituais ou psíquicos, porque se ligam de modo especial à existência dos Espíritos, cabem nas atribuições do Espiritismo. Como, porém, a vida espiritual e a vida corporal se acham incessantemente em contato, os fenômenos das duas categorias muitas vezes se produzem simultaneamente.
PROPRIEDADES:
     André Luiz, chama a partícula do pensamento como "corpúsculo fluídico" que é uma unidade na essência, a subdividir-se em diversos tipos, "conforme a quantidade, qualidade, comportamento e trajetória dos componentes que a integram. E assim como o átomo é uma força viva e poderosa na própria contextura, passiva, entretanto, diante da inteligência que a mobiliza para o bem e para o mal, a partícula de pensamento (...) é igualmente passiva perante o sentimento que lhe dá forma e natureza, para o bem ou para o mal, convertendo-se , por acumulação, em fluido gravitante ou libertador, ácido ou balsâmico, doce ou amargo, alimentício ou esgotante, vivificador ou mortífero, segundo a forma do sentimento que o tipifica e configura, nomeável, à falta de terminologia equivalente, como RAIO DA EMOÇÃO ou RAIO DO DESEJO, força essa que lhe opera a diferenciação de massa e trajeto, impacto e estrutura". Nos ensina Allan Kardec que os espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não manipulando-os como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade. Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinada; mudam-lhes as propriedades, como o químico muda a dos gases ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis. - Os fluidos não possuem qualidades "sui-generis", mas as adquirem nos meios em que são elaborados; modificam-se pelos eflúvios desse meio ... - Os fluidos também carecem de denominações particulares; como os odores eles são designados pelas suas propriedades, seus efeitos e tipos originais. Sob o ponto de vista moral, trazem o cunho dos sentimentos de ódio, inveja, ciúme, orgulho, egoísmo, violência, hipocrisia, bondade, benevolência, amor , caridade, doçura, etc.." Concluindo, a despeito das conformações dos fluidos para nós, encarnados, ser muito restrita, Allan Kardec afirma (11) que "esses fluidos , para os espíritos, têm uma aparência tão material quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados e são, para eles, o que são para nós as substâncias do mundo terrestre". E conclui mais adiante: "ainda não conhecemos senão as fronteiras do mundo invisível; o porvir, sem dúvida, nos reserva o conhecimento de novas leis, que nos permitirão compreender o que se nos conserva em mistério".
MECÂNICA DE ATUAÇÃO:
     Como vimos, o fluido cósmico universal é o elemento primitivo do corpo carnal e do perispírito, do qual são transformações. Pela identidade de sua natureza, este fluido, condensado no perispírito, pode fornecer ao corpo os princípios reparadores; o agente propulsor é o Espírito, encarnado ou desencarnado, que infiltra num corpo deteriorado uma parte da substância de seu envoltório fluídico. A cura se opera pela substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. A potência curadora estará , pois, na razão da pureza da substância inoculada; ela depende ainda da energia da vontade, a qual provoca uma emissão fluídica mais abundante e dá ao fluido uma força maior de penetração; depende, enfim, das intenções que animam aquele que quer curar, quer seja ele homem ou espírito. Os fluidos que emanam de uma fonte impura são como substâncias medicamentosas alteradas. "O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais, como o dos desencarnados, e se transmitem de Espírito a Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes". "O perispírito dos encarnados sendo de natureza idêntica a dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade como uma esponja se embebe de um líquido, dependendo, é claro, da lei de sintonia e afinidade. "Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este , a seu turno, reage sobre o organismo material com que se acham em contato molecular; se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão é penosa. Se são permanentes e enérgicos os eflúvios maus podem causar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades"(57) "Considerado como matéria terapêutica, o fluido tem que atingir a matéria orgânica, a fim de repara-la; pode então ser dirigido sobre o mal pela vontade do curador, ou atraído pelo desejo ardente, pela confiança, numa palavra: pela fé do doente. Com relação a corrente fluídica, o primeiro age como uma bomba calcante e o segundo como uma bomba aspirante. Algumas vezes, é necessária a simultaneidade das duas ações; noutras, basta uma só..."Um fluido mau, não pode ser eliminado por outro igualmente mau. Preciso se faz expelir um fluido mau com o auxílio de um fluido melhor. O poder terapêutico está na pureza da substância inoculada, mas depende também da energia da vontade que, quanto maior for, mais abundante emissão fluídica provocará e maior força de penetração dará aos fluidos.
Fonte:
Passe Espírita
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Centros de força

