Fundada em 31 de Março de 1987 esta sociedade dedica-se ao estudo e prática do Espiritismo e da caridade. À todos que, desejam fazer parte da nossa família e que veêm na Doutrína Espírita o consolador prometído por Jesus, um forte abraço.
À Direção.

Caminheiros do Bem – Valentim de Moraes Castro

Caminheiros do Bem por Jesus
Caminheiros do Bem por Amor
Amanhã num Futuro distante
Colheremos das Palmas as Flor

Neste mundo a colheita é de espinhos
Os caminheiros, são todos de dor
No futuro do espaço teremos,
A colheita das flores do amor

Caminheiros do Bem por Jesus...

Caminheiros do Bem caminhando
Levantando a bandeira da luz
Se sofrermos a dor é bendita,
Consagrada no lenho da cruz

Caminheiros do Bem por Jesus...

Toda vez que ao cansaço, rendidos
Decididos fitemos o céu
Rutilante, uma estrela veremos
Caminhemos que a luz vem de Deus

Caminheiros do Bem por Jesus...
Caminheiros do Bem irmanados
Enlaçados em paz caminhae
O perdão das ofensas, amai-vos!
Por Jesus Caminheiros amae

Caminheiros do Bem por Jesus...

Vem a paz, vem o amor, vem a luz,
Por Jesus, Caminheiros além
Ide avante de mãos estendidas
E sereis Caminheiros do Bem...

Ide avante de mãos estendidas
E sereis Caminheiros do Bem...



Homenagem
Vô Olímpio

Clique e veja a homenagem escrita por nosso irmão Carlinhos.

OLÍMPIO CARVALHO



UM SOLDADO DE CRISTO JESUS!


    Retornou a pátria espiritual no dia 05 de maio deste ano, o dedicado e convicto Espírita, Olímpio Carvalho, sob uma onda de gratidão, serenidade e muita paz entre todos que foram se despedir da sua presença física.

    Nascido em São Borja, no dia 09 de novembro de 1923, desde pequeno conheceu de perto a necessidade de sobreviver ante a falta de um pai e as dificuldades que sua mãe enfrentava em trabalhar como empregada doméstica. Exerceu as funções de padeiro, açougueiro, vendedor de doces, engraxate e quando entrou no Exército ainda analfabeto, logo no primeiro ano se alfabetizou e conquistou com muito esforço o posto de sargento do Exército Brasileiro, no 17º RI em Cruz Alta, RS.

    Tendo sua mãe sofrido um processo obsessivo, ficou surpreendido como foi “curada” pelo então dedicado médium e querido irmão, Valentim de Castro, que na época presidia o Centro Espírita Fraternidade de Cruz Alta. A partir daí, começou a estudar o Espiritismo e tornou-se um exemplo vivo de dedicação a Doutrina dos Espíritos, com total apoio do “seu Valentim ”, que na prática tornou-se seu pai emocional/espiritual. No Exército, diversas vezes foi chamado discretamente pelo comando para doutrinar espíritos que se manifestavam nos militares que possuíam mediunidade natural e na maioria das vezes, estavam acompanhado de parentes já falecidos.

    Ele era tão cumpridor dos seus deveres que por duas vezes solicitou punição para si mesmo. Chegou a ser conhecido por “Sargento Caxias” pelo fato de fazer-se cumpridor do que estava previsto no Regulamento do Exército. Se aposentou com a patente de Major do Exercito.



    Seis meses após ter conhecido sua esposa Maria de Lourdes, em 1947, casou-se com ela e tiveram seis filhos. Nunca se descuidou de evangelizá-los na Doutrina Espírita e teve em sua companheira, uma médium de apoio muito necessária na sua missão terrena, com as faculdades de psicofonia, psicografia direcionada a receita de tratamentos homeopáticos e vidência nos trabalhos mediúnicos.