     Centros de Força ou Rodas são acumuladores e distribuidores de força espiritual, situados no corpo etéreo, pelos quais transitam os fluidos energéticos de uns para outros dos envoltórios exteriores do espírito encarnado. No homem comum, o centro de força se apresenta como um círculo de mais ou menos 5 centímetros de diâmetro, quase sem brilho; porém, no homem espiritual, é quase sempre um vórtice luminoso e refulgente.
     Quanto mais ativo ou desenvolvido for o centro de força, maior capacidade de energia ele comporta e, portanto, maiores possibilidades oferece em relação ao emprego dessa mesma energia; e como as faculdades psíquicas são afetadas e estão, em grande parte, subordinadas ao funcionamento dos centros de força, compreende-se que o maior desenvolvimento de um deles acarreta o desenvolvimento da faculdade psíquica correspondente e vice-versa.
     Fonte: Passes e Radiações (Edgard Armond)
     "No perispírito possuímos todo o equipamento de recursos automáticos que governam os bilhões de entidades microscópicas a serviço da inteligência, nos círculos de ação em que demoramos, recursos estes, adquiridos vagarosamente pelo ser, em milênios de esforço e recapitulação, nos múltiplos setores da atividade anímica, assim que, segundo a atividade funcional dos órgãos relacionados a fisiologia terrena, nele identificamos os centros de força".
     Analisando a fisiologia do perispírito, classificamos os seus centros de força, aproveitando a lembrança das regiões mais importantes do corpo terrestre".
O CENTRO CORONÁRIO:
     Ordena as percepções de variadas espécies, percepções essas que na vestimenta carnal constituem a visão, a audição, tato e a vasta rede de processos de inteligência que dizem respeito à palavra, à cultura, à arte, ao saber. É no centro Cerebral que possuímos o comando do núcleo endocrínico. Influi no desenvolvimento da vidência; tem ligações com a hipófise.
Está localizado na fronte, entre as sobrancelhas, e se compõe de 48 raios, dividido em duas porções. É o centro de força da espiritualidade superior. Nos fenômenos mediúnicos, é possível provocar a incorporação de qualquer espírito desencarnado (ou encarnado que esteja desdobrado do corpo físico) tocando com um dedo na área desse centro de força, no médium, e ao mesmo tempo projetando energia para sintonizá-lo com o espírito comunicante. O centro frontal, se compõe de noventa e seis pétalas. Está particularmente inter-relacionado com o centro coronário. De fato, em algumas das escrituras tibetanas, ele não é mencionado em separado, sendo considerado parte do "lótus de mil pétalas". Quanto à sua estrutura, o centro de força frontal difere dos outros centros pois parece estar dividido em dois segmentos, um metade cor-de-rosa e metade amarelo, e o outro azul e roxo. Este centro está relacionada com a glândula pituitária. Este centro de força diz respeito fundamentalmente à integração das idéias e à experiência com a capacidade de organização
Cores Básicas: roxo, cor de rosa, amarelo e azul.
Localização: Entre os olhos
O CENTRO FRONTAL:
     Ordena as percepções de variadas espécies, percepções essas que na vestimenta carnal constituem a visão, a audição, tato e a vasta rede de processos de inteligência que dizem respeito à palavra, à cultura, à arte, ao saber. É no centro Cerebral que possuímos o comando do núcleo endocrínico. Influi no desenvolvimento da vidência; tem ligações com a hipófise.
Está localizado na fronte, entre as sobrancelhas, e se compõe de 48 raios, dividido em duas porções. É o centro de força da espiritualidade superior. Nos fenômenos mediúnicos, é possível provocar a incorporação de qualquer espírito desencarnado (ou encarnado que esteja desdobrado do corpo físico) tocando com um dedo na área desse centro de força, no médium, e ao mesmo tempo projetando energia para sintonizá-lo com o espírito comunicante. O centro frontal, se compõe de noventa e seis pétalas. Está particularmente inter-relacionado com o centro coronário. De fato, em algumas das escrituras tibetanas, ele não é mencionado em separado, sendo considerado parte do "lótus de mil pétalas". Quanto à sua estrutura, o centro de força frontal difere dos outros centros pois parece estar dividido em dois segmentos, um metade cor-de-rosa e metade amarelo, e o outro azul e roxo. Este centro está relacionada com a glândula pituitária. Este centro de força diz respeito fundamentalmente à integração das idéias e à experiência com a capacidade de organização
Cores Básicas: roxo, cor de rosa, amarelo e azul.
Localização: Entre os olhos
O CENTRO LARÍNGEO:
     Preside os fenômenos vocais, inclusive as atividades do timo, da tireóide e das paratireóides. Auxilia o Homem no desenvolvimento da audição (sons provindos do plano astral). Situado sobre a garganta, em frente à cartilagem tireóide, esse centro de força tem faixas de freqüências energéticas distribuídas pelos dezesseis raios que o compõem. Prateado e brilhante, o próprio brilho do vórtice mostra que ele é de freqüência vibratória superior. Uma das suas funções é aumentar o consumo de oxigênio, e ela regula portanto os processos de crescimento e diferenciação de tecidos. A glândula produz o hormônio tireoideano para o controle do metabolismo, e a calcitonina que ajuda a reduzir o cálcio no sangue. A glândula tiróide é essencial para o bom funcionamento normal do organismo, uma vez que se intensifica a síntese de proteína virtualmente em todos os tecidos do corpo. O centro de força laríngeo está ligado aos centros de força coronário e frontal em determinados estados em que ocorre a expansão da consciência, além de ser especialmente importante no que diz respeito às interligações entre os campos mental e etérico. As ligações deste centro de força com o corpo físico ocorrem através das glândulas tireóide e paratireóide, às quais fornece energia. Do ponto de vista da clarividência, uma cor límpida e um ritmo regular no centro laríngeo etérico apontam uma tireóide saudável.
Cores Básicas: prata e azul.
Localização: base do pescoço
O CENTRO CARDÍACO:
     Responsável pelo equilíbrio e intercâmbio das emoções (sentimentos). Sobre o coração, este é de um dourado brilhante e se divide em doze partes ou raios. Está ligado às emoções superiores, afetos e sentimentos. Nele residem, por exemplo, a bondade, a afeição, a piedade e também o ódio. Em suma, as emoções sob vontade. As violentas e descontroladas afetam diretamente a fisiologia do coração que pode sofrer até mesmo uma parada, provocando a morte. O centro cardíaco está situado a meio caminho entre as omoplatas. Na pessoa normal, ele tem cerca de seis centímetros de diâmetro, sendo composto de doze pétalas de um reluzente amarelo dourado. Uma cor límpida e um ritmo regular denotam uma condição saudável no coração, em um corpo físico vigoroso. No Tantrismo, o movimento é considerado sua qualidade característica. Este centro de força está ligado às dimensões superiores da consciência e ao senso de existência da pessoa, e está estreitamente relacionado com as doze pétalas douradas do centro de força coronário. O centro cardíaco registra a qualidade e o poder do amor na vida do indivíduo. Quando alguém transforma os desejos e paixões pessoais no amor e compaixão universais por seus semelhantes, o coração transforma-se no foco das energias que se concentravam anteriormente no plexo solar.
Cores Básicas: rosa e dourado brilhante.
Localização: Entre os Omoplatas
O CENTRO ESPLÊNICO: (MESENTÉRICO)
     Regula a entrada de energia vital no duplo etérico do homem. Localizado sobre o baço, a vitalidade que distribui é superior à do básico, quanto ao nível de freqüência.Centro de força da vida vegetativa, compõe-se é mais brilhante que o anterior e tem colorido variável. Apresenta grande importância nos fenômenos mediúnicos, pois é através de seu campo magnético que os espíritos incorporam nos médiuns. As descrições dos centros de força variam, e em algumas tradições e centro localizado acima do baço é considerado como um dos sete principais centros; em outras, é tido como subsidiário. Segundo as observações, o centro de força esplênico não é considerado um dos principais, desempenhando contudo um papel bastante importante no sistema de centros de forças. Este centro possui seis pétalas ou seções que revelam todo um espectro de cores, com predominância do amarelo e do vermelho rosado. Sua função mais importante é absorver a vitalidade do campo energético, modificá-la, e depois distribuí-la aos outros centros. O centro de força esplênico está situado à esquerda do abdômen, logo abaixo da décima costela, e está ligado ao baço no corpo físico. Este centro possui em geral uma aparência brilhante e reluzente. Como é o principal transmissor de energia vital para o corpo físico, sua função mais importante repousa em sua habilidade de absorver a distribuir vitalidade.
Cores Básicas: multicolorido com predominância do amarelo e cor-de-rosa.
Localização: a esquerda do abdômen, abaixo da 10ª costela
O CENTRO GÁSTRICO: (SOLAR)
     Confere ao homem a sensibilidade (intuições e percepções). De coloração que vai do avermelhado ao esverdeado, está ligado à fisiologia da alma, ao campo das emoções e sentimentos primários, e também ao sistema nervoso, razão porque as emoções violentas paralisam a digestão e repercutem sobre o fígado. O centro de força do plexo solar ou umbilical está situado na região no umbigo. Possui dez pétalas, e em condições normais é multicolorido, com predominância das cores vermelha e verde. Flutuações no ritmo, a hiper-atividade, e distúrbios nos padrões de cor desse centro denotam uma pessoa que se identifica extremamente com as emoções, tendo dificuldades em controlar os sentimentos. Com relação ao campo emocional, este é o centro de força mais importante, visto que está situado no ponto em que a energia astral penetra no campo etérico. Ele também está estreitamente relacionado com os centros de forças do coração e da garganta (laríngeo). Na vida de uma pessoa comum, o centro gástrico é provavelmente o centro mais importante e mais ativo, uma vez que está extremamente envolvido com a vida emocional. Por este motivo, quando o estresse ou problemas emocionais afetam o sistema digestivo, ocorrem distúrbios na região do plexo solar.
Cores Básicas: multicolorido: vermelho e verde
Localização: umbigo
O CENTRO GENÉSICO: (HIPOGÁSTRICO)
     Onde se localiza o santuário do sexo como templo modelador de formas e estabelecedor de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e a realização entre as almas. A reativação aumenta a libido em grau imprevisível, podendo levar ao esgotamento e ao desequilíbrio, provocando muitas vezes vampirismo, sendo, portando, desaconselhável.
Localiza-se na base da coluna vertebral, na região do cóccix. Segundo os clarividentes, este centro de força - o mais primário de todos - compõe-se de quatro raios de cor predominantemente vermelha. Centro de força vital por excelência, se ativado (isto é, energizado) acentua essa cor, que se torna cada vez mais viva. Este centro de força possui uma energia chamada "Fogo Serpentino" ou "Kundalini", devido à forma de serpente que toma ao subir ao longo do corpo para vitalizar outros centros de força. Alguns chamam, centro fundamental, raiz, sacro, sexual.
Cores Básicas: vermelho laranja
Localização: base da espinha dorsal
     Quando a nossa mente, por atos contrários às leis divinas, prejudicam a harmonia de qualquer um desses centros de força de nossa alma, naturalmente se escraviza aos efeitos da ação desequilibrante, obrigando-se ao trabalho de reajuste.
    
ATUAÇÃO DO PASSE NOS CENTROS DE FORÇA:
     Na obra assistencial dos espíritos amigos, que interferem nos tecidos sutis da alma é possível, quando a criatura se desprende parcialmente da carne, a realização de maravilhas. Atuando nos centros de força do perispírito, por vezes efetuamos alterações profundas na saúde dos pacientes, alterações essas que se fixam no corpo somático, de maneira gradativa. Grandes males são assim corrigidos, enormes renovações são assim realizadas. Mormente quando encontramos o serviço da prece na mente enriquecida pela fé transformadora, facilitando-nos a intervenção pela passividade construtiva no campo em que devemos operar, a tarefa de socorro concretiza verdadeiros milagres. O corpo físico é mantido pelo corpo espiritual a cujos moldes se ajusta e, desse modo, a influência sobre o organismo sutil é decisiva para o envoltório de carne, em que a mente se manifesta.
Fonte:
Passe Espírita
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Leis Morais
     Sérgio Biagi Gregório
    
1. INTRODUÇÃO
     O objetivo deste estudo é ressaltar a importância do conhecimento das leis morais, a fim de que possamos melhorar a nossa conduta na sociedade.
    
2. CONCEITO
    
Lei — Aurélio, no seu Dicionário, anota vários sentidos, entre os quais: norma, preceito, princípio, regra; obrigação imposta pela consciência e pela sociedade.
     — Em sentido geral, é a expressão de uma relação causal de caráter necessário, que se estabelece entre dois eventos ou fenômenos.
    
Lei Natural — O mesmo que lei de Deus. Divide-se em leis físicas (científicas) e leis morais.
    
Lei Científica — Aquela que estabelece entre os fatos, relações mensuráveis universais e necessárias, permitindo que se realizem previsões. Ex.: "a água ferve a 100º c"; "dois corpos não podem ocupar ao mesmo tempo o mesmo lugar no espaço".
    
Lei Moral — Conjunto de princípios ou regras relativos à conduta humana.
    
Lei de Lógica ou do Pensamento — Relativa ao raciocínio. Ex.: princípio de identidade; princípio da contradição etc.
    
3. HISTÓRICO
     As Leis Naturais existem desde sempre: elas são tão velhas quanto o próprio Deus. Na Antigüidade, embora os grandes filósofos não a expressassem textualmente, podemos lê-las nas entrelinhas dos seus discursos. Sócrates e Platão falavam que o homem devia agir de acordo com a sua consciência, ou seja, praticar as virtudes que nada mais é do que escolher com justiça o bem e se apartar do mal. No campo político, Platão falava de um estado ideal, em que os mais sábios deviam governar por serem os mais conhecedores dessas leis da natureza.
     A defesa textual desta lei natural começa a tomar corpo, principalmente no campo político, a partir de 1500. Commins no livro The Political Philosophers faz uma síntese das obras políticas de vários autores. Entre tais pensadores, citamos:
     Thomas Hobbes (1588-1679) — A República, de acordo o próprio autor, nada mais é do que a aplicação da lei natural, conhecida como lei áurea: "Não fazermos aos outros o que não gostaríamos que fosse feito a nós". Em essência é o contrato celebrado por todos os participantes, em que uns delegam poderes aos outros, considerados mais sábios, a fim de poderem administrar a coisa pública. As pessoas investidas de poder devem visar não os seus interesses particulares, mas os da maioria, ou seja, da república constituída.
     John Locke (1632-1704) — Sobre o Governo Civil. Começa o seu discurso reportando-se ao estado natural, em que viviam Adão e Eva. Naquela época, a
Lei Natural e a
Razão eram os elementos necessários para direcionar os atos de cada um. É, pois, sobre a hipótese da existência de uma lei natural, que traça o roteiro do seu livro. Significa dizer que o objetivo central do ser humano é conhecer melhor a Lei Divina, a qual o norteará no relacionamento consigo mesmo e com os demais. A função do um governo civil é por em prática essa lei, auxiliando cada membro a compreendê-la melhor.
     John Stuart Mill (1806-1873) — O mais eminente do grupo de filósofos britânicos do século XIX, propôs e desenvolveu a doutrina do utilitarismo. Ele foi um reformador social, um defensor da liberdade tanto política quanto pessoal e um filósofo e lógico de considerável importância. Seu trabalho On Liberty, publicado em 1859, discute os sistemas legais e governamentais. Na introdução do seu ensaio dizia que a única liberdade que merece o nome de liberdade é aquela em que cada um procurando o seu próprio interesse não prejudica o próximo a conquistar o dele. Acha ele que as pessoas devem ser livres, mas muitas vezes acontece que os governos são constituídos de forma arbitrária. É a partir daí que discute todo o problema envolvido entre a autoridade e a liberdade.
     Adam Smith (1723-1790) — A Riqueza das Nações não foi uma obra original na acepção da palavra. Na verdade é o esforço que Adam Smith empreendera para juntar num todo as teorias que os outros seus contemporâneos pinçavam aqui e ali. Queria dar uma resposta mais coerente às indagações levantadas na sua Teoria sobre os Sentimentos Morais, ou seja, como o interesse próprio pode gerar o bem-estar da sociedade. Tenta, também, partindo de uma confusão inicial visualizar o todo harmônico.
            
4. LEI NATURAL
             Refere-se tanto à lei física quanto à lei moral. Ela regula todos os acontecimentos no universo. São leis eternas, imutáveis, não estão sujeitas ao tempo, nem à circunstância, embora tenham em si o elemento do progresso.
             Mas como o homem faz para conhecê-la? Há dois elementos básicos: unidade e universalidade. A lei matemática em que dois mais dois são quatro existe em todo o lugar do universo. Independe de tempo e espaço.
            
4.1. LEI FÍSICA
             Há vários fenômenos que a ciência deve buscar respostas, pois tudo gira em torno de pressupostos que emanam da mente humana. Assim, ao longo do tempo, muitas ciências apareceram para dar respostas às mais diversas indagações. Aos fenômenos físicos surgiu a física, aos astronômicos, a astronomia, aos psicológicos, a psicologia e assim por diante.
             A ciência dedica-se a conhecer os fenômenos universais e necessários, usando sempre instrumentos cada vez mais sofisticados. Contudo, ela é impotente para provar os fenômenos metafísicos, tais como a existência de Deus e a imortalidade da alma. Quando o faz acaba caindo no cientificismo, que é reduzir tudo à comprovação da ciência, tendo-a como salvação da humanidade. É o caso do médico que, ao abrir o cérebro do paciente e não encontrando nada, acabou afirmando que o Espírito não existe.
            
4.2. LEI MORAL
             Paralelamente à lei física, que cabe às ciências particulares buscar as explicações, temos as leis morais. Estas pertencem à alma e concernem às noções do bem e do mal. Cabe ao Espiritismo desvendá-las.
            
4.3. CONHECIMENTO DA LEI NATURAL
             Na pergunta 621 de O Livro dos Espíritos - Onde está escrita a lei de Deus? Os Espíritos respondem que ela está escrita na consciência do ser. E em seguida dizem que há necessidade de sermos lembrados porque a havíamos esquecido.
             Como entender que a lei está escrita em nossa consciência? De acordo com os princípios doutrinários, codificados por Allan Kardec, fomos criados simples e ignorantes, sujeitos ao progresso. Nesse sentido, o Espírito André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, explica-nos que no reino mineral recebemos a atração; no reino vegetal a sensação; no reino animal o instinto; no reino hominal o pensamento contínuo, o livre-arbítrio e a razão. São os pródomos da lei moral, cujo objetivo é transformar os homens em "anjos", "arcanjos" e "querubins". É a potencialização das virtualidades de cada ser.
            
4.4. A CASA MENTAL
             O Espírito André Luiz, no livro No Mundo Maior, explica-nos que não podemos dizer que possuímos três cérebros simultaneamente. Temos apenas um que se divide em três regiões distintas. Tomemo-lo como se fosse um castelo de três andares:
             subconsciente: 1º andar, onde situamos a residência de nossos impulsos automáticos, simbolizando o sumário vivo dos serviços realizados - hábitos e automatismos;
             consciente: 2º andar, localizamos o "domínio das conquistas atuais", onde se erguem e se consolidam as qualidades nobres que estamos edificando - esforço e vontade;
             superconsciente: 3º andar, temos a "casa das noções superiores", indicando as iminências que nos cumpre atingir - ideal e meta superiores. (Xavier, No Mundo Maior, 1977, p. 47)
    
5. DIVISÃO DA LEI NATURAL
            
5.1. PILASTRADC
             — Sigla para lembrarmos das dez Leis Naturais. P da Lei do Progresso, I da Lei de Igualdade, L da Lei de Liberdade, A da Lei de Adoração, S da Lei de Sociedade, T da Lei do Trabalho, R da Lei de Reprodução, A da Lei de Justiça, Amor e Caridade, D da Lei de Destruição e C da Lei de Conservação.
Na pergunta 648 de O Livro dos Espíritos — Que pensais da divisão da lei natural em dez partes? — "Essa divisão da lei de Deus em dez partes é a de Moisés e pode abranger todas as circunstâncias da vida, o que é essencial. Podes segui-la, sem que ela tenha entretanto nada de absoluto, como não o têm os demais sistemas de classificação, que dependem sempre do ponto de vista sob o qual se considera um assunto. A Lei de Justiça, Amor e Caridade é a mais importante; é por ela que o homem pode avançar mais na vida espiritual, porque resume todas as outras".
            
5.2. SÍNTESE DAS DEZ LEIS MORAIS
             Lei de Adoração – Mostra o sentimento inato que todos os viventes possuem da divindade.
             Lei do Trabalho – É uma necessidade. A necessidade é a consciência de que os falta algo. Não se deve confundir trabalho com emprego. Alguns trabalham e não têm emprego; outros têm emprego e não trabalham.
             Lei de Reprodução – Relativo à reencarnação. Mostra a necessidade de purificação do Espírito.
             Lei de Conservação – Depois da vida, todos sentimos intuitivamente a necessidade de progredir e aperfeiçoar.
             Lei de Destruição – A destruição é necessária para que novos corpos apareçam, mais inteligentes e mais argutos. É a renovação e melhoria dos seres vivos.
             Lei de Sociedade – Todos os indivíduos têm responsabilidade para com os outros seres humanos. Os mais fortes devem ajudar os mais fracos; os mais inteligentes, os menos.
             Lei de Progresso – Há uma inexorabilidade. Quer estejamos encarnados ou desencarnados, todos estaremos sujeitos à lei do progresso.
             Lei de Igualdade – Embora todos os Espíritos tenham partido de um mesmo ponto, uns progrediram mais do que os outros. A desigualdade refere-se apenas ao mérito.
             Lei de Liberdade – Quanto maior for a obediência à lei de Deus, maior a liberdade dos seres humanos.
             Lei de Justiça, Amor e Caridade – É a mais importante, porque resume as leis anteriores.
    
6. MODELO OU GUIA DAS LEIS MORAIS
            
6.1. DEUS
             O nosso ponto de partida é Deus, pois foi Ele quem promulgou todas as leis. Contudo, esse termo encerra uma grande dificuldade, pois além de O tratarmos de forma antropomórfica – dar-Lhe as dimensões humanas –, acabamos também O confundindo com o todo universal (Panteísmo). Embora nos falte um sentido para compreender a divindade, há um elemento primordial que pertence a todos os indivíduos, ou seja, a idéia inata de Deus. Isto porque, sendo todos criados por Ele, Dele devemos necessariamente ter a lembrança. Como há ainda muita distância entre o nossa perfeição e perfeição de Deus, os Espíritos superiores nos indicaram um ser angelical para que servisse de modelo, e fosse objeto de nossa reflexão. O seu nome é Jesus Cristo.
            