    Após a morte do irmão Valentim, substituiu-o na presidência por mais de doze anos e deu continuidade ao seu estilo de exemplificar com palavras e atos, a Doutrina que sempre amou. Isto porque, naquela época o respeito e a palavra de um homem era o seu maior patrimônio. Para participarem das reuniões, as pessoas(1960) encontravam poucos postes que possuíam luzes para a iluminação noturna, os participantes se locomoviam com seus cavalos, carroças, poucos carros, e os deixavam na frente do Centro Espírita. Alguém ficava cuidando de tudo. Lá dentro, na recepção, os frequentadores tinham que deixar suas facas, pistolas e revolveres no armário da recepção. Seus nomes também eram anotados e os homens tinham que depois irem sentarem-se nos bancos da ala da direita do salão e as mulheres na ala oposta. Os trabalhos de doutrinação dos espíritos eram assistidos por mais de 50 pessoas sempre em atitudes respeitosas e se formavam duas correntes de apoio espiritual. Os médiuns tinham que se levantar para dar suas mensagens psicofônicas e nas manifestações para serem doutrinados, na maioria das vezes pelo irmão Olímpio, permaneciam sentadas. O treinamento para ser um médium era realizado diretamente na prática mediúnica e tinham que vestir um jaleco branco enquanto estavam no Centro. O respeito a todos era tão grande, que não havia espaço para comportamentos indevidos dentro do Centro Espírita.

    No momento do passe, os médiuns ficavam em pé formando um círculo grande e as pessoas formavam as filas para serem beneficiadas. Esse era o ambiente vivenciado por estes trabalhadores daquela época. Por tudo isto, muitas vezes o irmão Olímpio foi incompreendido quando dirigia atividades públicas ou doutrinárias por ser severo com as pessoas que não respeitavam o ambiente com comportamentos indevidos. Certa vez, interrompeu o palestrante avisando-o que já havia passado mais de cinco minutos. De outra, pediu a mãe de uma criança rebelde que estava perturbando o encontro, que levasse seu filho para o pátio da Sociedade e somente quando ele se acalmasse voltasse para demonstrar que era uma mãe que se fazia obedecer pelo filho. Assim era o seu Olímpio, determinado e dedicado ao extremo em ser um bom pai e um exemplar orientador de almas.

    Jogava bola com seus filhos, promovia caminhadas, contava histórias do quartel e incentivou todos a não serem inibidos frente ao público. Aos sábados á tarde, todos tinham que se sentarem a mesa e fazerem todos os temas que precisavam ser feitos. Incentivou todos a comparticipar da Evangelização, a declamarem e a cantarem os hinos da época. Tanto é que o nome Caminheiros do Bem, corresponde a um dos hinos que era cantando nas reuniões festivas.

    Como sabia que a educação e o estudo em geral seriam as maiores riquezas que deixaria para sua família, deu uma bicicleta pra cada um dos seus filhos irem para o colégio e sempre na ficha de inscrição constava que a religião era Espírita. Ensinou a todos a terem orgulho de serem Espíritas.

    Por muito tempo ele e a dona Lourdes sofreram decepções com o preconceito de todos, mas nunca se abalaram com isso, pois já naquela época realizavam o culto do Evangelho no Lar e recebiam mensagens de amigos espirituais, entre eles a irmã Marta, uma freira já desencarnada, que muito orientou a família em momentos difíceis. Eles nunca invocaram espíritos, pois sabiam que quando eram merecedores, o portal da mediunidade maravilhosa que a dona Lourdes possuía, e ainda no hoje, seria um canal para os benfeitores do Além lhes ajudarem.

    Em Cruz Alta, o “seu Olímpio” também ficou muito conhecido por ser o homem que fazia um programa radiofônico chamado a “ Voz da Fraternidade “, combatido certa vez por um padre que ao falar na missa, aumentou a audiência do programa. Era o ano de 1965 e o programa ficou quatro anos no ar com as despesas saindo do seu bolso. Seus familiares participavam lendo mensagens, declamando ou cantando hinos nas datas festivas.

    Transferido para a junta Militar de São Valentim, fixou residência em Erexim, e na rádio local também manteve por mais de três anos um programa radiofônico espírita. Sempre distribuía os textos a serem lidos para seus familiares que o acompanhavam felizes.