6.2. JESUS CRISTO
             Reencarnou entre nós há dois mil anos e nos trouxe o Evangelho, a Boa Nova, as Bem-Aventuranças, estas proferidas na frauda de um monte, por isso chamado Sermão do Monte ou da MONTANHA, em que faz um resumo das leis morais que a humanidade devia seguir. Antes da vinda de Cristo, os fariseus procuraram realizar a santidade da Lei através de uma exatidão escrupulosa. Desprezando a voz interior da consciência, o resultado foi a desumanização da santidade e o abandono dos bens supremos do amor pelas insignificâncias mais meticulosas da antiga Lei.
Já Cristo combate a moral exterior (codificada nos preceitos), e revela o valor íntimo da consciência aberta para o olhar de Deus. É Deus quem julga as intenções ocultas. Para Cristo, a lâmpada do corpo é o olho da intenção. Se esse olho for puro, o será também todo o corpo. Mas, se a luz do homem tornar-se trevas, ele só poderá caminhar rumo à perdição. (Idígoras, 1983)
            
6.3. O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
             O Evangelho Segundo o Espiritismo é o Evangelho de Jesus, estudado por Allan Kardec e melhorado pelas comunicações de eminentes Espíritos. O cuidado foi tanto com a questão moral que, das cinco partes contidas nos Evangelhos, Kardec procurou deixar de lado as profecias, as notícias históricas, os milagres e as palavras que serviram para a edificação dos dogmas da Igreja, para se dedicar exclusivamente aos ensinamentos morais, pois achava que estes não estavam sujeitos a controvérsias e poderiam ser praticados por qualquer pessoa, em qualquer lugar do globo. Dava-lhe um caráter eminentemente necessário e universal.
    
7. CONCLUSÃO
Esqueçamo-nos de nós mesmos, das nossas dificuldades, do nosso egoísmo, da nossa limitação e empenhemo-nos na divulgação da Boa Nova. Somente assim conseguiremos construir um mundo novo e evangelizado.
    
8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
     COMMINS, S. e LINSCOTT, R. N. The World’s Great Thinkers - Man and the State: the Political Philosophers. New York, EUA, Random House, 1947.
     IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo, Edições Paulinas, 1983.
     KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. São Paulo, FEESP, 1972.
     XAVIER, F. C. e VIEIRA, W. Evolução em Dois Mundos, pelo Espírito André Luiz, 4. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1977.
     XAVIER, F. C. No Mundo Maior, pelo Espírito André Luiz. 7. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1977.
     São Paulo, agosto de 2004
Fonte: Leis Morais
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Mediunidade e Espiritismo
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     Assuntos existem, no âmbito de nossa construção doutrinária, que nunca serão comentados em excesso.
     Reportamo-nos aqui ao tema
«Espiritismo e Mediunidade», para alinhar algumas anotações que consideramos indispensáveis à segurança de nossas diretrizes.
     Mediunidade é atributo peculiar ao psiquismo de todas as criaturas.
     Espiritismo é um corpo de princípios morais, objetivando a libertação da alma humana para a Vida Maior.
     Médium, em boa sinonímia, segundo cremos, quer dizer
«meio».
     Médium, em razão disso, dentro de nossas fileiras, significa:
            
intermediário,
             medianeiro,
             intérprete.
     Médiuns, por isso, existiram em todos os tempos:
            
Na antiguidade remota, eram adivinhos e pitonisas que, freqüentemente, pagavam com a vida o conhecimento inabitual de que se faziam portadores.
            
Na Idade Medieva, eram santos e santas, quando se afinavam à craveira religiosa da época, ou, então, feiticeiros e bruxas, recomendados à fogueira ou à forca, quando se não ajustavam aos preconceitos do tempo em que nasceram.
            
Hoje, possuímo-los em todos os tons, em dilatadas expressões polimórficas.
    
Médiuns:
             psicógrafos,
             clarividentes,
             clariaudientes,
             curadores,
             poliglotas,
             psicofônicos,
             materializadores,
             intuitivos...
             de efeitos físicos
             ou de efeitos intelectuais...
     No próprio Evangelho, em cujas raízes divinas o
Espiritismo jaz naturalmente mergulhado, vamos encontrar um perfeito escalonamento de valores, definições e
atividades mediúnicas:
     Vemos a mediunidade, absolutamente sublimada, em nossa Mãe Santíssima, quando registra a visitação das entidades angélicas.
     Reconhecemos a
clariaudiência avançada em José da Galiléia, quando recolhe dos mensageiros do Plano Superior comentários e notícias acerca da gloriosa missão de Jesus.
     Simão Pedro:
            
era médium da sombra, quando se adaptava à influência perturbadora de que muitas vezes se sentiu objeto,
             e
era médium da luz, quando partilhava a claridade divina em sua vida mental.
     O mesmo Simão Pedro, Tiago e João foram médiuns
materializadores no Tabor, favorecendo a aparição
tangível de instrutores da mais elevada hierarquia.
(Ver: Transfiguração de Jesus)
     João, o grande evangelista, foi médium, na mais sublime acepção da palavra, quando anotou as visões do Apocalipse.
     Os companheiros do Senhor, no dia inolvidável do Pentecostes, foram
médiuns de efeitos físicos, médiuns poliglotas e psicofônicos da mais nobre expressão.
     Saulo de Tarso foi notável
médium de clarividência e
clariaudiência, às portas de Damasco, ao ensejo de seu encontro pessoal com o Divino Mestre.
     Todavia, não será lícito esquecer que os possessos, os
doentes mentais e os obsidiados de todos os matizes, que enxameavam a estrada do Cristo de Deus, quando de sua passagem direta entre os homens, eram também médiuns.
     Precisamos, assim, na atualidade, encarecer a diferença, a fim de que não venhamos a guardar injustificável assombro, diante de fenômenos que não condizem com o imperativo de nossa formação moral.
     Médiuns existem, tanto aí quanto aqui, nas esferas de serviço em que nos situamos.
     Médiuns permanecem em toda a parte, porque mediunidade é meio de manifestação do Espírito em seus diversos degraus de evolução.
     Por esse motivo, o grande problema dos trabalhadores mediúnicos é aquele da sustentação de boas companhias espirituais, em caráter permanente.
     Mal se descerram faculdades psíquicas ou percepções mentais um tanto mais avançadas em alguém, corre na direção desse alguém a malta dos desencarnados que não plantaram o bem e que, por isso, não podem recolher o bem, de imediato, nas leiras da vida.
     Mal surge um médium promissor e mil ameaças se lhe agigantam no caminho, porque o vampirismo vive atuante, qual gafanhoto faminto devorando a erva tenra.
     Eis por que um fulcro de fenômenos medianímicos é motivo para vasta meditação de nossa parte, competindo-nos a obrigação de prestar-lhe incessante socorro, pois, em verdade,
são muito raras as criaturas encarnadas ou desencarnadas que logram manter contacto permanente com a orientação superior, de vez que,...
     se é fácil acomodar-nos no convívio das inteligências ambientadas nas zonas inferiores,
     é muito difícil acompanhar os servos da verdade e do amor que, em procurando a comunhão com o Cristo, se confiam, intrépidos e humildes, ao apostolado da Grande Renúncia.
     Imperioso, assim, é que vivamos alertas, sem exigir dos médiuns favores que não nos podem dar e sem conferir-lhes privilégios que não podem receber, garantindo-se, desse modo, a estabilidade e a pureza de nossa Doutrina, porquanto:
     o Espiritismo é como o Sol, que resplende para todos,
     e a Mediunidade é a ferramenta que cada criatura pode maliar no campo da vida, na edificação da própria felicidade.
     Quantas, porém, se utilizam de semelhante ferramenta para a aquisição de compromissos escusos com a delinqüência?!...
     Em razão disso, é indispensável compreender que:
    
Mediunidade é
Mediunidade
     e
Espiritismo é
Espiritismo.
     Ajustemo-nos, desse modo, aos princípios salvadores de nossa fé! E, na posição de instrumentos do progresso e do bem, com mais ou menos expressão de serviço nas atividades mediúnicas, diretas ou indiretas, conscientes ou inconscientes, procuremos, antes de tudo, a nossa efetiva integração com o Mestre Divino, para que não nos falte ao roteiro a necessária luz.
    
Efigênio S. Vítor (Espírito) - 28 de junho de 1956
Fonte:
GUIA - HEU (Homem/Espírito/Universo)
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Médiuns de Influência Moral
     São os que estão aptos a receber e transmitir comunicações inteligentes.
    
Clariaudiência - Faculdade mediúnica de se ouvir espíritos.
                                Médiuns audientes: os que ouvem os Espíritos. Muito comuns.
                                "Muitos há que imaginam ouvir o que apenas lhes está na imaginação."
     Médiuns audientes: Estes ouvem a voz dos Espíritos. É, como dissemos ao falar da pneumatofonia, ...
                                  algumas vezes uma voz interior, que se faz ouvir no foro íntimo;
                                  doutras vezes, é uma voz exterior, clara e distinta, qual a de uma pessoa viva. Os
médiuns audientes podem, assim, travar conversação com os Espíritos.
                  Quando têm o hábito de se comunicar com determinados Espíritos, eles os reconhecem imediatamente pela natureza da voz. Quem não seja dotado desta faculdade pode, igualmente, comunicar com um Espírito, se tiver, a auxiliá-lo, um médium audiente, que desempenhe a função de intérprete.
                                  Esta faculdade é muito agradável, quando o
médium só ouve
Espíritos bons, ou unicamente aqueles por quem chama.
                                  Assim, entretanto, já não é, quando um Espírito mau se lhe agarra, fazendo-lhe ouvir a cada instante as coisas mais desagradáveis e não raro as mais inconvenientes. Cumpre-lhe, então, procurar livrar-se desses Espíritos, pelos meios indicados em:
Obsessão.
                  [17b - página 209 item 165]
     Médiuns pintores ou desenhistas: os que pintam ou desenham sob a influência dos Espíritos. Falamos dos que obtêm trabalhos sérios, visto não se poder dar esse nome a certos médiuns que
Espíritos_zombeteiros levam a fazer coisas grotescas, que desabonariam o mais atrasado estudante.
                  Os Espíritos levianos se comprazem em imitar. Na época em que apareceram os notáveis desenhos de Júpiter, surgiu grande número de pretensos
médiuns desenhistas, que Espíritos levianos induziram a fazer as coisas mais ridículas. Um deles, entre outros, querendo eclipsar os desenhos de
Júpiter, ao menos nas dimensões, quando não fosse na qualidade, fez que um médium desenhasse um monumento que ocupava muitas folhas de papel para chegar à altura de dois andares. Muitos outros se divertiram fazendo que os médiuns pintassem supostos retratos, que eram verdadeiras caricaturas.
                  Desenhistas: os que desenham sob o comando e influência dos espíritos (Pictografia [do latim pictu, particípio de pingere + graf(o) + -ia] - Pintura ou desenho feito por Espírito através de médium.
Confrariahpe P)
                  Psicopictografia - Faculdade mediúnica de fazer pinturas ou desenhos utilizando as mãos do médium psicopictógrafo. (
Vocabulário Espírita)
                  Médiuns escreventes ou psicógrafos: os que têm a faculdade de escrever por si mesmos sob a influência dos Espíritos.
                  [17b - página 235 item 191]
     De todos os meios de comunicação, a escrita manual é o mais simples, mais cômodo e, sobretudo, mais completo. Para ele devem tender todos os esforços, porquanto permite se estabeleçam, com os Espíritos, relações tão continuadas e regulares, como as que existem entre nós. Com tanto mais afinco deve ser empregado, quanto é por ele que os Espíritos revelam melhor sua natureza e o grau do seu aperfeiçoamento, ou da sua inferioridade. Pela facilidade que encontram em exprimir-se por esse meio, eles nos revelam seus mais íntimos pensamentos e nos facultam julgá-los e apreciar-lhes o valor.
                  Para o médium, a faculdade de escrever é, além disso, a mais suscetível de desenvolver-se pelo exercício.
     A ciência espírita há progredido como todas as outras e mais rapidamente do que estas. Alguns anos apenas nos separam da época em que se empregavam meios primitivos e incompletos, a que trivialmente se dava o nome de "mesas_falantes", e já nos achamos em condições de comunicar com os Espíritos tão fácil e rapidamente, como o fazem os homens entre si e pelos mesmos meios: a escrita e a palavra. A escrita, sobretudo, tem a vantagem de assinalar, de modo mais material, a intervenção de uma força oculta e de deixar traços que se podem conservar, como fazemos com a nossa correspondência. O primeiro meio de que se usou foi o das pranchas e cestas munidas de lápis.
                  Médiuns mecânicos,
                  intuitivos,
                  semimecânicos,
                  inspirados ou involuntários;
                  de pressentimentos.
    
Médiuns Extáticos: os que, em estado de êxtase, recebem revelações da parte dos Espíritos.
     "Muitos extáticos são joguetes da própria imaginação e de Espíritos zombeteiros que se aproveitam da exaltação deles. São raríssimos os que mereçam inteira confiança."
    
Médiuns falantes: Os médiuns audientes, que apenas transmitem o que ouvem, não são, a bem dizer, médiuns falantes. Estes últimos, as mais das vezes, nada ouvem. Neles, o Espírito atua sobre os órgãos da palavra, como atua sobre a mão dos médiuns escreventes.
                  Querendo comunicar-se, o Espírito se serve do órgão que se lhe depara mais flexível no médium. A um, toma da mão; a outro, da palavra; a um terceiro, do ouvido. O médium falante geralmente se exprime sem ter consciência do que diz e muitas vezes diz coisas completamente estranhas às suas idéias habituais, aos seus conhecimentos e, até, fora do alcance de sua inteligência. Embora se ache perfeitamente acordado e em estado normal, raramente guarda lembrança do que diz. Em suma, nele, a palavra é um instrumento de que se serve o Espírito, com o qual uma terceira pessoa pode comunicar-se, como pode com o auxilio de um médium audiente.
                  Nem sempre, porém, é tão completa a passividade do médium falante. Alguns há que têm a intuição do que dizem, no momento mesmo em que pronunciam as palavras.
     Podemos classificar os médiuns falantes em:
                  Psicofônicos (os falantes propriamente ditos)
                                   Mecânicos
                                  Semimecânicos
                  Clariaudientes (os que transmitem o que ouvem dos espíritos)
                  Intuitivos (os que transmitem informações recebidas em seus pensamentos)
                  Inspirados (uma variedade de médiuns intuitivos: sugestões; orientações, idéias etc...)
    
Médiuns inspirados: aqueles a quem, quase sempre mau grado seu, os Espíritos sugerem idéias, quer relativas aos atos ordinários da vida, quer com relação aos grandes trabalhos da inteligência.
[17b - página 233 item 190] ; [3 - página 233] ; [3 - páginas 224 / 225]
                  Inspirados:Os que em estado normal ou em êxtase, recebem, através do pensamento, comunicações ocultas, estranhas para ele.
                  Formam uma variedade da mediunidade_intuitiva, com a diferença de que a intervenção de uma força oculta é aí muito menos sensível, por isso que, ao inspirado, ainda é mais difícil distinguir o pensamento próprio do que lhe é sugerido. A espontaneidade é o que, sobretudo, caracteriza o pensamento deste último gênero. A inspiração nos vem dos Espíritos que nos influenciam para o bem, ou para o mal, porém, procede, principalmente, dos que querem o nosso bem e cujos conselhos muito amiúde cometemos o erro de não seguir.
                                  Ela se aplica, em todas as circunstâncias da vida, às resoluções que devamos tomar. Sob esse aspecto, pode dizer-se que todos são médiuns, porquanto não há quem não tenha seus Espíritos_protetores e familiares, a se esforçarem por sugerir aos protegidos salutares idéias. Se todos estivessem bem compenetrados desta verdade, ninguém deixaria de recorrer com freqüência à inspiração do seu anjo_de_guarda, nos momentos em que se não sabe o que dizer, ou fazer. Que cada um, pois, o invoque com fervor e confiança, em caso de necessidade, e muito freqüentemente se admirará das idéias que lhe surgem como por encanto, quer se trate de uma resolução a tomar, quer de alguma coisa a compor. Se nenhuma idéia surge, é que é preciso esperar. A prova de que a idéia que sobrevém é estranha à pessoa de quem se trate esta em que, se tal idéia lhe existira na mente, essa pessoa seria senhora de, a qualquer momento, utilizá-la e não haveria razão para que ela se não manifestasse à vontade. Quem não é cego nada mais precisa fazer do que abrir os olhos, para ver quando quiser. Do mesmo modo, aquele que possui idéias próprias tem-nas sempre à disposição. Se elas não lhes vêm quando quer, é que está obrigado a buscá-las algures, que não no seu intimo.
                                  Também se podem incluir nesta categoria as pessoas que, sem serem dotadas de inteligência fora do comum e sem saírem do estado normal, têm relâmpagos de uma lucidez intelectual que lhes dá momentaneamente desabitual facilidade de concepção e de elocução e, em certos casos, o pressentimento de coisas futuras. Nesses momentos, que com acerto se chamam de inspiração, as idéias abundam, sob um impulso involuntário e quase febril. Parece que uma inteligência superior nos vem ajudar e que o nosso espírito se desembaraçou de um fardo.
     Os homens de gênio, de todas as espécies, artistas, sábios, literatos, são sem dúvida Espíritos adiantados, capazes de compreender por si mesmos e de conceber grandes coisas. Ora, precisamente porque os julgam capazes, é que os Espíritos, quando querem executar certos trabalhos, lhes sugerem as idéias necessárias e assim é que eles, as mais das vezes, são médiuns sem o saberem. Têm, no entanto, vaga intuição de uma assistência estranha, visto que todo aquele que apela para a inspiração, mais não faz do que uma evocação.
                  As respostas seguintes, dadas pelos espíritos, confirmam esta asserção:
                                   P - Qual a causa primária da inspiração?
                                   R - "O Espírito que se comunica pelo pensamento."
                                   P - A revelação das grandes coisas não é que constitui o objeto único da inspiração?
                                   R - "Não, a inspiração se verifica, muitas vezes, com relação às mais comuns circunstâncias da vida. Por exemplo, queres ir a alguma parte: uma voz secreta te diz que não o faças, porque correrás perigo; ou, então, te diz que faças uma coisa em que não pensavas. é a inspiração. Poucas pessoas há que não tenham sido mais ou menos inspiradas em certos momentos."
                                   P - Um autor, um pintor, um músico, por exemplo, poderiam, nos momentos de inspiração, ser considerados médiuns?
                                   R - "Sim, porquanto, nesses momentos, a alma se lhes torna mais livre e como que desprendida da matéria; recobra uma parte das suas faculdades de Espírito e recebe mais facilmente as comunicações dos outros Espíritos que a inspiram."
     [17b - página 225 item 183]
    