    Nesta cidade, descobriu o Centro Espírita Ruben Siqueira fechado e em péssimas condições. Montou sozinho um plano de recuperação e reabriu a Casa. Logo, centenas de pessoas lá foram receber o alimento espiritual para seus espíritos. E assim, por mais de dez anos trabalharam para aquela comunidade.

    A notícia da aposentadoria chegou junto com a aprovação no vestibular da sua filha Helena Marilim na Feevale. Vieram então residir em Novo Hamburgo. Depois de estagiarem na Sociedade Espirita em Busca da Verdade, onde se deram muito bem com o irmão Armando, visitando doentes e enfermos na região, o irmão Olímpio repetiu o feito de Erexim reabrindo o Centro Espírita Fé Luz e Caridade que estava semi-destruído. Organizou toda a parte atingida, a administração, os Estatutos e reiniciou as suas atividades. Tornou-se o presidente e montou um equipe de trabalho. Vários trabalhadores das outras Casas começaram a aderir e logo ele passou a presidência. Humildemente, se integrou as novas equipes e começou a trabalhar na diretoria.

    Com o retorno do seu filho Hugo que esteve por mais de nove anos residindo em Brasília, começou a desejar construir uma casa Espírita onde o seu jeito de ser e a experiência adquirida pudesse ser transferida a outros.

    Com a amizade surgida entre seu filho Hugo e Divaldo Franco, não demorou muito para receberem uma mensagem de Joanna de Angelis, através da mediunidade abençoada de Divaldo Franco, informando que espiritualmente, já estava montada uma equipe de apoio espiritual para a nova Casa que logo deveria ser inaugurada. Em menos de 30 dias, a casa da família em Cruz Alta foi vendida e comprada outra no atual endereço em Novo Hamburgo. Na noite que antecedeu a inauguração oficial, o seu Olímpio, a dona Lourdes e o filho Hugo foram na nova Sociedade realizar o Evangelho no Lar e o espírito do Seu Valentim, felicíssimo, se manifestou através da mediunidade da sua esposa, comunicando ter sido o escolhido pela Espiritualidade Maior para ser o Dirigente Espiritual da Sociedade Espírita Caminheiros do Bem, nome do hino que cantado no Centro Espírita Fraternidade, em memória da união que tiveram em prol de um mundo melhor, quando estavam em Cruz Alta.

    Logo logo, a Sociedade se expandiu, construiu-se o novo prédio e hoje, o Caminheiros do Bem, completou em 31 de março, 24 anos de atividades ininterruptas. Atualmente, possui mais de duzentos sócios, e uma equipe de trabalhadores formada em cursos ministrados pela Fergs e na própria Sociedade. Mensalmente, mais de mil pessoas são beneficiadas pelas atividades realizadas na casa.

    Tendo em maio de 2004, recebido a notícia através da sua esposa, que seu segundo filho havia desencarnando de forma violenta, reagiu da seguinte forma: Deus nunca erra! Chegou o momento de darmos testemunho a ELE que somos Espíritas. Diga a todos que não quero cenas de desespero e nenhum pensamento de vingança. Como as lágrimas começaram a correr, finalizou dizendo: Agora vou orar pelo nosso filho! Eu estou bem, não se preocupem.

    São esses e outros exemplos maravilhosos de dedicação e amor a causa Espírita, que com certeza no hoje, seus admiradores e seguidores continuam acreditando e trabalhando na Seara do Divino Mestre. Haja visto, deixa uma dedicada professora, sua neta Silviane, integrando a diretoria do Centro Espírita Fraternidade em Cruz Alta, duas filhas, a Solange Elizabeth dirigindo o Centro Espírita Sebastião Leão em Porto Alegre, com sua irmã, Helena Marilim na diretoria e, seu filho Hugo Dagoberto, atualmente na direção da Sociedade Espírita Caminheiros do Bem.

    Finalizamos enviando ao nosso dedicado irmão Olímpio Carvalho, uma vibração de admiração e gratidão, pedindo a Bondade Divina que o recompense com muitas bençãos e alegrias celestiais pelo cumprimento da sua nobre missão terrena.

        Que Assim Seja!

        Hugo Carvalho - Pres. da Soc. Esp. Caminheiros do Bem