Intuitivos: aqueles com quem os Espíritos se comunicam pelo pensamento. (muito comuns, mas também muito sujeito a erros, por não poderem , muitas vezes, discernir o que provém dos Espíritos ao que deles próprio emana.
     A mediunidade mais estável e mais bela começa, entre os homens, no império da intuição pura.
                  Moisés desempenhou sua tarefa, compelido pelas expressões fenomênicas que o cercavam; recebe, sob incoercível comoção, os sublimes princípios do Decálogo, sentindo defrontar-se com figuras e vozes materializadas do plano_espiritual; entretanto, ao mesmo tempo que transmite o «não matarás, não parece muito inclinado ao inquebrantável respeito pela vida alheia; sua doutrina, venerável embora, baseia-se no exclusivismo e no temor.
                  Com Jesus, o aspecto da mediunidade é diferente. Mantém-se o Mestre em permanente contacto com o Pai, através da própria consciência, do próprio coração; transmite aos homens a Revelação Divina, vivendo-a em si mesmo; não reclama justiça, nem pede compreensão imediata; ama as criaturas e serve-as, mantendo-se unido a Deus.
     Em razão disto, a Boa-Nova é mensagem de confiança e de amor universal. Vemos, pois, dois tipos de medianeiros do próprio Céu, eminentemente diversos, mostrando qual o padrão desejável.
     No mediunismo comum, portanto, o colaborador servirá com a matéria_mental que lhe é própria, sofrendo-lhe as imprecisões naturais diante da investigação terrestre; e, após adaptar-se aos imperativos mais lies da renúncia pessoal, edificará, não de improviso, mas à custa de trabalho incessante, o templo interior de serviço, no qual reconhecerá a superioridade do programa divino acima de seus caprichos humanos. Atingida essa realização, estará preparado para sintonizar-se com o maior número de desencarnados e encarnados, oferecendo-lhes, como a ponte benfeitora, oportunidade de se encontrarem uns com os outros, na posição evolutiva em que permaneçam, através de entendimentos construtivos. Devo dizer-te que não cogitamos aqui de faculdades acidentais, que aparecem e desaparecem entre candidatos ao serviço, sem espírito de ordem e de disciplina, verdadeiros balões de ensaio para os vôos do porvir; referimo-nos à mediunidade aceita pelo cooperador e mobilizável em qualquer situação para o bem geral.
     Comentando atividades e tarefas, devemos salientar os padrões que lhes digam respeito, e este é o característico da instrumentalidade espiritual nas esferas superiores. Logicamente, é impossível alcançá-lo de vez; toda obra impõe começo.
     Monição
     Os Espíritos de nossa esfera não podem devassar o futuro, considerando essa atividade uma característica dos atributos do Criador Supremo, que é Deus.
                  Temos de considerar, todavia, que as existências humanas estão subordinadas a um mapa de provas gerais, onde a personalidade deve movimentar-se com o seu esforço para a iluminação do porvir, e, dentro desse roteiro, os mentores_espirituais mais elevados podem organizar os fatos premonitórios, quando convenham à demonstração de que o homem não se resume a um conglomerado de elementos quimicos, de conformidade com a definição do materialismo dissolvente.
Termo proposto por Charles_Richet para a percepção extrassensorial, manifestação vaga de uma tomada de CONSCIÊNCIA paranormal. É como que uma advertência, uma impressão sentida por um indivíduo da realização presente ou futura (premonição) de um conhecimento. Somente um método muito seguro e estrito pode pôr em evidência o CARÁCTER paranormal, tão frequentemente duvidoso, de uma monição. A revelação de algum acontecimento, passado ou presente, através de meios diversos dos normais (Richet). Vide PREMONIÇÃO. (CLAP-PT)
Um dos tipos habituais de comunicação nas ocorrências de morte. Pela persistência com que se repetem, os cientistas do mundo são constrangidos a examina-los. Alguns atribuem esses fatos a transmissões_de_ondas_telepáticas, ao passo que outros neles encontraram os chamados "fenômenos de monição". Isso tudo, porém, reduz-se na Doutrina_do_Espiritismo à verdade simples e pura da comunhão direta entre as almas imortais.
                  Todas as pessoas, desde que o desejem, podem efetuar semelhantes despedidas, quando partem da Terra. Semelhante comunicações, no instante_da_morte, somente se realizam por aqueles que concentram a própria força mental num propósito dessa espécie.
Um caso de premonição de morte acidental
     Exemplo de
"premonição de morte acidental", donde ressalta, mais que nunca, indubitável a existência de uma
fatalidade na vida, mediante a qual unicamente se podem explicar as reticências e os simbolismos que manifestamente objetivam não embaraçar a execução dos decretos do Destino. O
vaticínio de morte que vou relatar se mostra de grande importância, sobretudo pelo lado probante, visto ter sido formulado por dois sensitivos, sem nenhuma ligação entre um e outro. Dá-se ainda que um deles insistiu sobre o mesmo acontecimento durante 14 sessões, depois de tê-lo anunciado 31 meses antes que se realizasse. Acrescente-se que, por uma ironia da sorte e por ordem supranormal, esse
vaticínio de morte foi comunicado à vítima pelo sensitivo percipiente, que ignorava quem fosse o que teria de morrer. A vítima designada, ignorando, por sua vez, que o fato lhe dizia respeito, tomou dele nota cuidadosa, com o fim de lhe pesquisar de forma científica o desenvolvimento. Era o
Dr. Gustave Geley, diretor do Instituto Metapsíquico de Paris.
     O primeiro de tão memoráveis vaticínios ocorreu, sem ser procurado, nas experiências de "metagnomia" a que o
Dr. Eugênio Osty procedia com diversos sensitivos. Escreveu ele:
                  "Ponho fim à presente enumeração de premonições de morte acidental, citando fragmentariamente as frases de um vaticínio, cujo desenvolvimento acompanhei por três anos, sem me aperceber, até verificar-se o fato, de quem era a pessoa a que ele se referia."
                  (Extratos dos relatórios das sessões
hebdomadárias de premonições, com a sensitiva-clarividente
Mme. Peyroutet).
                                  
18 de março de 1922 – "... O senhor toma parte regularmente num jantar em que só homem se senta à mesa. Um deles empreenderá uma viagem e sofrerá um acidente seguido de morte..." (Eu participei regularmente de um só jantar periódico – o de 13 de cada mês – ao qual unicamente homens compareciam. Esse jantar foi combinado em junho de 1914 e éramos quinze os comensais, todos interessados nas pesquisas psíquicas e, na sua maioria, amigos. O Dr. Geley, diretor do Instituto Metapsíquico, era do número).
                                  
24 de abril de 1922 – "... Morte de um amigo seu, por desgraça acidental. Haverá queda e morte. É um homem de ciência..."
                                  
21 de maio de 1922 – "... O senhor saberá da morte de um amigo seu, devida a acidente grave. Serão duas as mortes..." (O Dr. Geley era o único passageiro do aeroplano que no dia 14 de julho de 1924 se precipitou ao solo, na Polônia. Ele e o piloto morreram imediatamente).
                                  
15 de julho de 1922 – "... Vejo sempre ao seu derredor a morte de um homem de ciência, seu amigo. Mas, em que consistirá a catástrofe?... Haverá duas mortes..."
                                  
23 de setembro de 1922 – "... Oh! doutor, vejo sempre ao seu lado este acontecimento de morte por acidente, que poderá dar lugar a um oferecimento que lhe será feito e que mudará a sua carreira profissional..." (Para os que o ignoram, direi que foi em seguida à morte do Dr. Geley que me propuseram assumisse eu a direção do Instituto Metapsíquico).
                                  
20 de janeiro de 1923 – "... O senhor virá a saber da morte, por acidente, de um homem de ciência... Morte súbita. Dupla morte, depois de uma viagem a país distante."
                                  
17 de fevereiro de 1923 – "... Sempre acidente e morte de um homem de ciência muito seu conhecido. Acidente e morte por ocasião de uma partida."
                                  
17 de março de 1923 – "... Oh! ser-lhe-á comunicada uma morte acidental, por fratura do crânio... Vejo uma morte que será para o senhor causa de alguma coisa como uma nova tarefa, um trabalho novo..."
                                  
21 de abril de 1923 – "... Oh! essa morte de um homem de ciência está sempre ao seu lado! Doutor, o senhor certamente não tem a intenção de subir num aeroplano, não é?"
                                  
1º de dezembro de 1923 – "... Oh! que triste notícia de morte o espera! Morte acidental por uma queda! Duas mortes. Aproxima-se o dia do senhor a receber. É sua amiga essa pessoa..."
                                  
22 de março de 1924 – "... Não tardará muito que saberá da morte de um homem de ciência, a quem o senhor conhece muito. Um doutor dará uma queda. Acidente de automóvel, ou de qualquer outra coisa, longe, longe, durante uma viagem..."
                                  
04 de abril de 1924 – "... Em torno do senhor há um fato de morte, que continuo a ver sempre. Morte acidental, no estrangeiro; qualquer coisa como uma embarcação que afundará..."
                                  
31 de maio de 1924 – "... Morte acidental de um homem muito seu conhecido. Morte por ocasião de uma partida, em pais estrangeiro..."
                                  
09 de julho de 1924 – "... Será uma morte que surpreenderá grandemente. Morte acidental. Partida durante uma viagem. Morte de um homem de ciência, que revolucionará a sua existência..."
Observa neste ponto o Dr. Osty:
"Cinco dias depois desta última sessão (14 de julho de 1924) o Dr. Geley partia de Varsóvia em aeroplano e logo depois a máquina se precipitava, causando-lhe a morte, assim como ao piloto. No dia 19 de julho, a vidente, Mme. Peyroutet, tornou a falar, pela última vez, da morte acidental, que a obsediava em todas as sessões, comigo, mas dessa vez assinalou a morte como ocorrida." (Revista Metapsíquica. 1930, pág, 50-52).
      Antes de comentar o inolvidável episódio exposto, cumpre-me reproduzir um outro relativo ao mesmo caso de premonição de morte acidental ainda distante e que, como o primeiro, ocorreu espontaneamente, mas de forma "auditiva", tendo por percipientes o conhecido escritor, metapsiquista e também sensitivo-clarividente Pascal Forthuny. Numa conferência que fez, em maio de 1926, no Instituto Metapsíquico, tratou ele do caso nos seguintes termos:
                  "Sim, tenho a certeza absoluta de que, em muitas circunstâncias, o futuro é previsível para o clarividente... Se todos os clarividentes tivessem o cuidado, que hei tido sempre, de datar e conservar os textos de suas profecias, depositando-as em lugar seguro, para depois, a seu tempo, confrontá-las com os pormenores do acontecimento realizado, poderiam todos testificar, com plena consciência, que a previsão do que há de dar-se não é uma hipótese, porém realidade indiscutível, porque cem vezes verificada. Limitar-me-ei agora a divulgar um de tais documentos-prova, referente a uma profecia trágica, da qual, desventuradamente, me tocou a mim ser o comunicante.
                  Um dia, no silêncio e na solidão do campo, estava eu no meu escritório, absorto numa composição poética, quando, de improviso, me ressoou ao ouvido uma voz autoritária a me ordenar fosse sem demora ao Instituto Metapsíquico, em Paris, comunicar ao Dr. Gustave Geley que eu fora prevenido da morte próxima de um médico francês na Polônia, vítima de um desastre de aviação. Obedeci, partindo imediatamente para Paris, onde me dirigi à residência do Dr. Geley, que era na própria sede do Instituto. Ele acabara, naquele momento, de jantar com a família e se achavam todos na respectiva sala. Fui acolhido com a costumada gentileza e expus sem demora o motivo da minha visita, narrando o que a "voz autoritária" me revelara. Faço notar que, então, o diretor do Instituto Metapsíquico nenhuma intenção tinha de ir à Polônia. Perguntou-me ele bruscamente: "E de quem e trata?" Foi-me dito depois que, a essa pergunta, eu visivelmente empalidecera. Como quer que seja, eu não sabia de quem se tratava, pois que não me fora declinado o nome da vítima. Mas aquela pergunta me deixou confuso. Procurei despertar as minhas faculdades pré-cognitivas. Pareceu-me que conseguia e mencionei um nome: o de um doutor ilustre. Enganei-me no que dizia respeito à pessoa; o Destino não me quis revelar completamente o seu segredo. Decorridos três meses o Dr. Geley se achava em Varsóvia; propuseram-lhe regressar de aeroplano a Paris e ele aceitou. Após um quarto de hora de vôo, o aeroplano se precipitou ao solo, ficando horrivelmente esfacelados os dois que nele viajavam. Da minha trágica profecia, verídica, se bem que incompleta, fora feito um registro por escrito, no momento em que a participei ao Dr. Geley, e esse documento encontramos entre os papéis do nosso desditoso amigo." (Revue Métapsichique, 1926, página 368).
                  O trágico acontecimento de que se trata, percebido 31 meses e 3 meses antes por dois videntes, com todas as particularidades necessárias a assinalar infalivelmente a vítima designada, mas somente depois que o fato ocorresse, pode considerar-se conclusivo para demonstrar a existência de uma classe de premonições capazes de indicarem as vítimas de catástrofes acidentais, portanto, imprevisíveis, o que, do ponto de vista da hipótese fatalista, adquire enorme importância.
      Procedamos, porém, com ordem. Antes de tudo, importa acentuar que o vaticínio em questão corresponde, de modo irrepreensível, a todas as exigências da documentação científica:
                  de um lado, há 14 relatos do Dr. Osty, por ele escritos em face dos apontamentos tomados durante as sessões;
                  do outro lado, há o relato de Pascal Forthuny, comprovado pelo testemunho de membros da família da vítima, bem como por um documento no qual a profecia foi registrada, na ocasião, pela própria vítima que o vaticínio designava.
      Deve-se, pois, concluir que, do ponto de vista probante, o caso em apreço é positivamente "crucial" em todos os seus minuciosos pormenores, dado que todas as particularidades que o constituem foram registradas muito tempo antes que o acontecimento se desse.
      O professor Richet, citando o caso em seu livro L'Avenir et la Prémonition (O futuro e a premonição), conclui com a observação seguinte: "Verdadeiramente, a mim me parece que, depois da leitura desse íntimo episódio, deveria ser logicamente impossível duvidar ainda da existência da lucidez premonitória". Assim é, com efeito, e a ninguém escapará a enorme importância teórica que apresenta o fato de possuir-se ainda que um só caso de "premonição de morte por acidente em longo prazo", mas que corresponda às mais severas exigências científicas e se demonstre literalmente invulnerável, não só a todas as objeções legítimas, como também a todas as sutilezas sofísticas dos opositores misoneístas.
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Médiuns de Efeitos Físicos
     Os
médiuns de efeitos físicos são particularmente aptos a produzir fenômenos materiais, como os movimentos dos corpos inertes, ou ruídos, etc. Podem dividir-se em:
                  médiuns
facultativos
                  médiuns
involuntários.
    
Materialização (ectoplasmia) - médium ectoplasta.
     Quando o Espírito está encarnado, a substância do perispírito se acha mais ou menos ligada, mais ou menos aderente, se assim nos podemos exprimir. Em algumas pessoas se verifica, por efeito de suas organizações, uma espécie de emanação desse fluido e é isso, propriamente falando, o que constitui o médium de influências físicas. A emissão do fluido_animalizado pode ser mais ou menos abundante, como mais ou menos fácil a sua combinação, donde os médiuns mais ou menos poderosos. Essa emissão, porém, não é permanente, o que explica a intermitência do poder mediúnico.
     São os médiuns dotados de faculdade capaz de produzir efeitos materiais ostensivos. Seus trabalhos têm a finalidade de chamar a atenção da incredulidade humana para a existência dos Espíritos e do mundo invisível. Produzem fenômenos materiais, tais como:
                  movimento de corpos inertes,
                  ruídos,
                  voz direta,
                  curas fenomênicas,
                  transportes etc.
     Os médiuns de efeitos físicos podem ser divididos em dois grupos:
                  os facultativos, que têm consciência dos fenômenos que produzem;
                  e os involuntários, ou naturais, que não possuem consciência de suas faculdades e são usados pelos Espíritos para promoverem manifestações sem que o saibam.
     Certas comunicações dadas por Espíritos desencarnados através de aparelhos eletrônicos ( TCI ), onde alguns autores disseram não haver necessidade da presença da mediunidade, foram produzidas por ação de médiuns de efeitos físicos involuntários.
     Esse tipo de médium era muito comum no advento do Espiritismo e foi muito útil na divulgação das idéias espíritas, chamando a atenção das pessoas para a realidade do fenômeno.
     Médiuns de aparições: os que podem provocar aparições fluídicas ou tangíveis, visíveis para os assistentes. Muito excepcionais.
     Médiuns curadores: os que têm o poder de curar ou de aliviar o doente, pela só imposição das mãos, ou pela prece.
     "Esta faculdade não é essencialmente mediúnica; possuem-na todos os verdadeiros crentes, sejam médiuns ou não. As mais das vezes, é apenas uma exaltação do poder magnético, fortalecido, se necessário, pelo concurso de bons Espíritos."
     MÉDIUM PASSISTA
                  Entendemos que a mediunidade curativa se reveste da mais alta importância, desde que alicerçada nos sentimentos mais puros da mais pura fraternidade.
                  É claro que não nos reportamos aos magnetizadores que desenvolvem as forças que lhes são peculiares, no trato da saúde humana.
                  Referímo-nos, sim, aos intérpretes da Espiritualidade Superior, consagrados à assistência providencial aos enfermos, para encorajar-lhes a ação.
                  Decerto, o estudo da constituição humana lhes é naturalmente aconselhável, tanto quanto ao aluno de enfermagem, embora não seja médico, se recomenda a aquisição de conhecimentos do corpo em si. E do mesmo modo que esse aprendiz de rudimentos da Medicina precisa atentar para a assepsia do seu quadro de trabalho, o médium passista necessitará vigilância no seu campo de ação, porquanto de sua higiene espiritual resultará o reflexo benfazejo naqueles que se proponha socorrer. Eis porque se lhe pede a sustentação de hábitos lies e atividades limpas, com a simplicidade e a humildade por alicerces no serviço de socorro aos doentes, de vez que semelhantes fatores funcionarão à maneira do tungstênio na lâmpada elétrica, suscetível de irradiar a força da usina, produzindo a luz necessária à expulsão da sombra.
                  O investimento_cultural ampliar-lhe-á os recursos_psicológicos, facilitando-lhe a recepção das ordens e avisos dos instrutores que lhe propiciem amparo, e o asseio mental lhe consolidará a influência, purificando-a, além de dotar-lhe a presença com a indispensável autoridade moral, capaz de induzir o enfermo ao despertamento das próprias forças de reação.
     Médiuns excitadores: pessoas que têm o poder de, por sua influência, desenvolver nas outras a faculdade de escrever.
     "Aí há antes um efeito magnético do que um caso de mediunidade propriamente dita, porquanto nada prova a intervenção de um Espírito. Como quer que seja, pertence à categoria dos efeitos físicos."
     Ideoplastia [do grego idéa= idéia, aparência + plásso ou plátto= modelar + ia]
                  1. Modelagem da matéria pelo pensamento.
              2. A materialização do pensamento, criando formas que às vezes se revestem de grande duração, conforme a persistência da onda em que se expressam.
     Ideoplastia é um fenômeno de transfiguração que pode acontecer durante as manifestações dos Espíritos. Quando a influência do desencarnado é muito intensa junto do campo psicossomático do médium ele poderá assumir algumas feições do comunicante.
     Para maior compreensão de qualquer fenômeno da transmissão_mediúnica, não nos será lícito esquecer a ideoplastia, pela qual o pensamento pode materializar-se, criando formas que muitas vezes se revestem de longa duração, conforme a persistência da onda em que se expressam.
                  Entendendo-se que os poderes_mentais são inerentes tanto às criaturas desencarnadas quanto às encarnadas, é natural que os elementos plásticos e organizadores da idéia se exteriorizem dos médiuns, como também dos companheiros que lhes comungam tarefas e experiências, estabelecendo-se problemas espontâneos, cuja solução reclama discernimento.
     A IDEOPLASTICIDADE DO PENSAMENTO
                  lgnorais, na Terra, a maravilhosa ideoplasticidade do pensamento. Conhecendo a plenitude de suas faculdades, após haver triunfado em muitas experiências que lhes asseguraram elevada posição espiritual, senhores de portentosos dons psíquicos, conquistados com a fé e com a virtude incorruptíveis, os Espíritos_superiores possuem uma vontade potente e criadora de todas as formas da beleza. As vezes, apresentam-se ao vidente
                                   grandiosas cenas da história do planeta,
                                   multidões luminosas,
                           legiões de almas, quadros esses que, na maioria das vezes, constituem os pensamentos materializados das mentes evolvidas que os arquitetam, e que atuam sobre os centros visuais dos sensitivos, objetivando o progresso geral.
     É assim que se estabelece a união dos dois mundos, o físico e o espiritual, através de fatores inacessíveis às vossas medidas e instrumentos materiais.
     O tempo reserva muitas surpresas ao homem, dentro da proporção da sua evolução moral, concretizando o edifício imortal de todas as idéias altruísticas, lies e generosas, sendo totalmente inútil que alguns deles se arvorem em supremas autoridades nos variados ramos da vida, porque, dentro da sua pretensiosa indigência, se perderão fatalmente no labirinto discursivo dos seus argumentos mateotécnicos.
     Médiuns de efeitos musicais: provocam a execução de composições, em certos instrumentos de música, sem contacto com estes. Muito raros.
     Levitação [do latim levitu] – Ato ou efeito de erguer objetos ou pessoas acima do solo, sem esforço corporal.
     Médiuns de translações e de suspensões: os que produzem a translação aérea e a suspensão dos corpos inertes no espaço, sem ponto de apoio. Entre eles há os que podem elevar-se a si mesmos. Mais ou menos raros, conforme a amplitude do fenômeno; muito raros, no último caso.
     Médiuns motores: os que produzem o movimento dos corpos inertes. Muito comuns.
     Médiuns noturnos: os que só na obscuridade obtêm certos efeitos físicos. É a seguinte a resposta que nos deu um Espírito à pergunta que fizemos sobre se se podem considerar esses médiuns como constituindo uma variedade:
                  "Certamente se pode fazer disso uma especialidade, mas esse fenômeno é devido mais às condições ambientes do que à natureza do médium, ou dos Espíritos. Devo acrescentar que alguns escapam a essa influência do meio e que os médiuns noturnos, em sua maioria, poderiam chegar, pelo exercício, a operar tão bem no claro, quanto na obscuridade. É pouco numerosa esta espécie de médiuns. E, cumpre dizê-lo, graças a essa condição, que oferece plena liberdade ao emprego dos truques da ventriloquia e dos tubos acústicos, é que os charlatães hão abusado muito da credulidade, fazendo-se passar por médiuns, a fim de ganharem dinheiro. Mas, que importa? Os trampolineiros de gabinete, como os da praça pública, serão cruelmente desmascarados e os Espíritos lhes provarão que andam mal, imiscuindo-se na obra deles. Repito: alguns charlatães receberão, de modo bastante rude, o castigo que os desgostará do oficio de falsos médiuns. Aliás, tudo isso pouco durará." - ERASTO.
     Pessoas Elétricas: Nesta categoria parece, à primeira vista, se deviam incluir as pessoas dotadas de certa dose de eletricidade natural, verdadeiros torpedos (*) humanos, a produzirem, por simples contacto, todos os efeitos de atração e repulsão. Errado, porém, fora considerá-las médiuns, porquanto a vera mediunidade supõe a intervenção direta de um Espírito. Ora, no caso de que falamos, concludentes experiências hão provado que a eletricidade é o agente único desses fenômenos. Esta estranha faculdade, que quase se poderia considerar uma enfermidade, pode às vezes estar aliada à mediunidade, como é fácil de verificar-se na história do Espírito batedor de Bergzabern.
                  Porém, as mais das vezes, de todo independe de qualquer faculdade mediúnica. Conforme já dissemos, a única prova da intervenção dos Espíritos é o caráter_inteligente_das_manifestações. Desde que este caráter não exista, fundamento há para serem atribuídas a causas puramente físicas. A questão é saber se as pessoas elétricas estarão ou não mais aptas, do que quaisquer outras, a tornar-se médiuns_de_efeitos_físicos. Cremos que sim, mas só a experiência poderia demonstrá-lo.
     Médiuns pneumatógrafos: os que obtêm a escrita direta. Fenômeno muito raro e, sobretudo, muito fácil de ser imitado pelos trapaceiros.
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NOTA. Os Espíritos insistiram, contra a nossa opinião, em incluir a escrita direta entre os fenômenos de ordem física, pela razão, disseram eles, de que: "Os efeitos inteligentes são aqueles para cuja produção o Espírito se serve dos materiais existentes no cérebro do médium, o que não se dá na escrita direta. A ação do médium é aqui toda material, ao passo que no médium_escrevente, ainda que completamente mecânico, o cérebro desempenha sempre um papel ativo."
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     A escrita direta, ou pneumatografia, é a que se produz espontaneamente, sem o concurso, nem da mão do médium, nem do lápis. Basta tomar-se de uma folha de papel branco, o que se pode fazer com todas as precauções necessárias, para se ter a certeza da ausência de qualquer fraude, dobrá-la e depositá-la em qualquer parte, numa gaveta, ou simplesmente sobre um móvel. Feito isso, se a pessoa estiver nas devidas condições, ao cabo de mais ou menos longo tempo encontrar-se-ão, traçados no papel, letras, sinais diversos, palavras, frases e até dissertações, as mais das vezes com uma substância acinzentada, análoga à plumbagina, doutras vezes com lápis vermelho, tinta comum e, mesmo, tinta de imprimir.
     A escrita se forma por meio de uma matéria depositada sobre o papel.
                  Sematologia - (Do grego - sema, sinal, e - logos, discurso.) - Linguagem dos sinais.
                  Comunicação dos Espíritos pelo movimento dos corpos inertes.
     Transmissão do pensamento dos Espíritos por meio de sinais, tais como pancadas, batidas, movimentos de objetos, etc..
Médiuns Telecinéticos:
                  Os fenômenos telecinéticos são os que provocam a movimentação de objetos à distância.
     Médium Teleguiado: Imaginemos que persista na individualidade encarnada a fácil desassociação das forças anímicas. Nesse caso, temo-la habilitada ao fornecimento do ectoplasma ou plasma exteriorizado de que se valem as Inteligências desencarnadas para a produção dos fenômenos físicos que lhes denota a sobrevivência.
                  Chegada a esse ponto, se a criatura deseja cooperar na obra do esclarecimento humano, recebe do Plano Espiritual um guarda vigilante — mais comumente chamado "o_guia", segundo a apreciação terrestre —, guarda esse, porém, que, diante da esfera extrafísíca tem as funções de um zelador ou de um mordomo responsável pelas energias do medianeiro, sempre de posição evolutiva semelhante.
                  Ambos passam a formar um circuito de forças, sob as vistas de Instrutores da Vida Maior, que os mobilizam a serviço da beneficência e da educação, em muitas circunstâncias com pleno desdobramento do corpo espiritual do médium, que passa a agir à feição de uma Inteligência teleguiada.
                  Daí nasce a possibilidade da constituição dos círculos de estudo das ocorrências de materialização, com os fenômenos de telecinesia, a começarem nos «raps (pancadas)» e a culminarem na ectoplasmia visível.
     Médiuns de transporte: os que podem servir de auxiliares aos Espíritos para o transporte de objetos materiais. Variedade dos médiuns motores e de translações. Excepcionais.
     Médiuns tiptólogos: aqueles pela influência dos quais se produzem os ruídos, as pancadas (raps). Variedade muito comum, com ou sem intervenção da vontade.
Fonte:
GUIA - HEU (Homem/Espírito/Universo)
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